OMS ADOPTA MEDIDAS PARA TRAVAR A OBESIDADE MUNDIAL

Os Estados membros da Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovaram na noite de segunda-feira, por consenso, uma resolução que visa fazer parar a progressão da obesidade no mundo até 2020.

A resolução estabelece um plano de acção contra as doenças não transmissíveis (cardiovasculares, cancro, respiratórias crónicas e diabetes), através do combate a uma série de factores de risco, entre os quais a obesidade.

«A luta contra a obesidade é uma prioridade, um dos factores mais importantes para combater as doenças não transmissíveis», declarou o director do departamento de Nutrição para a saúde e o desenvolvimento da OMS, Francesco Branca, citado pela agência France Presse.

Reduzir em 30 por cento o consumo médio de sal, aumentar a actividade física em 10 por cento e taxar os produtos maus para a saúde são alguns dos compromissos assumidos pela OMS.

«O custo da inacção excede de longe o custo das medidas», sublinha o plano de acção, que explica que o excesso de peso e a obesidade constituem o quinto factor de risco de morte a nível mundial, sendo responsáveis pela morte de 2,8 milhões de adultos anualmente.

«A aprovação do plano de acção é extremamente importante para lutar contra uma das crises de saúde mais devastadoras do nosso tempo», declarou à AFP John Stewart, um dos responsáveis da organização não-governamental Corporate Accountability International.

O plano de acção apela às empresas para colaborarem e propõe aos Estados uma série de objectivos voluntários.

Sugere-se aos países que eliminem os ácidos gordos industriais nos alimentos, que promovam a rotulagem nutricional dos alimentos, que diminuam o sal e o açúcar nos alimentos e bebidas não alcoólicas ou que reduzam o tamanho das porções.

Recomenda-se ainda aos Estados que aumentem «a acessibilidade financeira e o consumo de frutas e legumes».

A OMS sugere igualmente a utilização «de taxas» para desviar os consumidores de alimentos maus para a saúde, bem como que a publicidade destes seja afastada dos locais onde existem crianças, como as escolas.

As últimas projecções da organização indicam que pelo menos um adulto em três tem peso a mais e que perto de um em cada 10 é obeso, além da existência de mais de 40 milhões de crianças com menos de cinco anos com excesso de peso.

Fonte
diáriodigital.sapo.pt
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