quinta-feira, 30 de agosto de 2012

MULHERES MADURAS:Cortar nos doces à sobremesa é a medida mais eficaz para emagrecer

À medida em que os anos passam torna-se mais difícil perder peso. A tarefa pode ser árdua principalmente para as mulheres depois da menopausa. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, divulgado no jornal Dailly Mail, que acompanhou 500 mulheres durante períodos que íam desde os seis meses até quatro anos, concluiu que cortar a sobremesa é uma das ações mais eficazes para manter o peso certo a longo prazo.

Mulheres que faziam dieta há seis meses perderam peso cortando nas sobremesas doces, nos fritos, nas bebidas açucaradas e reduzindo as refeições feitas em restaurantes. No entanto, após quatro anos, o simples fato de não comer a sobremesa continuou a significar perda ou manutenção do peso, mesmo quando se retomaram outros hábitos.
O estudo teve em conta que as pessoas não deixam de comer guloseimas ou pratos calóricos para sempre e, por isso, reforça que o consumo de dieta equilibrada é o melhor caminho para estabelecer um corpo saudável a longo prazo. A médica que conduziu a investigação, Bethany Barone Gibbs, aponta que uma alimentação rica em frutas, vegetais e com consumo reduzido de carnes, queijos e alimentos gordurosos, também aparecem como ideais para as mulheres nesta faixa etária interessadas em emagrecer.

Praticar exercício físico reduz recorrência de cancro em 50%

A prática regular de exercício físico pode reduzir a recorrência de cancros da mama ou do cólon em até 50%, segundo um estudo realizado por investigadores da Mayo Clinic, nos EUA.
Apesar dos benefícios, a pesquisa indica que muitos pacientes com cancro são relutantes à atividade física e que poucos oncologistas recomendam exercício físico.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

30 minutos de exercício por dia chegam para perder peso

Nem de propósito li hoje esta notícia que confirma a minha experiência com o exercício que fiz diariamente nas férias:
Investigadores da Universidade de Copenhaga na Dinamarca, descobriram que 30 minutos de exercício diário induz uma perda igualmente eficaz de peso e de massa gorda corporal do que 60 minutos de atividade.

A equipa, liderada por Mads Rosenkilde, acompanhou durante treze semanas 60 dinamarqueses do sexo masculino com excesso de peso, mas saudáveis, nos seus esforços para entrar em forma. Metade dos homens foi instruída a exercitar-se uma hora por dia, usando um monitor de frequência cardíaca e de calorias, enquanto o segundo grupo só teve que realizar atividade física durante 30 minutos. As actividades escolhidas pelos participantes foram bicicleta e remo. 

Os resultados mostram que 30 minutos de exercício com intensidade capaz de produzir suor é suficiente para perder peso e tornar-se mais saudável.
"Em média, os homens que se exercitaram 30 minutos por dia perderam 3,6 kg em três meses, enquanto que aqueles que se exercitaram durante uma hora inteira só perderam 2,7 kg. A redução da massa corporal foi de cerca de 4 kg para ambos os grupos", observa Rosenkilde.

Rosenkilde afirma que uma possível explicação para os resultados surpreendentes obtidos é que 30 minutos de exercício é tão fácil de ser cumprido que os participantes do estudo tinham ainda mais desejo e energia para outras atividades físicas depois da sua sessão de exercícios diários. Além disso, o grupo de estudo que passou 60 minutos na passadeira provavelmente comeu mais perdendo ligeiramente menos peso do que o previsto.

Fonte

A Nutricionista na Cozinha #6

Acabada de chegar de Roma partilho uma salada, de inspiração italiana, que faço frequentemente nesta altura do ano. Faz-se em cinco minutos e é o acompanhamento ideal para uns bifinhos ou umas febras fritas em azeite. Quatro ou cinco tomates vermelhos partidos aos cubos, azeitonas sem caroço, folhas de manjericão  e lascas de queijo italiano parmigiano reggiano, que compro habitualmente na Makro. Tempero só com azeite virgem extra e vinagre balsâmico de Modena (também italiano). O sal é dispensável porque tanto as azeitonas como o queijo o contêm em quantidade suficiente.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Uso e abuso de testes genéticos


Gosto de ler o jornal espanhol "El País" e, nas férias, tive mais tempo para o fazer. Num artigo de fundo de 15 de Agosto, e dado o meu interesse por testes genéticos de obesidade, fui logo apanhada pelo título. "A genética chega à clínica de estética", abaixo de uma grande figura (em cima) que mostrava uma tratamento chinês para a obesidade com a colocação de um trapo sobre a barriga (não sei o que terá o trapo). Dois subtítulos elucidavam sobre o conteúdo do artigo: "Algumas empresas oferecem testes para detectar propensão à obesidade" e "Os cientistas vêem com preocupação que se façam testes a pedido do consumidor". 

Lendo o artigo, como a leitora ou leitor poderá ler aqui, confirmei aquilo que já sabia (aquele jornal costuma ser meticuloso na redacção dos seus artigos e aquele vinha assinado pela jornalista Alejandra Agudo): cada vez mais empresas oferecem testes genéticos, que incluem dados sobre a obesidade, sendo a qualidade do seu serviço por vezes altamente questionável. Esses testes podem ser justificados em certos casos, mas, principalmente na Internet, há muita oferta sem credibilidade.Não há um só gene da obesidade, mas sim um conjunto de genes relacionados a obesidade. A investigação nesta área prossegue, sendo possivel que apareçam novidades. E não interessa apenas a genética, mas também a epigenética, isto é, a relação do organismo com o ambiente. Os genes não dizem tudo. Por outro lado, confirmei a resistência que muitos médicos, especialmente geneticistas, têm à realização de testes genéticos pela Internet. É, geralmente, dinheiro deitado pela porta fora. Aconselho seguimento individualizado e especializado por médicos e nutricionistas. Não há diagnósticos milagrosos e muito menos curas milagrosas à distância.

A figura mostrando o tratamento chinês não tinha directamente a ver com o assunto. Mas tinha indirectamente porque certos tratamentos da obesidade têm tanto de científico como aqueles que usam o nome de "genético" apenas para parecerem mais sérios do que aquilo que são...

O tipo de sangue pode determinar maior risco de doenças cardíacas

O tipo sanguíneo pode determinar um maior risco de desenvolver doenças cardíacas. Esta é aconclusão de um novo estudo que dá conta que pessoas com sangue dos tipos A, B ou AB têm maior risco de desenvolver doenças cardíacas do que quem possui sangue do tipo O. Os investigadores afirmam, no entanto, que um estilo de vida saudável pode ser diferenciador para proteger as pessoas com os tipos sanguíneos de maior risco. Leia a notícia completa aqui.

Correr todos os dias tirou-me o apetite

Mais uma achega ao post anterior. O que vou dizer não é nada científico nem corresponde à conclusão de nenhum estudo, mas aconteceu comigo. Correr todos os dias tirou-me o apetite. Eu explico: nestas férias consegui disciplinar-me a ponto de correr todos os dias meia hora ao final da tarde. Parece pouco tempo, mas, acreditem, foi mais do que suficiente para me fazer sentir muito bem. Verifiquei, ao fim do segundo ou terceiro dia, que o apetite que sentia à tarde por comer pão (pão esse que saía quentinho na padaria que ficava no caminho da praia para casa) foi trocado pela vontade de comer fruta como uvas, pêssegos ou melões. Senti que perdi interesse pelos hidratos de carbono que facilmente nos engordam, como os das batatas, do arroz e do pão (não falo em bolachas, nem em cereais de pequeno-almoço porque nesses não lhes toco, já que engordam desmesuradamente). Ao jantar, ficava bem só com sopa, salada, peixe, ou carne ou ovos e fruta à sobremesa. E perdi peso, perdi gordura na barriga. Estou contente comigo própria e resolvi partilhar este meu sentimento porque recebo muitas mensagens de leitoras e leitores que querem mudar os seus hábitos sedentários e que necessitam para isso de um incentivo. Quer mesmo emagrecer? Então corra 20 a 30 minutos por dia e comece a ver o resultado logo ao fim de uma semana. Partilhe o resultado connosco. Veja como deve começar na página "Exercício Físico" deste blogue.
   

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SALA DE CONSULTA # 3: Foi a Fernanda que me pôs a correr

Não resisto a contar-vos o caso da Fernanda, uma senhora de 47 anos que apareceu na minha consulta há dois anos, em Julho de 2010, com 14 quilos a mais e que me pôs a correr. Eu explico: a Fernanda chegou até mim com um quadro de obesidade e valores de colesterol, triglicerídeos e glicémia bem acima dos recomendados. Ela tem 1,53 m de altura e pesava, na altura, 80 kg o que dava um IMC de 34,2 kg^m2. Durante oito meses ela foi cumprindo rigorosamente as minhas recomendações e atingiu os 66 kg,  o que estimei ser o peso ideal, de acordo com a sua composição corporal. O organismo da Fernanda estabilizou ali, nos 66 kg, e tem mantido o peso até hoje à custa da alimentação que se habituou a fazer e à custa de uma caminhada que faz religiosamente todos os dias, durante 60 minutos, quer chova quer faça sol. Um dia, porém, o marido da Fernanda sofreu um acidente de viação ficando com uma grave lesão numa perna que o obrigou durante alguns meses a frequentar sessões de fisioterapia. A Fernanda tinha de o acompanhar e deixou de ter tempo para as suas caminhadas, mas lembrou-se que eu lhe tinha dito que, se não conseguisse fazer uma hora de caminhada, então devia fazer menos tempo, mas em corrida, o que valeria o mesmo em gasto energético. Assim fez. Não tinha tempo para caminhar antes de jantar por causa da fisioterapia do marido, mas passou a correr meia hora depois de, segundo ela, arrumar a cozinha do jantar. Resultado, apareceu-me aqui na consulta dois meses depois com o mesmo peso, 66 kg, mas com uma composição corporal muito melhor. A corrida fê-la eliminar cinco quilos de gordura abdominal e isto deixou-me surpreendida. Comprei uns ténis de corrida e, em vez de caminhada, passei eu, tal como a Fernanda, a correr. Eu que detestava correr, que detestava transpirar, fiquei rendida... Dá o mesmo resultado em menos tempo e passei a recomendar essa actividade às pessoas que me procuram para perder peso e também às pessoas que me perguntam como é que se perde a gordura abdominal. Quem é que não quer perder a inestética gordura acumulada na barriga?


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CURCUMINA: Uma nova esperança no tratamento do Alzheimer

A curcumina é o pigmento amarelo que dá cor ao açafrão da Índia, pó proveniente da raiz de uma planta ("curcuma longa") utilizado na preparação do caril. Novos dados reforçam a hipótese de ser uma nova esperança no tratamento da doença de Alzheimer. A curcumina, como foi anteriormente demonstrado, tem uma forte acção anti-inflamatória e anti-oxidante capaz de suprimir danos oxidativos, inflamação, défices cognitivos e acumulação de placas amilóides no cérebro.
Os doentes de Alzheimer sofrem de defeito na fagocitose do composto β-amilóide que se vai acumulando no cérebro em placas, pensando-se ser esta a causa da demência. Os autores de um estudo publicado no Chemical & Engineering News mostram que os curcuminoides (derivados do açafrão) ajudam o sistema imunitário destes pacientes a remover o composto β-amilóide, especialmente daqueles com demência menos avançada.

Vale a pena pôr um bocado de açafrão no arroz e comer de vez em quando um caril de frango, de tamboril ou de pescada. O açafrão faz bem à saúde!

Sobre este tema poderá ainda voltar a ler os seguintes posts: http://comerbemateaos100.blogspot.pt/2010/11/os-dois-acafroes.html


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

GASPACHO: A Sopa de Verão

As sopas de Verão devem ser mais leves e menos calóricas, não deixando por isso de ser agradáveis. Exemplo disso é o famoso Gaspacho, uma sopa fria à base de tomate, pepino, pimento e alho, muito popular no sul de Portugal (Alentejo e Algarve) e no sul de Espanha (Andaluzia, Estremadura, Múrcia, Castela-La Mancha, Comunidade Valenciana).

Partilho uma receita de gaspacho à Alentejana que fiz lá em casa e que tirei do site da net "Receitas de Cozinha":
Ingredientes
200 g de pão alentejano duro
3 tomates maduros de tamanho médio
1 pimento verde pequeno
1/2 pepino
4 dentes de alho
4 colheres (sopa) de azeite
4 colheres (sopa) de vinagre
orégãos secos
1,5 l de água gelada
1 colher (sopa) de sal grosso

Preparação

Pisam-se os dentes de alho com sal, num almofariz.
Escalda-se e pela-se um tomate, retiram-se-lhe as grainhas e reduz-se a puré.
Misturam-se estes ingredientes, formando uma papa, e deitam-se no fundo de uma terrina.
Rega-se com parte do azeite, o vinagre, e polvilha-se com os orégãos secos, que devem ser esfarelados entre as mãos.
Corta-se o restante tomate e pepino em pequenos cubos, e o pimento em tiras finas.
Introduz-se tudo na terrina e juntam-se o restante azeite e a água gelada.
Por fim, corta-se o pão em fatias e depois, à mão, em pequenos pedaços, introduz-se no caldo.
Pode ser servido com presunto, azeitonas e mesmo acompanhando sardinhas assadas