sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O NATAL À MESA

O Natal está à porta! 
No dia 24 de Dezembro, as famílias portuguesas reúnem-se à volta da mesa de jantar para a consoada. Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, consoada é uma "leve refeição nocturna, sem carne, que se toma em dia de jejum" ou "ceia familiar da noite de Natal". Poucos saberão que, de acordo com a tradição católica, a véspera de Natal é dia de jejum e só após a “missa do Galo” a família procura “consolo” à mesa. Não há tradição mais portuguesa do que o bacalhau cozido com batatas, ovo e couve penca, regado com o melhor azeite novo, na noite de consoada. É provavelmente o modo mais saudável de ingerir o "fiel amigo". Mas há regiões do país em que o costume é diferente: por exemplo, na região entre Minho e Douro diz-se que “se não houver polvo a consoada não tem o mesmo sabor”.

Vindos de vários cantos do país e mesmo do mundo, os familiares recordam também, na consoada, os sabores da infância e da tradição de algumas iguarias postas numa mesa pródiga de sobremesas que arregalam os olhos: rabanadas, filhoses, fritas de abóbora, velhozes, broinhas, aletria, arroz doce, mexidos, formigos, azevias, sonhos, coscorões,... sem esquecer o bolo-rei, de tradição originária de França, que os adultos gostam de acompanhar com um cálice de vinho do Porto.
No dia seguinte, na mesa de almoço de Natal onde não faltam os frutos secos e cristalizados, já se come carne: peru recheado,  leitão assado,  cabrito ou  galo capão, devidamente guarnecidos com batata assada e salada ou esparregado. A mesa das sobremesas mantém-se, mas recomenda-se acrescentar frutas frescas que desenjoam e ajudam a digestão. O desconforto digestivo pode acontecer nestas ocasiões de maior ingestão alimentar. Um chá ou uma infusão quente tomado após a refeição ajudarão, nesse caso, a melhorar a digestão e a eliminar a sensação de enfartamento.
Os dias de festa devem ser vistos como um parêntesis na rotina que deve ser desfrutado. Contudo, se não quiser ganhar peso, uma vez concluído o período excepcional, convém retomar o mais cedo possível o ritmo das refeições normais.
A partir do dia 26 resista a comer o que sobrou, em especial as sobremesas. Congele os restos porque corre o risco de prolongar demasiado os excessos gastronómicos. Sobretudo resista às guloseimas do Natal e volte à sopa, à fruta, às saladas e aos legumes. Beba mais água e retome a prática da actividade física. A contenção só vai durar uma semana. No dia de Ano Novo a festa está de volta. 

Desejo a todos os que nos visitam, dos quatro cantos do mundo, um FELIZ NATAL e um BOM ANO NOVO!

Ana Carvalhas

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Conheça as novas regras de rotulagem dos alimentos em vigor desde sábado

Rótulos com letra maior, apresentação obrigatória e mais clara de componentes alergénios (como o glúten, lactose, soja, frutos de casca rija), informação sobre a origem das carnes e indicação clara quando o produto já foi descongelado são algumas das novidades que devem constar dos rótulos dos alimentos desde sábado passado, graças à entrada em vigor das novas regras de etiquetagem de alimentos na União Europeia. 
Principais alterações às regras da rotulagem dos alimentos
  • Letra maior
  • Apresentação mais clara e harmonizada de alergénios (por exemplo, soja, frutos de casca rija, glúten, lactose) em alimentos pré-embalados (assinalados através de carateres, estilo ou cor do fundo) na lista dos ingredientes
  • Informações obrigatórias em matéria de alergénios para os alimentos não pré‑embalados, incluindo em restaurantes e cafés
  • Requisito de determinadas informações nutricionais para a maioria dos alimentos transformados pré-embalados (a partir de Dezembro de 2016)
  • Informação obrigatória sobre a origem da carne fresca de suíno, ovino, caprino e aves de capoeira (até aqui esta obrigatoriedade só existe para a carne de bovino)
  • Requisitos de rotulagem idênticos, para a venda à distância, online ou em lojas
  • Listagem de nanomateriais artificiais na lista de ingredientes
  • Informações específicas sobre a origem vegetal dos óleos e gorduras refinados
  • Indicação do ingrediente substituto em «alimentos de imitação»
  • Indicação clara de «carne reconstituída» e «peixe reconstituído»
  • Indicação clara de que o produto foi descongelado.
Fonte
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