DIETA PARA SEDENTÁRIOS É IDEAL PARA OS DIABÉTICOS TIPO 2

CASO DE SUCESSO
Conto aqui, a título de exemplo, um caso recente do Senhor Joaquim (nome fictício) na casa dos 60 anos, que chegou à minha consulta com um quadro de diabetes tipo 2 recentemente diagnosticado.  Os valores das análises revelaram uma glicemia em jejum de 296 mg/dL (os valores de referência situam-se entre 70 e 110 mg/dL) e uma hemoglobina glicada de 9,4% (os valores de referência estão entre 4 e 5,6%), o que deixou o seu médico sem dúvidas quanto ao diagnóstico. Receitou-lhe metformina e disse-lhe que deveria iniciar a administração de insulina uma vez por dia.

O Joaquim, apanhado duplamente de surpresa, primeiro com a diabetes e depois com a necessidade de tomar insulina, perguntou ao médico se não poderia consultar um/uma nutricionista e tentar, durante uns meses, pela via da alimentação, controlar os valores das suas análises. O médico concordou, embora um bocadinho reticente, adiando a introdução da insulina, mas mantendo a prescrição da metformina. Expliquei ao Joaquim que, para tratar a sua diabetes tipo 2, era essencial cortar drasticamente com a ingestão dos hidratos de carbono e ele mostrou-se totalmente determinado a fazer isso. Expliquei-lhe ainda que o risco de fazer hipoglicémias é, mesmo com uma grande redução de hidratos de carbono na sua alimentação, muito reduzido nos diabéticos tipo 2.  

Preparei-lhe então um plano adequado aos seus hábitos e preferências alimentares e acompanhei-o semanalmente, ao longo do primeiro mês de revisão alimentar. As primeiras semanas, confessou ele mais tarde, foram as mais difíceis, uma vez que sentiu fome. Contudo, com a progressiva aquisição dos novos hábitos, o Joaquim foi-se sentindo cada vez melhor. Quatro meses após ter iniciado o plano alimentar muito restritivo em carboidratos, voltou meses volvidos a fazer análises. Resultados: glicemia em jejum 94 mg/dL; hemoglobina glicada 6%. O médico de família decidiu manter o Joaquim medicado com metformina mais algum tempo, mas foi dizendo que, se continuasse a melhorar, provavelmente deixaria de ser necessária a medicação.


A minha homenagem ao Joaquim, que, confiando no meu trabalho e mostrando uma enorme força de vontade, recuperou a sua saúde.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas