"Relógio biológico" e nutrição

Quando andava na net à procura de informação sobre a melhor hora do dia para a prática de exercício físico encontrei, entre outros, este texto interessante do meu colega nutricionista Victor Hugo Teixeira intitulado "Cronobiologia e Nutrição". Partilho-o aqui convosco porque dá resposta algumas questões que me colocam frequentemente:

Cronobiologia e Nutrição
"Já alguma vez se questionou sobre a razão de acordarmos frequentemente antes de o despertador tocar? Ou de sentirmos fome a determinadas horas do dia mesmo sem termos visto alimentos? Estes são exemplos de comportamentos que se manifestam por indicação do nosso "relógio biológico", o núcleo supraquiasmático.
 
Esta pequena estrutura cerebral dita o ritmo dos processos fisiológicos e comportamentais. A duração de cada ciclo é circadiana (ou seja, cerca de um dia), pelo que o núcleo supraquiasmático precisa de receber informação das células ganglionares da retina para "acertar o relógio" às 24 horas.

Desta forma, o sincronizador mais potente do nosso "relógio biológico" é, sem dúvida, a luz solar. A evolução deste mecanismo foi fundamental para a adaptação do organismo ao movimento de rotação da Terra, permitindo organizar temporalmente as tarefas biológicas em função das necessidades.

O núcleo supraquiasmático integra a informação ambiente e comunica, por via neuronal ou hormonal, com os tecidos periféricos ritmando e sincronizando a sua função.

O relógio circadiano controla vários processos biológicos, tais como os ciclos de sono, a actividade cardiovascular, o sistema endócrino, a temperatura corporal, a actividade renal, a fisiologia do tracto gastrointestinal e o metabolismo hepático. Os níveis mais elevados de pressão arterial, frequência cardíaca e vasoconstrição, por exemplo, são atingidos no segundo quarto do dia (6h-12h), o que pode explicar a maior taxa de mortalidade cardiovascular neste período. Esta conjuntura levantou algumas questões quanto ao melhor momento para a administração de fármacos para a redução do risco cardiovascular. Noutro contexto, há alguma investigação em humanos que indica que o risco de recidiva tumoral é 2,5 vezes maior quando a quimioterapia é feita de manhã do que à noite.(...)"

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