terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ácidos gordos ómega-3 ajudam a prevenir cancro da pele

Investigadores da Universidade de Manchester, na Grã Bretanha, concluiram que tomar suplementos de ómega-3, nutriente encontrado em alimentos como peixes, frutos secos, linhaça e azeite, pode fortalecer o sistema imunitário de modo a torná-lo mais resistente aos danos da luz solar e, assim, proteger o corpo contra o cancro da pele. Estas conclusões foram obtidas num estudo clínico que envolveu 79 pessoas e que será publicado na edição de Março do The American Journal of Clinical Nutrition.

Fonte
veja.abril.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A crise está a mudar os hábitos dos portugueses


Esta notícia do Público mostra como a crise está a mudar os hábitos dos portugueses. Quanto a mim, para melhor.

É um regresso aos anos 1980. Os portugueses voltaram à cozinha e aos ingredientes mais tradicionais, e no frigorífico já não abundam queijos fatiados, iogurtes ou sumos. A crise financeira e as medidas de austeridade estão a mudar os hábitos de compra de forma profunda e rápida, segundo os dados mais recentes da Kantar Worldpanel, empresa de estudos de mercado.

Sónia Antunes, directora da Kantar afirma que "na alimentação voltámos a 1980, com menos consumo de lácteos ou bebidas e mais comida tradicional como o borrego”. Os símbolos da sociedade de consumo, como refrigerantes e sumos ficaram fora da lista de compras (caíram 10,6% o ano passado, em relação a 2011). O mesmo se passa com os produtos de drogaria, lácteos ou de higiene pessoal. Ao mesmo tempo, crescem os produtos frescos (5,3%).

As famílias procuram opções mais em conta, confeccionam de raiz as refeições e cortam nos artigos menos essenciais e que ficaram mais caros com o aumento do IVA. “Está a desenhar-se um novo padrão de consumo, mais contido, reflectido e racionalizado que poderá ser considerado o novo normal, a vigorar nos próximos anos”, antecipa a responsável.

A crise não é sentida da mesma forma por todos os portugueses. A Kantar divide as famílias em três categorias: as que não sentem a crise mas poupam por precaução (vivem no interior norte, têm mais de 65 anos), as que sentem “um pouco a crise” e cuidam das despesas não essenciais (classe média alta das cidades) e, finalmente, as que sofrem na pele os efeitos da recessão. Este último grupo já representa 27% dos lares em Portugal e inclui casais com filhos, entre os 35 e os 49 anos, da classe baixa e média baixa. Em 2009 representavam 22% dos lares, cerca de quatro mil em Portugal Continental. Além disso, “é um valor superior aos 18% de pobres indicados pelo INE”, alerta Sónia Antunes, acrescentando que “estas pessoas têm dificuldade em chegar ao final do mês”.

Neste contexto, 40% dos lares prepararam comida para levar para o trabalho, em vez de irem ao restaurante almoçar todos os dias. Em 2009, a percentagem de famílias a preparar a marmita era 29%.

A alteração radical nos hábitos dos consumidores reflecte-se nas contas do comércio. Ainda ontem o gabinete de estatísticas da União Europeia revelava que o volume de vendas do retalho, em Dezembro, recuou 3,4% na zona euro e Portugal protagonizou a segunda maior quebra (8,6%).

Fonte
publico.pt

Médicos britânicos propõem aumento do preço dos refrigerantes

A Real Academia de Médicos da Grã-Bretanha propôs um aumento de 20% no preço dos refrigerantes para combater a obesidade no país. A associação médica diz, em relatório, que a obesidade é responsável por uma "grande crise" de saúde no país. A Grã-Bretanha é um dos países com maior percentagem de obesos do mundo. Cerca de um quarto dos britânicos estão acima do peso e a expectativa é de que esse número duplique até 2050.

Além da taxa, a associação defende ainda o fim da publicidade de produtos com alta concentração de gordura saturada, sal e açúcar até às 21h e a redução de restaurantes de fast food próximo das escolas. Propõe também que seja colocada nos rótulos uma menção específica para crianças com a quantidade de calorias.

A associação também quer que o governo destine mais dinheiro ao serviço público de saúde para cirurgias de redução de estômago.

Fonte
saude.terra.com.br

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ALIMENTAÇÃO E DIABETES # 2: Índice glicémico dos alimentos


A alimentação desempenha um papel fundamental no tratamento da diabetes mellitus. O regime alimentar do diabético pode e deve ser variado, saboroso e até pode incluir, de vez em quando, um doce. Para isso é preciso conhecer melhor alguns factores que atrasam a subida dos níveis de açúcar no sangue (glicémia).

O Índice Glicémico (IG) é um parâmetro que permite avaliar o efeito que cada alimento fornecedor de hidratos de carbono (HC) tem sobre a glicemia (concentração de glicose no sangue). O IG é expresso em percentagem, sendo 100 o valor atribuido à glicose: um IG de 50, por exemplo, significa que o alimento eleva a glicemia a um ritmo que é metade da da glicose.

Existem tabelas de IG que têm a glicose como referência, mas também se encontram na literatura científica tabelas em que a referência é o pão branco por este ser um alimento que aparece mais na realidade quotidiana. Estas tabelas foram feitas inicialmente para ajudar os diabéticos a controlar a doença, mas actualmente são também usadas nos programas de controlo do peso.

Devido à sua diferente composição, alimentos com a mesma quantidade de HC podem levar a subidas glicémicas diferentes. Para um diabético são mais aconselháveis os alimentos que façam subir a glicémia mais lentamente, que são os de IG baixo. Alimentos integrais (arroz integral, pão integral, flocos de aveia), leguminosas (feijão, lentilhas, favas, tremoços, grão de bico) e legumes têm um IG baixo porque contêm muitas fibras e poucos HC de assimilação rápida. Pelo contrário, alimentos e bebidas açucaradas como o açúcar, o mel, o sumo de laranja, o ice-tea e outros refrigerantes, cornflakes, pão-de-forma e pão branco causam uma rápida subida da glicose no sangue, o seu IG é alto, porque contêm muitos HC de absorção rápida e uma quantidade de fibras reduzida. 

Apesar do que foi dito para os alimentos de IG alto, este pode ser alterado se os combinarmos com outros alimentos. A subida do nível de açúcar no sangue é retardada pela presença de uma concentração elevada de fibras e também pela gordura presente na respectiva refeição. Por exemplo, um copo de sumo de laranja leva a uma subida mais rápida da glicémia do que uma laranja sólida. A explicação é simples: a laranja é o fruto na sua forma integral e contém, por isso, mais fibras do que o sumo espremido.

A questão que agora se coloca é a seguinte:Então o diabético não pode beber sumo de laranja? Pode, mas, é bom ter em atenção o seguinte: primeiro, o sumo deverá ser feito apenas com uma laranja (uma laranja fornece, em média, cerca de 14 gramas de açúcar, pelo que o açúcar de duas laranjas será, para a maioria dos diabéticos, excessivo); segundo, deverá acompanhar o sumo da laranja com uma fatia de pão integral rico em fibras com queijo ou ligeiramente barrado com manteiga. Com esta acção, isto é, aumentando fibras e um pouco de gordura na refeição, retardamos a subida da glicémia evitando os chamados picos glicémicos. Este é um dos grandes objectivos da alimentação do diabético.

Recomendo a leitura deste e deste post sobre o modo de confeccionar os alimentos de modo a conseguir Índices Glicémicos mais baixos de alguns dos alimentos que comemos habitualmente cozinhados.

Nota: Os conselhos aqui divulgados não substituem uma visita a um profissional qualificado que aconselhará um plano alimentar personalizado que tenha em atenção os níveis de glicémia, dos triglicerídeos e do colesterol, assim como o peso, a actividade física e as preferências alimentares do diabético. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sala de Consulta #24: Sou diabética e agora?

A Margarida soube há um ano que sofria de diabetes, doença de que o seu pai e a sua avó padeceram. Nenhum sintoma a fez suspeitar que estava diabética, mas uma análise de rotina revelaram um valor de glicémia anormalmente elevado.


Apresentava peso normal para a sua estatura, embora possuindo um ligeiro excesso de gordura na região abdominal. Professora de profissão, não fazia, na altura, qualquer actividade física e dizia que o seu principal "pecado" era o pão e não os doces. Quando saía do trabalho passava sempre pela padaria e quando chegava a casa comia "dois ou três pães quentinhos com manteiga acompanhados de uma caneca de leite com café e açúcar."

Ficou surpreendida quando o médico a informou que era diabética. E agora? O médico tranquilizou-a. Receitou-lhe antidiabéticos orais e recomendou-lhe cuidados alimentares e prática de actividade física. Teria que avaliar as glicémias uma hora e meia após cada uma das três principais refeições (pequeno-almoço, almoço e jantar) com o objectivo de conhecer melhor a sua doença e, caso necessário, reajustar a medicação.

Mal chegou a casa, instalou-se frente ao computador para recolher toda a informação que lhe permitisse conhecer melhor a sua doença. Descobriu o meu blogue. No dia seguinte ligou-me e marcou uma consulta.

A primeira coisa que expliquei é que a diabetes bem controlada não a impede de ter uma vida normal, prevenindo ou atrasando as chamadas complicações da diabetes como a cegueira, problemas renais e amputações.


(Não perca, no próximo post, as regras alimentares que comuniquei à Margarida, que também são válidas para outros diabéticos).

Big bang da diabetes

A diabetes está, infelizmente, em expansão entre nós. E parece mesmo em expansão acelerada. O jornal "Público" informa na sua edição de hoje que essa doença, consequência em geral da obesidade e do envelhecimento, já afecta quase 13 por cento da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos, isto é, mais de um milhão de pessoas. Os dados são de um relatório do Observatório Nacional da Diabetes que acrescenta que essa doença tira, em média, sete anos de vida. Para não falar dos prejuízos à qualidade de vida que são amputações, cegueira e insuficiência renal...

A diabetes pode, porém, ser evitada e, no caso de aparecer, pode ser controlada. São necessários cuidados alimentares e prática da actividade física.

Post premonitório sobre empresas de confiança

Quando ontem falava sobre empresas alimentares da nossa confiança estava longe de imaginar que hoje iria sair uma notícia sobre a presença de carne de cavalo nas lasanhas e nas massas recheadas da Nestlé. Leia notícia do Público aqui. Coincidência? Talvez não. Uma  multinacional que não merece confiança no Brasil  também  não a merece noutros países.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O NOSSO PODER COMO CONSUMIDORES

O documentário "Muito além do peso" suscitou-me a ideia de que nós, consumidores, nós mães, pais e avós de pequenos consumidores, podemos escolher e dizer quais são as empresas alimentares da nossa confiança. Se, ao lermos a lista de ingredientes e a informação nutricional nos rótulos dos alimentos, verificarmos que um alimento tem demasiado açúcar, gordura, sal e compostos de sódio, gorduras hidrogenadas (trans), edulcorantes, etc.,  podemos afirmar que a empresa que o produziu não é de confiança, pelo menos para nós e para a nossa família.

Fiquei chocada, em particular, com a quantidade de produtos cheios de açúcar e farinhas refinadas para bebés e crianças pequenas da Nestlé que aparecem nesse filme e com a agressividade do seu marketing no Brasil.  E se disséssemos a empresas com esse tipo de práticas que elas não merecem a nossa confiança?    

Receitas #12: Chili com carne

O Chili é um prato de origem mexicana óptimo para os apreciadores de comida picante. Esta é um prato nutritivo, económico e muito apreciado cá em casa. A quantidade de malaguetas fica ao critério de cada um. Nós gostamos do chili bastante picante e para isso pomos cerca de 4 malaguetas.

Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite
1 cebola grande
2 dentes de alho
4 tomates
1 pimento vermelho
2 latas de feijão vermelho
300 g de carne (utilizei porco)
1 linguiça
1/2 copo de vinho branco
malaguetas q.b.
1 folha de louro

Faz-se o refogado no azeite, com a cebola, o alho e o pimento picados (o pimento também pode ser cortado em tiras). Tempera-se com sal. Juntam-se os tomates mantendo-se ao lume até se desfazerem. Adiciona-se a carne e deixa-se ganhar cor, adicionando meio copo de vinho branco, a folha de louro e as malaguetas. Deixa-se cozinhar cerca de 10 minutos e junta-se o feijão vermelho. Deixa-se cozinhar mais 10 minutos e está pronto. Servir com um pouco de arroz branco.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Documentário "Muito além do peso" já disponível

O documentário brasileiro "Muito além do peso" de Estela Renner já está disponível no youtube. Tem a duração de uma hora e vinte e três minutos e é um alerta para as principais causas do aumento da obesidade infantil: a alta e precoce ingestão de açúcar, a mudança dos hábitos alimentares, a pouca informação dos pais, o bombardeio de propagandas e a força do marketing da indústria alimentar. É assustadora a força desta indústria e a impotência dos governos. Vejam o filme e protejam os vossos familiares:




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Cientistas curam diabetes tipo 1 em cães


Investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona, dirigidos por Fàtima Bosh, conseguiram curar a diabetes em cães com só um tratamento de terapia genética. O estudo, publicado na revista Diabetes, refere que depois de um só tratamento, os animais recuperaram o seu estado de saúde, deixando de ter sintomas da doença.

O acompanhamento foi realizado ao longo de mais quatro anos e em nenhum dos casos, a enfermidade voltou a aparecer. “A terapia é muito pouco invasiva. Consiste em uma só sessão de diversas injecções nas patas traseiras do animal”, explicam os investigadores.

Com as injecções são introduzidos vectores de terapia genética com um duplo objectivo: a expressão genética da insulina e da glicoquinase. Esta última é uma enzima que actua como regulador da captação da glicose do sangue. Quando ambos os genes actuam simultaneamente funcionam como um “sensor de glicose”, conseguindo a regulação automática da captação da glicose e reduzindo assim a hiperglicemia (excesso de açúcar associado à doença).

“O estudo é a primeira demonstração de cura da diabetes a longo prazo num modelo animal grande, através da terapia genética”, sublinha Bosh. Este tipo de tratamento já tinha sido testado em ratinhos pelo mesmo grupo de investigadores. Mas os “excelentes resultados” obtidos agora com animais maiores podem ser uma base para futuras aplicações em humanos.

O estudo disponibiliza bastantes dados que certificam a segurança e a eficácia do tratamento com esta terapia genética. Esta baseia-se na transferência de dois genes para o músculo de animais adultos utilizando uma nova geração de vectores adeno-associados, que derivam de um vírus não patogénicos amplamente utilizados em terapia genética e que já demonstraram eficiência no tratamento de outras doenças.

Fonte
ciênciahoje.pt

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fome mesmo ao meu lado

Segunda-feira fui ao Porto ao Ikea aproveitando dois dias que tirei de férias de Carnaval. Mas regressei a casa impressionada com uma situação de fome envergonhada a que assisti. Eu conto:

Cheguei ao Ikea praticamente à hora do almoço. Como o meu estômago já estava a dar horas resolvi comer antes de ir ver a loja. Quando estou sozinha custa-me, não sei porquê, comer sentada, com faca e garfo, pelo que optei por ir ao bar. Pedi o menu nórdico que consta de um rolo de salmão, uma bebida e um café. Relativamente às bebidas refrigerantes e ao café, o Ikea tem a política de se pagar um, podendo encher-se o copo as vezes que se quiser. Comi em pé a minha refeição numa das mesas altas que aí existem e reparei que, numa mesa próxima daquela em que me encontrava, estava um tabuleiro com restos de um cachorro quente que alguém tinha deixado. Abeirou-se dessa mesa um homem magro, com aspecto sujo e barba por fazer, que aparentava quarenta e poucos anos. E ali ficou um tempo, simulando que falava ao telemóvel numa atitude que fazia prever que estava interessado em qualquer coisa daquele tabuleiro. Fiquei a observá-lo discretamente e pensei: deve querer o copo azul que dá para encher várias vezes. E continuei a observá-lo enquanto tomava o meu café. De repente, ele guardou o telemóvel no bolso e agarrou no pedaço (mínimo) de pão de cachorro, já sem a salsicha, que alguém deixara naquele tabuleiro. Meteu-o à boca de uma vez e desapareceu rapidamente. Fiquei petrificada, sentindo-me incapaz de reagir. Passaram-me várias coisas pela cabeça: ir atrás do homem e pagar-lhe uma refeição. Depois pensei: que direito tenho eu de invadir a sua privacidade? Não tinha pedido nada. A sua atitude fora discreta e a sua fome envergonhada.

Regressei a casa ao fim da tarde e aquela imagem de fome mesmo ao meu lado não me saiu da cabeça. Cresceu a convicção dentro de mim que tenho que fazer mais para ajudar os que precisam.            

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Plataforma Contra a Obesidade

Vale a pena visitar o site da Plataforma Contra a Obesidade da Direcção Geral de Saúde. Lá encontra informação sobre doenças relacionadas com a obesidade como diabetes, doenças cerebro-cardiovasculares e cancro. Pode ver também receitas saudáveis, económicas e receitas para os mais novos. Fala-se sobre dieta mediterrânica, actividade física e há curiosidades sobre a Roda dos Alimentos. Recomendo!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

"Emagrecer é..." na blogosfera

Andava eu a surfar na net quando encontrei o texto de uma minha leitora que partilho aqui. Fiquei contente por ter conseguido passar a mensagem que ela aqui expõe tão bem:

"Como muitos de vocês saberão, através do contacto mais directo comigo, procurei recentemente os conselhos de uma Nutricionista ao aperceber-me que a minha alimentação, por melhores que fossem as minhas intenções, podia não ser a melhor. Foi a melhor coisa que podia fazer, sobretudo porque a pessoa em questão pode estar em contacto com os utentes sob diversas formas, uma das quais o seu livro Emagrecer é...
 
Podia escrever imenso sobre o muito que fui aprendendo com este pequeno e magro livrinho acerca da alimentação mais saudável, mas posso resumir as principais conclusões que tirei desta leitura. A primeira, sem dúvida um ponto em que a autora insiste bastante, é que este não é um livro sobre dietas miraculosas e que a perda de peso e a manutenção de uma vida saudável são possíveis através da instauração de regras e não a morrer a fome. Por isso, quando me perguntam "Estás de dieta?", o que devo responder é "Não, estou a reajustar a minha alimentação", porque é para sempre e não temporário, como uma dieta normalmente é vista. Isto é muito importante, visto que normalmente as pessoas sentem que não podem comer para ficarem em forma. A verdade é que é possível emagrecer sem sentirmos fome e com isso ainda estamos a causar uma melhor forma de trabalhar ao nosso organismo. Posso avançar que desde a minha consulta ainda não senti fome ou desconforto e há até coisas que deixam de me apetecer (o que é bom, visto que eu sou uma grande apreciadora de docinhos...). A outra grande mensagem é que a sopa é absolutamente crucial no reajustar dos nossos hábitos - um pratinho de sopa ao início de cada refeição enche-nos parte do estômago por uma módica quantia de calorias, o que faz com que comamos menos do segundo prato. As restantes lições não irei citar, para não estragar o interesse dos leitores, mas devo dizer-vos que aprendi coisas mesmo incríveis acerca da forma de cozinhar e de comer. É alarmante a quantidade de erros que nós inserimos na nossa alimentação, não admira que as pessoas estejam cada vez mais obesas e doentes!
Ao contrário do que muitos poderão pensar, não achei que este seja um livro arrogante acerca da forma como se come ou cozinha, isto é, um livro em que a mensagem principal seja que não há alimentos bons, tudo engorda, não podes comer isso, que horror, nem aquilo, estás feito e se queres ser elegante vais sofrer até morrer! Nada disso - toda a postura de Ana Carvalhas é bastante realista: isto faz mal, isto faz bem. Come mais disto, mas se quiseres podes comer também daquilo que tem mais açúcar ou mais gorduras, simplesmente não faças disso a regra.
 
Agora quase não bebo Coca-Cola, porque sei o que isso representa para mim, mas se um dia me apetece ir ao MacDonald's, por um lado até me sabe melhor o hamburguer, por outro não sinto muitas saudades...
 
Recomendo vivamente, mesmo que não queiram activamente perder peso, mas queiram ser saudáveis."
 
Agradeço à autora estas palavras e a atenção de que o meu livro foi alvo!
Ana Carvalhas

Fonte

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Receitas #11: Massa com courgete

Este prato fez parte do meu almoço vegetariano de hoje. É uma receita de massa com courgete que aprendi a fazer em Bérgamo, Itália. Resolvi partilhá-la porque é uma receita muito apreciada cá em casa, é fácil de executar, baixa em calorias e prepara-se em 10 minutos.   


Uma colher de sopa de azeite numa frigideira. Ultimamente reduzi para uma colher de sopa de azeite a quantidade que uso para confeccionar tudo, para quatro pessoas, cá em casa. O objectivo é reduzir calorias.


Ferve-se um dente de alho partido grosseiramente no azeite para que este lhe tome o gosto.


Entretanto lavam-se bem as duas courgetes e partem-se em meias luas finas, conforme a imagem.


Colocam-se as courgetes na frigideira com um pouco de sal marinho artesanal (o que é produzido nas nossas salinas é o melhor sal) e envolvem-se com o azeite e o alho. Deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, durante cerca de 8 minutos. Reservar... 
Coze-se a massa "penne"  em água com um pouco de sal respeitando o tempo inscrito na embalagem (10-12 minutos).

 
Depois da massa cozida envolve-se com a courgete e serve-se com queijo parmigiano reggiano ralado. É muito bom! 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Governo americano estabelece regras de venda de alimentos nas escolas

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou novas orientações nutricionais para lanches vendidos nas escolas do país. As novas regras são mais um esforço do governo para resolver o problema crescente da obesidade e sobrepeso nas crianças em idade escolar.

As directrizes estabelecem limites para as calorias e quantidade de gordura, encorajam as escolas a oferecer frutas e alimentos integrais e limitam a disponibilidade de bebidas açucaradas. Eis algumas das regras:

  • Lanches saudáveis devem ser incentivados nas escolas, incluindo cereais integrais, produtos lácteos com baixa gordura, frutas, verduras;
  • Evitar alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio;
  • Incluir mais dos alimentos que contenham nutrientes de que as crianças necessitem;
  • Os tamanhos das porções e o teor de cafeína das bebidas devem ser avaliados de acordo com os grupos etários;
  • As tradições importantes devem ser levadas em consideração. Os pais ainda podem enviar guloseimas em festas de aniversários e outras comemorações e as escolas podem vender doces, como biscoitos, a fim de angariar dinheiro para eventos;
  • O público terá um período para comentar e se adaptar às novas regras.
  • As escolas e a indústria têm 12 meses após a publicação das novas diretrizes para se adaptarem garantindo o seu cumprimento.
"Esses padrões propostos fazem parte de um pacote de bi-partidário de mudanças aprovadas pelo Congresso em 2010, destinados a garantir que os alunos tenham opções saudáveis na escola", afirma o USDA.

Fonte
isaude.net

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OMS divulga novas orientações para o consumo de sal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou novas orientações para o consumo de sódio (sal) e potássio para adultos e crianças.
O relatório sugere que os adultos reduzam a ingestão de sal para menos de 2 g e aumentem a ingestão de potássio para pelo menos 3,5 g por dia.

O sódio encontra-se naturalmente em todos os alimentos, mas está presente em grandes quantidades nos produtos processados como pão, caldos de carne, bacon, snacks, refrigerantes, doces e bolachas, sopas instantâneas e molhos (o molho de soja é particularmente salgado).

O potássio está presente em alimentos vegetais como feijão, legumes e frutas. O processamento reduz a quantidade de potássio e aumenta a quantidade de sódio em muitos produtos alimentares. Como se consomem cada vez mais produtos alimentares processados, este é o principal motivo porque actualmente a maioria das pessoas consome pouco potássio e muito sódio. Deste quadro resulta um aumento do risco de sofrer de hipertensão o que por sua vez eleva o risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral.

"Estas diretrizes também se aplicam a crianças com mais de 2 anos de idade. Isto é crítico porque as crianças com hipertensão muitas vezes se tornam adultos com pressão arterial elevada", afirma director do Departamento de Nutrição para Saúde e Desenvolvimento da OMS, Francesco Branca.

FOLLOW ME #1: DIETA HEMIVEGETARIANA

O tempo tem estado péssimo para a actividade física ao ar livre, mas o Sol já brilha aqui em Coimbra desde segunda-feira. O pior é que só hoje  consegui tirar 40 minutos para correr. Fui ao estádio universitário e, de acordo com o runkeeper, uma app que tenho no iphone, fiz 4,5 km. Normalmente corro ao fim da tarde e descobri que é uma boa hora para o fazer. Todos, nas consultas, se têm queixado da hora do lobo, aquela da chegada a casa ao fim do dia de trabalho em que se come tudo o que aparece. Não há dieta que resista a esta maldita hora e até eu andava com esta síndrome. Mas hoje acabou! Cheguei a casa às 18h00, comi duas tangerinas, equipei-me e fui correr. Quando voltei, preparei o jantar para a família e decidi, enquanto corria,  que vou ser hemivegetariana. A palavra não existe no dicionário, mas o que pretendo com este conceito é fazer metade das refeições semanais só à base de vegetais. A partir de hoje, passo a comer peixe e carne só em uma refeição diária. E começo já hoje: o meu jantar é sopa de feijão frade com couve e fruta. Follow me!