Geneticista americano descobre que é diabético depois de sequenciar o seu genoma

O Doutor Michael Snyder (na imagem), professor e director do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, acaba de publicar na revista Cell um estudo no qual revela a descoberta da diabetes tipo 2 em si próprio depois de ter analisado o seu genoma. Essa análise foi completada por uma série de outras análises de sangue, que analisaram ao longo de meses o RNA, proteínas, metabolitos e autoanticorpos. Se o seu genoma revelava um risco elevado de diabetes tipo 2, um dado que o surpreendeu pois não havia história de diabetes na família, não tinha excesso de peso e praticava exercício físico, as análises complementares revelaram o desenvolvimento da doença. O facto de esta ter sido detectada numa fase inicial permitiu a sua reversão, por meio de alimentação cuidada (deixou, por exemplo, de comer sobremesas doces!) e da duplicação do exercício físico (corrida e bicicleta). Os níveis de glicose voltaram ao normal em meia dúzia de meses.

Esta história clínica, em que o paciente é o próprio cientista (ou melhor, o líder da equipa de cientistas) é, para alguns, um marco no aparecimento da medicina personalizada. A bateria de exames a que foi sujeito, além da sequenciação do genoma, é nos dias de hoje muito cara, mas o certo é que esses custos vão baixar consideravelmente, permitindo que o diagnóstico e tratamento atempados fiquem ao alcance de mais gente.

Fonte
The New York Times 2/6/2012
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