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A crise está a mudar os hábitos dos portugueses


Esta notícia do Público mostra como a crise está a mudar os hábitos dos portugueses. Quanto a mim, para melhor.

É um regresso aos anos 1980. Os portugueses voltaram à cozinha e aos ingredientes mais tradicionais, e no frigorífico já não abundam queijos fatiados, iogurtes ou sumos. A crise financeira e as medidas de austeridade estão a mudar os hábitos de compra de forma profunda e rápida, segundo os dados mais recentes da Kantar Worldpanel, empresa de estudos de mercado.

Sónia Antunes, directora da Kantar afirma que "na alimentação voltámos a 1980, com menos consumo de lácteos ou bebidas e mais comida tradicional como o borrego”. Os símbolos da sociedade de consumo, como refrigerantes e sumos ficaram fora da lista de compras (caíram 10,6% o ano passado, em relação a 2011). O mesmo se passa com os produtos de drogaria, lácteos ou de higiene pessoal. Ao mesmo tempo, crescem os produtos frescos (5,3%).

As famílias procuram opções mais em conta, confeccionam de raiz as refeições e cortam nos artigos menos essenciais e que ficaram mais caros com o aumento do IVA. “Está a desenhar-se um novo padrão de consumo, mais contido, reflectido e racionalizado que poderá ser considerado o novo normal, a vigorar nos próximos anos”, antecipa a responsável.

A crise não é sentida da mesma forma por todos os portugueses. A Kantar divide as famílias em três categorias: as que não sentem a crise mas poupam por precaução (vivem no interior norte, têm mais de 65 anos), as que sentem “um pouco a crise” e cuidam das despesas não essenciais (classe média alta das cidades) e, finalmente, as que sofrem na pele os efeitos da recessão. Este último grupo já representa 27% dos lares em Portugal e inclui casais com filhos, entre os 35 e os 49 anos, da classe baixa e média baixa. Em 2009 representavam 22% dos lares, cerca de quatro mil em Portugal Continental. Além disso, “é um valor superior aos 18% de pobres indicados pelo INE”, alerta Sónia Antunes, acrescentando que “estas pessoas têm dificuldade em chegar ao final do mês”.

Neste contexto, 40% dos lares prepararam comida para levar para o trabalho, em vez de irem ao restaurante almoçar todos os dias. Em 2009, a percentagem de famílias a preparar a marmita era 29%.

A alteração radical nos hábitos dos consumidores reflecte-se nas contas do comércio. Ainda ontem o gabinete de estatísticas da União Europeia revelava que o volume de vendas do retalho, em Dezembro, recuou 3,4% na zona euro e Portugal protagonizou a segunda maior quebra (8,6%).

Fonte
publico.pt
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