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Fígado gordo? Veja os alimentos a evitar...

A esteatose hepática (o chamado fígado gordo), uma situação cada vez mais frequente em pessoas que não consomem bebidas alcoólicas, é o primeiro sinal de alerta para a mudança urgente dos hábitos alimentares. Grande parte dos portadores de esteatose hepática não apresenta sintomas, ou quando sente alguma coisa, são queixas vagas e inespecíficas relacionadas com mal-estar digestivo.

Esta situação relaciona-se certamente com o excesso de ingestão de açúcares, em particular da frutose. Este monossacárido é utilizado para adoçar bebidas e alimentos industrializados, por ser barato, apresentar boa solubilidade e pelo facto de ser aproximadamente 1,7 vezes mais doce do que a sacarose (açúcar de mesa). A indústria alimentar extrai o açúcar do milho e produz xarope de milho rico em frutose que utiliza como principal adoçante. Esta utilização massiva do xarope de milho rico em frutose (basta ler os rótulos dos alimentos para se verificar este facto) fez aumentar exponencialmente o consumo de frutose nos últimos 30 anos. Em consequência disto sabe-se hoje que a frutose em excesso causa danos metabólicos idênticos aos causados pelo álcool, designadamente fígado gordo, aumento dos triglicerídeos e do ácido úrico, para além de estar relacionada com a obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica.

Daqui se conclui facilmente que os alimentos a evitar são refrigerantes, batidos (smothies), gelados, cereais de pequeno-almoço infantis (autênticas guloseimas), iogurtes, bolachas, bolos, queques, madalenas, chocolates, guloseimas, etc.

Prefira os alimentos reais, tais como frutas, vegetais, leite, iogurtes naturais, cacau e faça, com eles, os seus próprios batidos, gelados, sumos e sobremesas. Estes alimentos fornecem-lhe naturalmente algum açúcar, mas também vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras.

Optar por alimentos reais vai fazê-lo perder peso, ter mais energia e ganhar saúde.


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