sexta-feira, 29 de maio de 2015

POR QUE ENGORDAMOS?

Os primeiros hominídeos evoluíram ao longo de milhões de anos alimentando-se do que a Natureza lhes dava: peixe, carne, ovos, bagas e partes aéreas das plantas. O desenvolvimento do cérebro humano terá sido favorecido por uma alimentação que fornecia essencialmente gorduras e proteínas extraídos dos animais que o homem primitivo caçava e pescava.

A introdução em 1977 das novas orientações alimentares para os americanos, baseadas numa dieta rica em carboidratos e pobre em gorduras, precisamente o oposto da alimentação que fizemos ao longo de milhões de anos, teve um efeito desastroso na nossa saúde. A obesidade, diabetes tipo 2, síndrome metabólica e cancro tem aumentado de forma galopante na população da maioria dos países ocidentais, atingindo valores nunca antes vistos. De facto é comum considerar que as gorduras saturadas são a principal causa de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, mas, na realidade, não há nenhum estudo que o comprove. Esta ideia de que as gorduras saturadas são o principal inimigo da nossa saúde cardíaca surgiu de um estudo realizado nos anos 50 do século XX sobre a relação entre o consumo de gorduras saturadas e a incidência de doenças cardiovasculares na população de dezenas de países. Todos acreditaram nas conclusões do autor desse estudo, Ancel Keys, e ninguém reparou que ele eliminara da sua estatística países como a Noruega e a Holanda, que, apesar de apresentarem consumos elevados de gorduras saturadas, tinham baixíssima incidência de problemas cardiovasculares. Por outro lado, eliminou também do estudo países como o Chile, que apesar de consumirem poucas gorduras saturadas tinham uma elevada incidência deste tipo de doenças. As conclusões, feitas à custa da manipulação dos resultados, ditaram as orientações nutricionais sobre as gorduras nas últimas décadas. Em particular, fizeram-nos temer as gorduras saturadas presentes nas carnes, lacticínios e ovos.

São numerosos os estudos que mostram queos carboidratos prejudicam mais a saúde do que as gorduras saturadas aumentando os níveis de açúcar e colesterol sanguíneo, e promovendo a diabetes tipo 2, as doenças cardiovasculares e o cancro. Tudo leva a crer que uma dieta bem formulada com baixo teor de carboidratos melhora a glicémia, o colesterol e os triglicerídeos do sangue e reduz os processos inflamatórios, evitando o recurso a medicação.

A Suécia foi o primeiro país ocidental a emitir orientações que rejeitam o dogma da dieta baixa em gorduras em favor da redução dos carboidratos e aumento das gorduras na alimentação. Essa mudança das orientações nutricionais seguiu-se à publicação de um estudo realizado pelo Conselho Sueco Independente de Avaliação das Tecnologias da Saúde, depois de rever 16.000 trabalhos científicos publicados até Maio de 2013. Daí resultou a proposta de uma nova pirâmide alimentar, recomendada desde 2013, onde os fornecedores de carboidratos como os cereais, tubérculos e leguminosas estão no topo e os legumes, com valores quase residuais deste macronutriente, são a base da alimentação.

Engordamos porque ingerimos demasiados carboidratos. Em vez de olharmos para os teores de gorduras dos alimentos, deveríamos antes olhar para o teor de açúcar e de outros carboidratos.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015

TOSSE, DOR DE GARGANTA? Passe no supermercado

As diferenças bruscas de temperatura que temos sofrido ultimamente deixaram muitas pessoas com rouquidão, tosse ou dor de garganta. Se é este o seu caso, passe no supermercado e compre uma embalagem de gengibre cristalizado. Estes pedaços de gengibre são os "comprimidos" para a tosse ou dor de garganta que usamos cá  em casa, com muito bons resultados. O sabor picante e as propriedades anti-inflamatórias do gengibre fazem sentir um alívio na garganta quase imediato. Vão por mim!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Começou hoje o Congresso dos Nutricionistas Portugueses

Sala cheia hoje na sessão inaugural do XIV Congresso de Nutrição e Alimentação da Associacao Portuguesa dos Nutricionistas no Centro de Congressos de Lisboa.

domingo, 17 de maio de 2015

AUTÊNTICAS GULOSEIMAS

A quantidade de açúcar dos cereais de pequeno almoço faz deles autênticas guloseimas agravado pelo facto de não serem conotados como tal. Alguns chegam a ter quase 40 g de açúcar (podem conferir clicando na imagem para a aumentar).
Quem come destes "cereais" todos os dias põe a saúde em risco.
Leiam os rótulos, não  se enganem!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SURREAL

A quantidade de açúcar presente nos iogurtes, tanto sólidos como líquidos é surreal. Fotografei alguns rótulos para perceberem como é importante olhar para a informação nutricional dos alimentos  embalados. 20 g de açúcar por iogurte equivale a três pacotes daqueles que pomos na bica. É uma quantidade absurda : (

quarta-feira, 13 de maio de 2015

PARA O LANCHE

A castanha do Pará ou macadâmia (na imagem) pertencente ao grupo dos frutos oleaginosos é uma boa opção para o lanche daqueles que estão a fazer regime de emagrecimento. Apesar de ser um fruto gordo,  com 85% de gordura,  quase não contém carboidratos (7%). A quantidade a ingerir por lanche não deve ser superior a 15g o que corresponde a 4 ou 5 macadâmias. A embalagem da figura, com fecho, permite guardar na carteira ou na gaveta do escritório, foi adquirida no supermercado Lidl.