A EUROPA E A SEGURANÇA ALIMENTAR


A Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, European Food Safety Agency) comemora este ano a sua primeira dezena de anos. Criada pela União Europeia em 2002 na cidade italiana de Parma, essa Agência ganhou rapidamente jus ao reconhecimento dos cidadãos europeus e não só pela qualidade do seu trabalho. Muito em particular, distinguiu-se pela sua independência baseada na evidência científica, resistindo a pressões de todo o tipo da indústria alimentar e de diferentes interesses organizados em lóbis.

Dou só dois exemplos recentes. Por um lado, publicou em 2012 uma reduzida lista de nutrientes e suas propriedades benéficas que podem ser publicitadas em produtos alimentares, o que contrasta com a enormíssima lista que viria se juntássemos tudo aquilo que os fabricantes apregoam sobre os benefícios dos alimentos na saúde. Muitas marcas não gostaram. Por outro lado, há pouco  tempo fez rapidamente saber que um estudo francês muito publicitado sobre eventuais perigos de alimentos transgénicos em ratos (perigos materializados em desenvolvimentos de tumores) não tinha suficiente validade científica. Os grupos anti-transgénicos não gostaram.

A EFSA é uma das boas instituições que a Europa tem e desejamos-lhe outros dez anos de vida, pelo menos tão bons como os anteriores.


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