Dinamarca retira imposto "anti-obesidade"

Em 2011, a Dinamarca foi notícia por se ter tornado no primeiro país do mundo a taxar os alimentos ricos em gordura como a manteiga, queijo, leite, azeite, óleo, carne, pizza, batatas fritas, bolachas, aperitivos, snacks, etc. O imposto especial incidia sobre todos os produtos que continham mais de 2,3 por cento de gorduras saturadas tendo, por exemplo, um pacote de manteiga sofrido um aumento de 14% e uma garrafa de azeite um aumento de 7%. O 'imposto anti-obesidade', como ficou conhecido, gerou grande polémica quer entre os consumidores, quer entre os produtores, porque inflaccionou os preços dos produtos. Na altura, a medida fez esgotar os stocks de queijo, manteiga e azeite antes de ser aplicado o imposto. Actualmente muitos dinamarqueses cruzam a fronteira para ir fazer as suas compras à Alemanha.

Afinal o imposto anti-obesidade não fez diminuir o consumo dos alimentos considerados "não saudáveis". Este e os outros motivos levaram o governo dinamarquês a recuar.

A taxa de obesidade na Dinamarca é de 13 por cento, número inferior ao da maioria dos países industrializados.

Fonte
cienciahoje.pt

Comentários

Anônimo disse…
O que é que as gorduras saturadas têm a haver com obesidade? Ou mesmo com doenças cardiovasculares? Os "especialistas" destas coisas, apesar de estudarem estas coisas há décadas, e de gastarem os dinheiros públicos com isso, parece que não sabem ler os estudos. É entrar na Pubmed e deixar os usuais mitos de lado, ou será que os lobies depois já não sustentam o nutricionismo? Culpabilizar nutrientes específicos nunca funcionou, a própria ideologia do nutricionismo nunca funcionou. Basta olhar para os resultados do Woman's Health Initiative Study. Estão lá todas as recomendações oficiais, repetidas vezes sem conta, que nunca funcionaram.