A enxaqueca

A crise de enxaqueca que tive esta semana só terminou no hospital levando-me, pela primeira vez, a querer saber mais sobre esta doença que não tenho levado a sério apesar de sofrer com ela desde criança. Descobri, por exemplo, um artigo intitulado "A enxaqueca", revista Pro Teste nº141 de Outubro de 1994, que começa assim:
"O que é que há de comum entre Júlio César, Lincoln, Darwin, Chopin, Wagner e Tchaikovsky? Resposta: todos eles sofriam de enxaqueca."  

Apesar do artigo ter quase vinte anos, aprendi algumas coisas ao lê-lo partilhando aqui pequenos fragmentos. Uma das coisas que não sabia é que em determinadas alturas a dor já não passa com comprimidos, apenas com o medicamento injectável. Este foi o motivo que me fez ir ao hospital. Eram três e vinte da madrugada e o comprimido tomado à uma não tinha proporcionado nehuma melhoria. Eis a explicação:
"...o estômago fica quase em inactividade durante a crise. Esta é a razão que explica o facto de o tratamento oral ser muitas vezes ineficaz: ou porque o estômago inerte não absorve os comprimidos, ou porque os faz voltar à boca ."

Quanto aos alimentos que podem ser desencadeadores de uma crise de enxaqueca diz:
"Certos alimentos são apontados como causadores de enxaquecas. Ou seja, 15% das crises seriam devidas à ingestão de álcool (mesmo em pequenas quantidades), de chocolate ou de café. O queijo e os citrinos também são muitas vezes apontados. Se as pessoas sensíveis a estes alimentos os eliminarem do seu regime alimentar as crises talvez não desapareçam totalmente, mas serão, em todo o caso mais espaçadas." 

A wikipédia refere como factores dietéticos desencadeadores de uma crise de enxaqueca o glutamato monossódico (aditivo alimentar utilizado pela indústria alimentar como intensificador de sabor), os nitratos (presentes em salsichas e salames), o aspartame, a cafeína (presente no café, chá, Coca-Cola e bebidas energéticas), o álcool e o jejum.  
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