MANUAL DO CAMINHEIRO


A Gradiva acaba de publicar mais um dos seus interessantes livros. O "Manual do Caminheiro" do canadiano Jean-Claude Rodet preenche uma função em Portugal, um país onde começa a ser popular o gosto pelas caminhadas (e aliás onde, desde há muito, são comuns as peregrinações a Fátima).  O subtítulo esclarece ao que vem o livro "Equipar-se, alimentar-se e cuidar de si... naturalmente". Caminhar serve para atingir ou manter a boa forma física assim como serve para uma pessoa se sentir bem no seio da Natureza (isto quando não serve também intuitos religiosos). Mas essa actividade não deve ser feito sem alguns cuidados mínimos, indicados neste livro, que em nada é prejudicado pelo facto de ter sido escrito e publicado originalmente no Canadá pois caminhar exige os mesmos cuidados aqui ou noutro sítio (já agora, louvo aqui a tradução do francês, exemplar da autoria de Maria de Fátima Carmo e Isabel Lopes).

A 1.ª parte do livro trata dos preparativos e do equipamento do caminheiro. A 2.ª parte foi para mim a mais interessante, pois toda ela é dedicada à nutrição do caminheiro: bebidas, alimentação, suplementos).  A 3.ª parte é específica sobre peregrinações. Finalmente, a 4.ª e última parte é sobre questões de saúde de quem caminha, por exemplo problemas nos pés.

Da segunda parte destaco a necessidade de hidratação. O caminheiro tem de beber água. Quanta?

"Alguns nutricionistas desportivos sugerem 1 ml por caloria ingerida, ou seja 3000 ml de líquido por um dia activo ao ar livre, e asseguram mesmo que são necessários 4500 a 6000 ml de água se a actividade for intensa e prolongada, ou se decorre  em condições extremas de calor ou de altitude.

Deve-se consumir regularmente e em pequenos goles (150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos, por exemplo) para optimizar a hidratação do organismo."

O autor diz o pior possível das colas. E eu assino por baixo.
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