Combater a obesidade com impostos


Um artigo publicado na passada terça-feira no British Medical Journal (BMJ) sugere impostos mais altos para a junk food. De acordo com especialistas da Universidade de Oxford, na Grã Bretanha, as taxas sobre alimentos não saudáveis devem ser pelo menos de 20% para que haja algum impacto na saúde da população. No ano passado, a Dinamarca introduziu um "imposto sobre gorduras", a Hungria um "imposto sobre a junk food", e a França um "imposto sobre bebidas açucaradas". Em Portugal, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, propôs, em Setembro do ano passado, uma taxa de 10% sobre os alimentos com excesso de sal, gordura e açúcar para financiar Sistema Nacional de Saúde, mas o governo mantém-se em silêncio quanto a esta matéria. É uma pena, pois a obesidade infantil está a aumentar de dia para dia.

Comentários

Anônimo disse…
Em primeiro lugar parabéns pelo blogue, desde que "esbarrei" com ele na semana passada tem-se tornado viciante, pela forma clara, despretenciosa e descomprometida como apresenta os diversos assuntos.

Em relação a este artigo, em minha opinião, só se existisse um forte movimento de cidadania a exigir, por todos os meios, que sejam tomadas medidas para moderar este ataque á saude pública; o silêncio do governo é o normal, muito forte e fanfarrão com os mais fracos e dócil e submisso com os fortes. Para afrontar os interesse das Coca Colas, McDonald´s e outros que tais só se a isso forem obrigados "na ponta espada". Entretanto é a genuflexão pra com os "legitimos" interesses destas companhias, ainda que seja à custa da saude e bem estar da maioria da sociedade, e do dinheiro dos seus impostos para tratar doenças perfeitamente evitáveis.
Ana Carvalhas disse…
Obrigada pelo comentário.