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SALA DE CONSULTA # 3: Foi a Fernanda que me pôs a correr

Não resisto a contar-vos o caso da Fernanda, uma senhora de 47 anos que apareceu na minha consulta há dois anos, em Julho de 2010, com 14 quilos a mais e que me pôs a correr. Eu explico: a Fernanda chegou até mim com um quadro de obesidade e valores de colesterol, triglicerídeos e glicémia bem acima dos recomendados. Ela tem 1,53 m de altura e pesava, na altura, 80 kg o que dava um IMC de 34,2 kg^m2. Durante oito meses ela foi cumprindo rigorosamente as minhas recomendações e atingiu os 66 kg,  o que estimei ser o peso ideal, de acordo com a sua composição corporal. O organismo da Fernanda estabilizou ali, nos 66 kg, e tem mantido o peso até hoje à custa da alimentação que se habituou a fazer e à custa de uma caminhada que faz religiosamente todos os dias, durante 60 minutos, quer chova quer faça sol. Um dia, porém, o marido da Fernanda sofreu um acidente de viação ficando com uma grave lesão numa perna que o obrigou durante alguns meses a frequentar sessões de fisioterapia. A Fernanda tinha de o acompanhar e deixou de ter tempo para as suas caminhadas, mas lembrou-se que eu lhe tinha dito que, se não conseguisse fazer uma hora de caminhada, então devia fazer menos tempo, mas em corrida, o que valeria o mesmo em gasto energético. Assim fez. Não tinha tempo para caminhar antes de jantar por causa da fisioterapia do marido, mas passou a correr meia hora depois de, segundo ela, arrumar a cozinha do jantar. Resultado, apareceu-me aqui na consulta dois meses depois com o mesmo peso, 66 kg, mas com uma composição corporal muito melhor. A corrida fê-la eliminar cinco quilos de gordura abdominal e isto deixou-me surpreendida. Comprei uns ténis de corrida e, em vez de caminhada, passei eu, tal como a Fernanda, a correr. Eu que detestava correr, que detestava transpirar, fiquei rendida... Dá o mesmo resultado em menos tempo e passei a recomendar essa actividade às pessoas que me procuram para perder peso e também às pessoas que me perguntam como é que se perde a gordura abdominal. Quem é que não quer perder a inestética gordura acumulada na barriga?

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Leite sem lactose não é para diabéticos

Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão…

COUVE LOMBARDA SALTEADA

Ontem para o jantar fiz couve lombarda salteada com bifinhos de peru grelhados.  É um prato super fácil de fazer que se prepara em 15 minutos.

INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

O segredo de cozinhar bróculos verdes e nutritivos

Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…