sexta-feira, 25 de julho de 2014

Fígado gordo? Veja os alimentos a evitar...

A esteatose hepática (o chamado fígado gordo), uma situação cada vez mais frequente em pessoas que não consomem bebidas alcoólicas, é o primeiro sinal de alerta para a mudança urgente dos hábitos alimentares. Grande parte dos portadores de esteatose hepática não apresenta sintomas, ou quando sente alguma coisa, são queixas vagas e inespecíficas relacionadas com mal-estar digestivo.

Esta situação relaciona-se certamente com o excesso de ingestão de açúcares, em particular da frutose. Este monossacárido é utilizado para adoçar bebidas e alimentos industrializados, por ser barato, apresentar boa solubilidade e pelo facto de ser aproximadamente 1,7 vezes mais doce do que a sacarose (açúcar de mesa). A indústria alimentar extrai o açúcar do milho e produz xarope de milho rico em frutose que utiliza como principal adoçante. Esta utilização massiva do xarope de milho rico em frutose (basta ler os rótulos dos alimentos para se verificar este facto) fez aumentar exponencialmente o consumo de frutose nos últimos 30 anos. Em consequência disto sabe-se hoje que a frutose em excesso causa danos metabólicos idênticos aos causados pelo álcool, designadamente fígado gordo, aumento dos triglicerídeos e do ácido úrico, para além de estar relacionada com a obesidade, resistência à insulina e síndrome metabólica.

Daqui se conclui facilmente que os alimentos a evitar são refrigerantes, batidos (smothies), gelados, cereais de pequeno-almoço infantis (autênticas guloseimas), iogurtes, bolachas, bolos, queques, madalenas, chocolates, guloseimas, etc.

Prefira os alimentos reais, tais como frutas, vegetais, leite, iogurtes naturais, cacau e faça, com eles, os seus próprios batidos, gelados, sumos e sobremesas. Estes alimentos fornecem-lhe naturalmente algum açúcar, mas também vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras.

Optar por alimentos reais vai fazê-lo perder peso, ter mais energia e ganhar saúde.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

ROBALO AO SAL por Henrique Sá Pessoa

Sempre tive curiosidade de saber como se faz o peixe ao sal. Neste vídeo, o Chef Henrique Sá Pessoa mostra-nos a simplicidade desta receita. O peixe fica suculento e, curiosamente, não fica salgado. Provem!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PRODUÇÃO NACIONAL DE AZEITE BATE RECORDE EM 2013

Os investimentos que têm sido feitos nos últimos anos, aliados às boas condições climatéricas e fisiológicas, colocaram a produção de azeite, em 2013, em valores recorde dos últimos 50 anos, atingindo praticamente o milhão de hectolitros. Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para um valor global de 999,9 mil hectolitros, o que representa um crescimento de 55% face ao ano anterior.

Ler notícia aqui.

terça-feira, 22 de julho de 2014

SEGUNDA SEM CARNE / MEATLESS MONDAY

Cá em casa aderimos ao movimento Segunda Sem Carne, pela nossa saúde e pela Terra. Os animais agradecem : )

domingo, 20 de julho de 2014

Tataki de Salmão no Time Out Mercado da Ribeira

Ontem almocei no Time Out Mercado da Ribeira em Lisboa, um espaço totalmente renovado cheio de novas propostas gastronómicas. Apostei no Tataki de salmão do Chef Henrique Sá Pessoa. Muito bom!
Fiquei com vontade de voltar para experimentar a gastronomia do Asian Lab e o peixe do Sea Me
Na revista Boa Cama Boa Mesa podem conferir o top 10 dos restaurantes mais concorridos do Time Out Mercado da Ribeira:

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Livro "Da mesa à horta aprendo a gostar de fruta e vegetais" lançado hoje no Porto

O livro “Da mesa à horta: aprendo a gostar de fruta e vegetais”, um guia prático que promove o consumo de frutas e hortícolas, destinado a pais e educadores de crianças dos três aos seis anos, é lançado hoje, dia 17 de Julho, às 17h00, no auditório do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

A necessidade de edição deste livro teve como base os resultados da avaliação do consumo alimentar de crianças de quatro anos de idade no âmbito do  projecto Geração 21, em que se constatou que menos de metade das crianças não consomem as cinco porções de fruta e hortícolas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. Os dados do estudo revelam ainda que há um elevado consumo de bolos, doces e de refrigerantes.

Os resultados do projecto Geração 21, sobre o consumo alimentar aos quatro anos de idade, serão apresentados durante a sessão. Lembro que o projecto Geração 21 acompanha desde 2005 cerca de 8700 crianças e respectivas famílias.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Sopa de courgetes com abóbora por Henrique Sá Pessoa

O Chef Henrique Sá Pessoa é o meu chef português favorito. Sigo regularmente no youtube a sua série "Ingrediente Secreto" em que apresenta uma série de receitas saudáveis, fáceis de executar e com os ingredientes que temos habitualmente em casa. Exemplo disto é a receita de sopa de courgetes com abóbora que partilho. Já experimentei. É deliciosa!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

FUTEBOL E NUTRIÇÃO


Como sempre acontece no início de cada época de futebol realizei hoje uma sessão sobre nutrição no futebol  para os jogadores da equipa profissional da Académica de Coimbra. Uma boa alimentação é importante para a saúde e desempenho dos jogadores em todos os escalões de futebol, mas é-o principalmente ao mais alto nível da competição. A nutrição ideal é actualmente uma estratégia chave na preparação de equipas de topo.

Os responsáveis pela preparação da equipa da Selecção Nacional não levaram qualquer nutricionista ao Brasil! Parece que foi a única equipa que ignorou essa componente importante do desempenho desportivo.
O resultado foi o que se viu. Que pena!

domingo, 13 de julho de 2014

Ratatouille por Bruno Albouze

Fiz este fim-de-semana esta receita de ratatouille do Bruno Albouze e é tão deliciosa que não resisti em partilhar. Aproveitem para ver outras receitas do Bruno Albouze no programa THE REAL DEAL no youtube. Este homem faz parecer simples a mais complicada das receitas. Estou fã do Bruno Albouze!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Ácido úrico elevado? Veja os alimentos a evitar

O ácido úrico é um composto químico produzido no nosso organismo, a partir de proteínas chamadas purinas, por acção de uma enzima chamada xantina oxidase. As purinas existem nalguns alimentos tais como carnes novas, caça, vísceras, frutos do mar, sardinha, salmão, feijão seco, ervilhas e também nalgumas bebidas como a cerveja. A maior parte do nosso ácido úrico é expelido pelos rins através da urina. Quando, por qualquer motivo, o organismo produz demasiado ácido úrico ou não consegue eliminá-lo eficazmente, aumenta o ácido úrico no sangue. Chama-se a este fenómeno hiperuricemia, que é um factor de risco para doenças articulares, renais e cardiovasculares. Uma das recomendações dietéticas para tratar a hiperuricemia tem sido evitar ou banir a ingestão dos alimentos e bebidas ricos em purinas. 

Recentemente descobriu-se, porém, que a ingestão excessiva de frutose também faz aumentar o ácido úrico, principalmente em indivíduos hipertensos. O aumento dramático do consumo de açúcar, em particular nas bebidas e alimentos processados, permitiu que se notasse uma relação entre o elevado consumo de frutose (usada como adoçante alimentar ou como parte da constituição do açúcar) e o aumento do ácido úrico no sangue. De facto, embora as bebidas açucaradas e muitos alimentos doces contenham baixos níveis de purinas, eles possuem grandes quantidades de frutose, que é o hidrato de carbono capaz de aumentar os níveis de ácido úrico. Este aumento decorre provavelmente do aumento do catabolismo dos nucleotídeos (processamento da matéria orgânica para obtenção de energia) no fígado ou pelo aumento da síntese de purinas. 

Portanto, se lhe foi diagnosticado ácido úrico elevado, evite a ingestão de carnes novas, caça, vísceras, frutos do mar, sardinha, salmão, feijão seco, ervilhas e cerveja, mas vigie também a ingestão de açúcares. Exemplos de alimentos comummente consumidos que contêm, na sua maioria, elevadas quantidades de açúcar são os refrigerantes, os iogurtes e os cereais de pequeno-almoço. Leia os rótulos!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Alimentos tostados têm efeito cancerígeno

Um estudo da European Food Safety Authority (EFSA) confirmou que alimentos como o pão torrado, as batatas fritas, algumas papas para bebés e bebidas como o café podem expor-nos a compostos carcinogénicos.
A acrilamida, um composto que se forma durante o aquecimento de certos alimentos a temperaturas elevadas e que faz os alimentos ficarem “tostados”, pode no organismo originar glicidamida, um composto genotóxico, que altera o DNA, com consequente risco para o aparecimento de células neoplásicas.

“Quando torramos demasiado o pão e ele adquire uma tonalidade excessivamente escurecida, forma-se a acrilamida, um composto derivado da exposição excessiva a temperaturas elevadas de alguns hidratos de carbono presentes no pão”, explica a Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, justificando a importância de evitar a ingestão de pão tostado.
Sobre os fritos, esclarece que “são cozinhados a temperaturas superiores a 100 ou 120ºC e por isso é importante que se controle o tempo que permanecem em fritura, precisamente porque a acrilamida se forma a partir do momento em que começam a ficar excessivamente tostados”.
Estando presentes em alimentos com asparagina e açúcares redutores tais como as batatas fritas, os bolos, o pão e algumas comidas indicadas para bebés, as crianças são as mais vulneráveis à sua ingestão. No entanto, no que toca às refeições para os bebés, o estudo esclarece que apenas devem ser evitadas os que contêm cereais processados.

O estudo é conclusivo no que toca a animais, nos quais se verificou mutações de DNA que os torna susceptíveis ao aparecimento de cancro. No entanto, no que toca aos humanos, não existem evidências conclusivas, mas fortes indícios que têm vindo já a ser recalcados por vários outros estudos e que tornam esta possibilidade próxima de se tornar evidência.

A Bastonária da Ordem dos Nutricionistas explica que “não é uma situação alarmante nem tampouco é necessário que se corte nesses alimentos. É apenas necessário evitar a ingestão de alimentos demasiado tostados ou queimados e, aqui temos mais uma razão para evitar os fritos, como em particular as batatas fritas’.

Fonte
ciênciahoje.pt