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COLESTEROL: O BOM, O MAU E O FEIO


Para além dos chamados colesterol "bom" (HDL) e colesterol "mau" (LDL), existe um terceiro tipo, designado por colesterol "feio" (em inglês, "ugly"). Este terceiro tipo, que quase ninguém conhece, é o "vilão" que faz aumentar o risco de bloqueio das artérias, a principal causa de enfarte do miocárdio. O colesterol "feio" ou "remanescente", tem uma densidade muito mais baixa do que o colesterol mau.

O estudo realizado na Dinamarca e publicado no Journal of  the American College of Cardiology mostra que existe uma relação causal entre os altos níveis de colesterol feio e a aterosclerose. Pessoas com altos níveis deste tipo de colesterol correm um risco quase três vezes maior de desenvolver uma cardiopatia isquémica. Segundo o estudo, "um aumento do colesterol remanescente de 39 miligramas por decilitro de sangue corresponde a um aumento de 2,8 vezes o risco de doença cardíaca isquémica e acontece independentemente de os níveis de (bom) colesterol HDL serem reduzidos". Ou seja, até podemos ter níveis razoáveis de bom colesterol, mas, se tivermos muito colesterol feio, o risco de cardiopatia isquémica será igualmente elevado.

"É a primeira vez que demonstramos uma relação causal que não depende do facto de uma pessoa ter um nível baixo de HDL", salienta um dos autores do estudo, Nordestgaard.

"Os altos níveis de colesterol feio resultam de altos níveis de gordura no sangue (triglicerídeos)",
salienta Nordestgaard. "Portanto, as pessoas com altos níveis deste colesterol devem ser aconselhadas a perder peso e as estatinas também poderão ajudar a diminuir os níveis. Espero que estes novos resultados conduzam a melhores tratamentos preventivos".


Fonte:
publico.pt
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