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Fígado Gordo? Vigie a ingestão de açúcares



Cada vez recorrem mais à minha consulta pessoas com esteatose hepática (fígado gordo) e/ou aumento de triglicerídeos, que não têm qualquer hábito de ingestão de bebidas alcoólicas.

Esta situação relaciona-se certamente com o excesso de ingestão de açúcares, em particular da frutose. Vimos no post anterior que este monossacárido está presente no açúcar de mesa (50% frutose e 50% de glicose), no mel (mais de 50%), no xarope de milho (cerca de 55%) e na fruta. Mas o aumento exponencial, nos últimos 30 anos, do consumo de frutose em todo o mundo não se deveu obviamente ao aumento do consumo da fruta. O  maior consumo de frutose está relacionado com o aumento de consumo de alimentos e bebidas carregados de açúcar com que a indústria alimentar nos "inunda". Estou a referir-me aos refrigerantes, aos cereais de pequeno-almoço (autênticas guloseimas!), aos iogurtes cada vez mais doces, às bolachas revestidas e com recheios, aos chocolates e aparentados, aos gelados demasiado calóricos, etc.

Em consequência deste exagero no consumo de doces, sabe-se hoje que a frutose em excesso causa danos metabólicos idênticos aos causados pelo álcool, designadamente o fígado gordo e o aumento dos triglicerídeos.
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Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

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INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

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Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…