sexta-feira, 30 de agosto de 2013

PRATOS SAUDAVELMENTE SABOROSOS


A jornalista Andrea Trindade, do Diário de Coimbra, também esteve no workshop do chef Lavrador. No seu artigo (clicar para ler melhor) descreve até algumas receitas. Ora aqui está uma notícia para recortar e colocar na cozinha. Obrigada!

Workshop com o Chef Luís Lavrador: um sucesso


O workshop "Confecção saudável dos alimentos" realizado ontem no meu Centro de Saúde pelo chef Luís Lavrador correu muito bem! Para além dos participantes do nosso Programa de Emagrecimento em Grupo (PEG), apareceram muitas outras pessoas que souberam pela imprensa local. De acordo com os objectivos do PEG, pedimos ao chef Lavrador que nos mostrasse como confeccionar pratos de peixe (para os quais a maioria das pessoas tem pouca imaginação) com acompanhamento de legumes, evitando o arroz, a massa e as batatas.

E ele assim fez... Mostramos algumas imagens dos pratos confeccionados pelo chef, como sopa, cavala com legumes e salmão com legumes. E até fez uma sobremesa de fruta com leite creme low calorie. Os participantes provaram e estava tudo uma delícia!

Agradeço viva e publicamente ao chef Lavrador o entusiasmo e dedicação com que colaborou connosco, faxendo com que este workshop fosse um sucesso.

Esta sopa bicolor é creme de cenoura e creme de espinafres. O Chef Lavrador conseguiu o bonito efeito das duas cores, colocando uma colher no meio da taça e vertendo de um lado o creme laranja e do outro o creme verde. O azeite e a noz foram colocadas na taça de servir, que tem o tamanho para uma dose individual.

Este é um dos pratos de salmão em cama de legumes cozidos (cenoura e brócolos) e maçã grelhada. Que bem que sabe esta combinação.


A cavala foi confeccionada com um pouco de azeite numa frigideira anti-aderente. Os legumes, alface, acelga, cenoura, rúcula e tomate cherry foram salteados no azeite utilizado para a cavala, numa espécie de salada quente.

Aqui temos fruta, kiwi, morango e maçã com leite creme feito com apenas 60g de açúcar, duas colheres de sopa de farinha maizena, duas gemas de ovo, um litro de leite magro e canela em pó. Uma sobremesa fácil de confeccionar, rápida e que é uma delícia com pouca calorias.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Workshop "Confecção Saudável dos Alimentos" com o chef Luís Lavrador


Mais logo às 18h00 estaremos, eu e a Nathalie Cunha, com o famoso chef Luís Lavrador, no Centro de Saúde de Eiras, para um workshop sobre confecção saudável dos alimentos.

Esta é uma iniciativa inscrita no Programa de Emagrecimento em Grupo (PEG) que o ACES BM – Agrupamentos de Centros de Saúde Baixo Mondego está a realizar com 25 utentes adultos obesos. O programa, concebido por especialistas em nutrição clínica e alimentação, tem por objectivo a perda de peso e a prevenção das doenças associadas à obesidade através da prática de alimentação saudável e do exercício físico

Sobre Luís Lavrador:

Foi, desde 1991 e durante vinte anos, Coordenador na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. Actualmente é o responsável pela Divisão de Alimentação dos Serviços Sociais da Universidade de Coimbra.

Para além da sua formação académica e profissional em Cozinha/Pastelaria (concluído em 1983), realizada na Escola de Hotelaria do Porto ( Núcleo  de Vidago), conta com uma vasta experiência profissional e diversas acções de formação ministradas e actividades extra formação.

O Chefe Lavrador tem o mestrado em “Alimentação : Fontes, Cultura e Sociedade” pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra concluído com a tese “Ao sabor da Bíblia”, com a classificação de 19 valores. É, para além desse,co-autor dos livros "À Mesa com a Nossa Selecção" e "Gula sem Pecado". Foi agraciado pelo Presidente da República com o grau de Oficial da Ordem de Mérito pelos seus serviços prestados ao serviço da Selecção Portuguesa de Futebol e de chefe de cozinha.

Composto presente nos brócolos retarda a evolução da forma mais comum de artrite


O sulforafano, composto encontrado no brócolos, pode prevenir ou retardar o desenvolvimento da forma mais comum de artrite, de acordo com um estudo liderado pela Universidade de East Anglia (UEA), no Reino Unido.

Os resultados do estudo mostram que o sulforafano retarda a destruição da cartilagem na articulação associada com a osteoartrite dolorosa que é muitas vezes incapacitante. Os investigadores descobriram que ratos alimentados com uma dieta rica neste composto tiveram significativamente menos danos na cartilagem e osteoartrite do que aqueles que não a receberam.

O sulforafano é libertado quando comemos vegetais crucíferos, como couve de Bruxelas e couve, mas especialmente os brócolos. Estudos anteriores sugeriram que o sulforafano tem propriedades anticancro e anti-inflamatórias, mas este é o primeiro grande estudo sobre os seus efeitos na saúde das articulações.

Fonte
isaude.net

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ácido úrico elevado? Vigie a ingestão de açúcares


O ácido úrico é um composto químico produzido no nosso organismo, a partir de proteínas chamadas purinas, por acção de uma enzima chamada xantina oxidase. As purinas existem nalguns alimentos tais como carnes novas, caça, vísceras, frutos do mar, sardinha, salmão, feijão seco, ervilhas e também nalgumas bebidas como a cerveja. A maior parte do nosso ácido úrico é expelido pelos rins através da urina. Quando, por qualquer motivo, o organismo produz demasiado ácido úrico ou não consegue eliminá-lo eficazmente, aumenta o ácido úrico no sangue. Chama-se a este fenómeno hiperuricemia, que é um factor de risco para doenças articulares, renais e cardiovasculares. Uma das recomendações dietéticas para tratar a hiperuricemia tem sido evitar ou banir a ingestão dos alimentos e bebidas ricos em purinas.

Recentemente descobriu-se, porém, que a ingestão excessiva de frutose também faz aumentar o ácido úrico, principalmente em indivíduos hipertensos. O aumento dramático do consumo de açúcar, em particular nas bebidas e alimentos processados, permitiu que se notasse uma relação entre o elevado consumo de frutose (usada como adoçante alimentar ou como parte da constituição do açúcar) e o aumento do ácido úrico no sangue. De facto, embora as bebidas açucaradas e muitos alimentos doces contenham baixos níveis de purinas, eles possuem grandes quantidades de frutose, que é o hidrato de carbono capaz de aumentar os níveis de ácido úrico. Este aumento decorre provavelmente do aumento do catabolismo dos nucleotídeos (processamento da matéria orgânica para obtenção de energia) no fígado ou pelo aumento da síntese de purinas.

Portanto, se lhe foi diagnosticado ácido úrico elevado, evite a ingestão de carnes novas, caça, vísceras, frutos do mar, sardinha, salmão, feijão seco, ervilhas e cerveja, mas vigie também a ingestão de açúcares. Exemplos de alimentos comummente consumidos que contêm, na sua maioria, elevadas quantidades de açúcar são os refrigerantes, os iogurtes e os cereais de pequeno-almoço. Leia os rótulos!


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Hormona que ajuda a inibir o apetite é ineficaz nos obesos

O Glucagon, é uma das hormonas envolvidas na regulação do apetite que perde a sua capacidade em pessoas obesas, de se sentirem saciadas após uma refeição, no entanto continua a suprimir a fome em pessoas com diabetes tipo 1. Estas são as conclusões de um estudo recente feito na Alemanha, publicado no Journal of The Endocrine Society Clinical Endocrinology & Metabolism (JCEM). 
O glucagon é secretado pelo pâncreas e a sua principal função é "avisar" quando os níveis de glicose no sangue estão baixos disponibilizando a glicose armazenada. É um papel oposto ao da insulina, hormona também secretada pelo pâncreas, mas que tem como função diminuir a glicose na corrente sanguínea quando ela está alta.
Há cada vez mais evidências de que o glucagon também desempenha um papel importante na regulação do apetite. Aparentemente, ele envia o sinal de que é preciso reduzir a secreção de hormonas que aumentam a fome, como a grelina. “Quando uma pessoa se torna obesa, o glucagon deixa de induzir a sensação de saciedade”, afirma o coordenador do estudo, Ayman Arafat, pesquisador do Charité-University Medicine, em Berlim.
Referência
Ayman M. Arafat et al. The Impact of Insulin-independent Glucagon-induced Suppression of Total-Ghrelin on Satiety in Obesity and Type 1 Diabetes Mellitus. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2013
Fonte

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Q&R #14: AS CRIANÇAS PODEM TOMAR SUPLEMENTOS ALIMENTARES?

Q -As crianças podem tomar suplementos alimentares?

R -Na criança saudável os suplementos alimentares são desaconselhados. Os comités europeu (ESPEN/ESPGHAN) e americano (academia Americana de Pediatria)  desincentivam a prescrição de suplementos alimentares em crianças saudáveis com excepção para a vitamina D e o ferro no primeiro ano de vida por ser um período de crescimento particularmente vulnerável a défices nutricionais.

A alimentação de qualquer criança deve ser equilibrada e estar de acordo com as necessidades nutricionais específicas para cada idade. A "roda dos alimentos" é um guia para as escolhas alimentares diárias. É composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária. Os algarismos em frente de cada grupo representam as porções diárias recomendadas, mas dependem das necessidades energéticas individuais.

As crianças de 1 a 3 anos devem guiar-se pelos limites inferiores. Deste modo fica assegurada uma alimentação sem défices nem excessos nutricionais. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Planta medicinal proibida na Europa e nos Estados Unidos mais cancerígena do que tabaco

O ácido aristolóquico, extracto de plantas medicinais, há muitos séculos usado na China para tratar a artrite reumatóide e outras inflamações, é mais cancerígeno do que o tabaco. A Food and Drug Administration (FDA), a agência americana responsável pelos medicamentos, lançou o primeiro alerta sobre o potencial cancerígeno destas plantas em 2001 e a Organização Mundial da Saúde já classificou o ácido aristolóquico como cancerígeno. Por estas razões, a sua utilização como erva medicinal passou a ser, desde então, proibida na Europa e nos Estados Unidos e mais tarde no Japão e em Taiwan. Apesar das proibições e alertas, esta erva pode ser comprada na Internet.

Os efeitos tóxicos e carcinogénicos do ácido aristolóquico tornaram-se evidentes na década de 1990, quando a administração de Aristolochia fangchi a 1800 mulheres na Bélgica, como tratamento para reduzir o peso, resultou em mais de 100 casos de falências renais.

Entretanto, nos Balcãs descobriu-se que as aristolóquias que cresciam espontaneamente nos campos, contaminavam os alimentos à base de trigo, sendo um carcinogéneo ambiental, que provocava cancro do trato urinário. Ficava assim esclarecida a origem de uma doença misteriosa conhecida por nefropatia endémica dos Balcãs, descrita nos anos 1950 e que afectava apenas os habitantes das comunidades rurais na bacia do Danúbio.

Estudos mais recentes em Taiwan, país com a taxa mais alta do mundo de novos casos de cancro do trato urinário superior, revelaram que entre 1997 e 2003, foi receitado a cerca de um terço da população, algum produto com Aristolochia, género que inclui várias espécies desta planta trepadeira.

Fonte

sábado, 3 de agosto de 2013

Finalmente de fériaaaaaaas...

...mas venho de vez em quando. Há aqui muito para ler e haverá mais. Novos seguidores precisam-se...
Boas férias!


Fígado Gordo? Vigie a ingestão de açúcares



Cada vez recorrem mais à minha consulta pessoas com esteatose hepática (fígado gordo) e/ou aumento de triglicerídeos, que não têm qualquer hábito de ingestão de bebidas alcoólicas.

Esta situação relaciona-se certamente com o excesso de ingestão de açúcares, em particular da frutose. Vimos no post anterior que este monossacárido está presente no açúcar de mesa (50% frutose e 50% de glicose), no mel (mais de 50%), no xarope de milho (cerca de 55%) e na fruta. Mas o aumento exponencial, nos últimos 30 anos, do consumo de frutose em todo o mundo não se deveu obviamente ao aumento do consumo da fruta. O  maior consumo de frutose está relacionado com o aumento de consumo de alimentos e bebidas carregados de açúcar com que a indústria alimentar nos "inunda". Estou a referir-me aos refrigerantes, aos cereais de pequeno-almoço (autênticas guloseimas!), aos iogurtes cada vez mais doces, às bolachas revestidas e com recheios, aos chocolates e aparentados, aos gelados demasiado calóricos, etc.

Em consequência deste exagero no consumo de doces, sabe-se hoje que a frutose em excesso causa danos metabólicos idênticos aos causados pelo álcool, designadamente o fígado gordo e o aumento dos triglicerídeos.