quinta-feira, 28 de novembro de 2013

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ENXAQUECA

Comprei recentemente este livro intitulado "Enxaqueca" (editora Relógio de Água), de Oliver Sacks, médico e Professor de neurologia na Universidade de Nova York com o objectivo perceber melhor esta doença. Recomendo-o a todos os que, como eu, sofrem de enxaqueca. Há uma série de outros sintomas que vão para além da clássica dor cabeça.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

DIABETES: Workshop Culinária Saudável com o Chef Luís Lavrador

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, o Programa Regional de Diabetes da ARS do Centro, organizou um workshop sobre a Diabetes que se realizará no dia 29 de Novembro de 2013 (sexta-feira), às 10h00 no Mercado Municipal D. Pedro V em Coimbra (1º piso junto às escadas rolantes).

Do programa consta as intervenções do Dr. Helder Ferreira, médico e coordenador do Programa Regional da Diabetes, Dr.ªs Ana Carvalhas e Júlia Figueiredo, nutricionistas do ACES Baixo Mondego e CHUC, respectivamente, Prof. Doutor Polybio Serra e Silva da Fundação Portuguesa de Cardiologia e Chef Luís Lavrador, do Serviço de Acção Social da Universidade de Coimbra que fará a confecção de uma refeição saudável.

Em simultâneo decorrerá, neste espaço, um rastreio de avaliação da tensão arterial e glicémia da responsabilidade da Professora Marina Montezuma, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.

Contamos com a vossa presença.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

ALIMENTAÇÃO E CANCRO #2

Esta semana tive na consulta mais uma pessoa com doença oncológica. Sem querer entrar em muitos pormenores, o Alberto, chamemos-lhe assim, foi operado no início do ano e espera agora ser chamado a nova cirurgia para extracção de outro tumor entretanto diagnosticado. O Alberto, de quase 60 anos, entrou no meu consultório com ar angustiado e com um envelope com os resultados das suas análises na mão. Procurava uma orientação alimentar e nutricional para ajudar a equilibrar a sua frágil saúde. 
Sei que vai cumprir à risca as minhas orientações. O Alberto está gravemente doente. Andei toda a semana a pensar nele. Comove-me ver um homem chorar...E resolvi escrever aqui: cuidem da vossa alimentação antes que seja tarde.

XAROPE DE GENGIBRE, MEL E LIMÃO

Lembram-se do post com a receita do concentrado para fazer chá de gengibre, mel e limão? Comprei todos os ingredientes e fiz um frasco de concentrado que, para além de ser a base de um chá deliciosamente medicinal, é também um excelente xarope para a tosse e dores de garganta.  Quando se toma, sente-se imediatamente um alívio dos sintomas, muito provavelmente devido ao efeito descongestionante e anti-inflamatório de todos os seus constituintes. Vale a pena experimentar! 

SOPA DE PEIXE E CAMARÃO

Esta sopa de peixe e camarão, da minha autoria, tem pouquíssimas calorias e é deliciosa. Pelo menos é o que dizem vários elementos da minha família e também alguns amigos que já a provaram. O modo de confecção também não podia ser mais simples e rápido. Quem gostar do sabor picante, vai ficar fã.

Ingredientes:
-1,5 L de água
-1 posta de pescada (ou de outro peixe)
-6 camarões congelados
-1 malagueta
-Sal q.b.
-noz moscada

-1 courgete ralada
-1 colher de sopa de azeite

Coze-se o peixe e o camarão na água temperada com sal, uma malgueta e raspa de noz moscada. Quabdo estiver pronto tira-se o peixe e o camarão e escolhem-se as espinhas e a casca, respectivamente. Adiciona-se à água da cozedura a courgete ralada, o peixe e o camarão. Acerta-se o sal e adiciona-se uma colher de sopa de azeite. Está pronta! Agora, é só deliciarem-se com esta sopa ultralight :)


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Já é Natal para as grandes verduras portuguesas: os belos brócolos, os ditosos grelos e a nobilíssima couve portuguesa

Texto de Miguel Esteves Cardoso publicado no jornal Público. Depois de o ler apeteceu-me fazer uns brócolos verdíssimos para o jantar...
"Nos restaurantes é bom pedir para ver os bróculos crus. Não há nada tão bom como os cozidos no momento e servidos a fumegar, assim como não há nada tão mau como bróculos requentados, descoloridos e insípidos, a desfazerem-se de tão torturados.
É grande pena que tantos portugueses façam com os bróculos, grelos e, sobretudo, com a couve portuguesa, o que fazem com o vinho do Porto: guardam-no para o Natal.
Não é verdade que a época destas excelsas verduras seja o princípio do Inverno, quando vem "o frio". Já estamos na época dos bróculos, dos grelos de nabo e de couve e, sublinhe-se, da couve portuguesa.
De que estamos à espera?
Esta semana, no dia 12 de Novembro, comemos um cruzamento dramático e delicioso. Para acompanhar uns salmonetes de Sesimbra comemos um feijão verde de saída e uns bróculos a entrar. Despediram-se uns dos outros. O feijão verde deve ter sido o último bom do ano e os bróculos eram dos primeiros.
O cruzamento até foi triplo porque conseguimos comprar dois tomates maduros que ainda não tinham sido informados que o Verão já acabou. A salada de tomate pedia um dia mais quente mas, mesmo assim, caíu muito bem: só lá para Agosto de 2014 é que voltaremos a encontrar tomates comme il faut.
Comer simultaneamente o que está a acabar e o que está a começar pode ser épico e melancólico, assinalando um render da guarda, de uma verdura para a outra.
Gosto sempre de acompanhar o peixe com duas verduras em vez de uma só, como é hábito.
Nos restaurantes é sempre bom desconfiar das verduras salteadas. O alho e o azeite servem para esconder a velhice e o estado de segunda-mão das verduras.
A couve portuguesa é a mais tragicamente esquecida pelos restaurantes. Não se percebe porquê. Quando é tenrinha, coze-se em pouco mais de quinze minutos. De onde veio a ideia de que só acompanha bem polvo e bacalhau? Fica bem com quase tudo.
Passeia-se pelo país e só se vêem couves portuguesas abandonadas ao vento. São gigantescas e rijas como cornos. Até as lagartas fogem delas, sabendo que gastam mais calorias a digeri-las do que ganham por comê-las. Que mal fizeram estas couves portuguesas? Porque é que não as apanharam quando eram novas e tenrinhas?
Também não percebo porque é que cozemos sempre as verduras em água. Quando se vai a um bom restaurante chinês (como o Mandarim no Casino Estoril-Sol) ou japonês (como o Tomo em Algés) fica-se deslumbrado com a frescura das hortaliças, matematicamente cozidas no vapor, sem diluir as qualidades gustativas.
Há restaurantes portugueses onde é preferível comer a água onde cozeram as couves ou os grelos - sempre dão um simples mas saboroso caldinho - do que os vegetais cozidos até à exaustão que emergiram dela, sabe-se lá há quanto tempo.
A nossa cultura gastronómica, aliás, é comer estas verduras como elemento principal ou único de uma refeição. Qualquer peixinho ou carne, em dose pequena, é que serve de acompanhamento.
Comer sem respeitar as épocas e os lugares é como andar desnorteado. Ainda por cima é fácil saber quando as hortaliças e as frutas estão na época: é quando há fartura delas. Não só são melhores do que as importadas ou aldrabadas como são muitíssimo mais baratas.
No entanto comportamo-nos exactamente ao contrário. Comemos as frutas e as hortaliças e os peixes cedo ou tarde de mais, quando são mais caros.
Só nos princípios de Novembro é que a sardinha atingiu o primor. Comemo-las cruas em sashimi e assadas à portuguesa. Estavam tão gordas que sobrava pouco espaço para a cabeça. Tinham os olhos quase em cima da boca. Mas quem é quer sardinhas em Novembro, quando passou o Verão a comê-las magras, pequenas, importadas e caríssimas?
Temos todos de sintonizar as nossas cabeças e as nossas bocas com a natureza à nossa volta. Para voltarmos a comer bem e a bom preço, antes que seja tarde de mais."

Ministro da Saúde aposta mais na prevenção

Boas notícias:
O ministro da saúde, Dr. Paulo Macedo, anunciou ontem que o orçamento da saúde irá alargar em 10% o montante disponível para a área da prevenção no próximo ano. As áreas prioritárias serão a diabetes, o VIH/Sida, o controlo do tabagismo, a alimentação saudável, a saúde mental, as doenças oncológicas, as respiratórias, as cérebro-cardiovasculares e o controlo da resistência a antibióticos.


Fonte
http://expresso.sapo.pt/paulo-macedo-anuncia-forte-aposta-na-prevencao-da-doenca=f841667

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

VÍDEO "ESCOLA DE VERÃO: EXERCÍCIO | ALIMENTAÇÃO | SAÚDE"

Este pequeno filme que ilustra algumas das actividades desenvolvidas na ESCOLA DE VERÃO:EXERCÍCIO|ALIMENTAÇÃO|SAÚDE, foi apresentado por mim na 7th EFAD-DIET2 Conference que decorreu em Garda, Itália nos dias 7,8 e 9 de Novembro de 2013.



A "Escola de Verão: Exercício | Alimentação | Saúde" é um projecto que visa a prevenção da obesidade infantil, da responsabilidade da consulta de obesidade infantil do Centro de Saúde de Eiras do ACES Baixo Mondego. O programa da Escola de Verão, que teve lugar na Escola Superior Agrária de Coimbra, no mês de Junho de 2013, contou com a colaboração e apoio de várias entidades tanto públicas como privadas.
As crianças beneficiaram, no período de férias de Verão, durante duas semanas, de alimentação saudável e de um programa de actividade física devidamente orientada. Não faltaram também actividades de contacto com a Natureza, como visitas às hortas, passeios a cavalo e ateliers de ciência, em particular um atelier de ciência para crianças e a celebração do solstício de Verão no dia 21 de Junho.

TEDxCoimbra

Partilho esta comunicação no TEDxCoimbra de Aida Moreira da Silva, Professora na Escola Superior Agrária de Coimbra, que fala entre outro interessantes assuntos, sobre a obesidade infantil referindo o nosso projecto "Escola de Verão: Exercício|Alimentação|Saúde".

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Exercício na gravidez favorece o desenvolvimento cerebral do bebé


Grávidas que fazem pelo menos vinte minutos de actividade física moderada por dia podem gerar bebés com melhor desempenho cerebral. Foi o que descobriu um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, apresentado esta semana no encontro anual da Sociedade para Neurociência dos Estados Unidos, em San Diego.

O estudo avaliou dezoito mulheres grávidas e, depois, analisou a atividade cerebral de seus bebés até eles completarem doze dias de vida. Parte das gestantes foi orientada para praticar atividade física a partir do segundo trimestre da gravidez. Elas faziam pelo menos 20 minutos de exercícios cardiovasculares de intensidade moderada (caminhada, passeio de bicicleta ou natação, por exemplo) três vezes por semana.

Ler notícia completa aqui.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

É tempo de castanhas

Estamos no tempo das castanhas, um fruto muito apreciado. Mas não há bela sem senão. Dedico estas linhas, sobre as castanhas, a todos os diabéticos e aos que não querem ganhar peso.
A castanha é a semente no interior do fruto do castanheiro, o ouriço. Este fruto do Outono tem uma composição nutricional muito próxima da dos cereais. Talvez por essa razão a castanha tenha sido a base da alimentação dos transmontanos e beirões antes da batata chegar da América. Trata-se de um fruto amiláceo muito energético (chega a ter duas vezes mais amido do que a batata!), sendo particulamente rico em potássio. As castanhas não têm açúcar, mas têm amido, muito amido. Chegam a ter duas vezes mais amido do que as batatas. Por isso os diabéticos têm que ter evitar comer muitas. Os diabéticos devem saber que, quanto ao teor de hidratos de carbono, seis castanhas equivalem a um pão. Não devem comê-las sem mais. Nem devem cozinhá-las demasiado para que o amido não fique todo disponível para ser assimilado. Por exemplo, as castanhas assadas que se vendem na rua, são mais encruadas e, portanto, têm um índice glicémico mais baixo, isto é, não fazem subir tanto a glicémia, e também não engordam tanto.