quinta-feira, 31 de maio de 2012

Redução da Educação Física no secundário?


De acordo com uma Carta Aberta enviada ao Ministério da Educação e Ciência pelo Conselho Nacional de Associações de Professores e Profissionais de Educação Física e da Sociedade Portuguesa de Educação Física existe uma proposta de redução de carga horária de Educação Física no secundário. Se se verificar essa redução, o que me custa muito a crer, as consequências serão gravosas para a saúde da população juvenil. Não se compreende uma medida destas num país, como o nosso, a braços com uma das maiores taxas de prevalência de obesidade e sobrepeso, tanto infantil como juvenil, da Europa.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto debate Nutrição Clínica às quintas

Informação recebida da Universidade do Porto:

Os departamentos de Bioquímica e de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em colaboração com o Centro de Educação Médica da FMUP e a Direção do Internato Médico do CHSJ, organizam um ciclo de conferências mensais sobre Nutrição Clínica. As sessões decorrerão na última quinta-feira de cada mês, tendo início às 17 horas no Salão de alunos da FMUP e contando com uma duração máxima de 2 horas.

As conferências são abertas a todos os que tiverem interesse em assistir (nomeadamente alunos do Mestrado Integrado em Medicina e Internos de Especialidade) e contemplarão os temas mais atuais. O formato das sessões privilegia a intervenção e discussão por parte da assistência, relativa aos problemas que vão sendo apresentados pelos especialistas convidados.

Os organizadores deste Ciclo de Conferências lembram que "as doenças relacionadas com a nutrição são cada vez mais frequentes e têm um impacto crescente a múltiplos níveis. Atualmente o papel das ciências da nutrição não se limita apenas à prevenção, desenvolvendo também uma intervenção crucial na terapêutica, entre outras, de diversas patologias que cursam com risco de desnutrição e da obesidade. A formação em Nutrição nas escolas médicas e hospitais é assim crucial".

A entrada é livre. Emite-se certificado de presença.


1.ª CONFERÊNCIA - 31 de maio de 2012

DESNUTRIÇÃO e OBESIDADE: AS DUAS FACES DA MESMA DOENÇA

A realidade clínica hospitalar
Dr. Gil Faria (FMUP, CHSJ) e Dr.ª Cristina Teixeira (CHSJ)
A perspetiva epidemiológica
Prof.ª Doutora Elisabete Ramos (FMUP, ISPUP)

Métodos de diagnóstico de risco nutricional Prof.ª Doutora Teresa Amaral (FCNAUP)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ADN e Dieta


Meu artigo saído hoje no "Diário de Coimbra":

Graças ao Projecto do Genoma Humano concluído em 2003 e aos avanços recentes da sequenciação e análise do ADN é hoje possível diagnosticar melhor algumas doenças, permitindo que os médicos e os doentes tomem as medidas mais eficazes para reduzir ou mesmo eliminar os respectivos riscos.

Com efeito, a chave para compreender muitas doenças (como algumas formas de cancro, os acidentes cardiovasculares, a doença de Alzheimer, etc.) reside nos genes e na sua interacção com factores ambientais como estilo de vida, que inclui a alimentação. Somos o que somos graças, por um lado, aos genes que nos foram transmitidos pelos nossos pais (factores genéticos) e, por outro lado, ao modo como esses genes se expressam (factores epigenéticos), resultante do modo como vivemos. Especialistas em genética e em ciências da nutrição começaram já a investigar a forma como há por vezes intolerância de base genética a certos alimentos, a forma como os alimentos ajudam a activar ou a desactivar genes específicos, com consequências na saúde, e ainda o modo como a alimentação ou fármacos podem compensar ou minorar  problemas de saúde resultantes de alterações genéticas. O cruzamento da genética com a nutrição tem o nome de nutrigenómica. Apesar de haver alguma falsa ciência associada à nutrigenómica, cada vez mais esse novo ramo da ciência vem ganhando credibilidade e utilidade. Por exemplo, testes genéticos permitem indicar a propensão para a obesidade.

De facto, a ideia das análises genéticas não é nova. O teste do pezinho, por exemplo, que se faz hoje rotineiramente  aos bebés, remonta ao ano de 1963: trata-se  de uma prova genética que permite revelar um transtorno metabólico (a fenilcetonúria) relacionado com o aminoácido fenilalanina, que assim fica identificado prematuramente. Já antes, na amniocentese, se pode revelar a trissomia 21, um defeito genético que consiste no aparecimento de três em vez de dois cromossomas 21. A grande novidade das novas técnicas que tem sido revelada após o final do Projecto do Genoma Humano é a possibilidade de efectuar uma sequenciação completa do genoma humano por pouco dinheiro (menos de mil dólares) e em pouco tempo (menos de um dia). Isso veio tornar, a montante, as análises genéticas mais completas e rigorosas, pois se pode efectuar uma única sequenciação total dos cromossomas de um indivíduo, que permitirá responder a várias questões, em vez de uma sequenciação parcial que só permite responder a uma ou a poucas perguntas. Falta, porém, avançar mais, a juzante, no cruzamento dos dados do genoma com os dados clínicos.

Os testes genéticos relativos à obesidade estão a permitir conhecer melhor as pessoas com predisposição para desenvolver obesidade permitindo orientar a intervenção alimentar e prescrever o exercício físico mais eficaz. Saber se uma dada pessoa possui ou não um certo grupo de "genes de poupança de energia" permite conhecer a tendência para acumular gordura com a ingestão de hidratos de carbono, por exemplo, ou a eficácia do exercício físico na redução do peso. Pode  ainda revelar a melhor ou pior resposta a medicamentos disponíveis para tratar a obesidade ou doenças a ela associadas. De facto, o resultado de testes genéticos permite já hoje seleccionar, para cada doente, uma dieta que tenha maior probabilidade de sucesso. É um bom exemplo da chamada medicina personalizada, a medicina do futuro. A análise genética é, portanto, uma nova estratégia no combate à obesidade e, portanto, na defesa da nossa saúde que já está disponível hoje e que estará ainda mais no futuro.

sábado, 26 de maio de 2012

Genes da obesidade podem influenciar escolhas alimentares


Um estudo realizado no The Miriam Hospital's Weight Control and Diabetes Research Center e publicado na edição online do American Journal of Clinical Nutrition revela que algumas variações em dois genes ligados à obesidade, o FTO e o BDNF, podem ter influência nos hábitos alimentares que causam a obesidade. O investigadores afirmam que algumas pessoas que apresentam variações nos referidos genes tendem a comer mais refeições e lanches, consomem mais calorias por dia e têm propensão para alimentos com altos teores de gordura e açúcar.

"Entender de que modo os nossos genes influenciam a obesidade é fundamental para compreender a actual epidemia de obesidade, mas é importante lembrar que traços genéticos por si só não significam que a obesidade é inevitável", afirmou a principal autora Jeanne M. McCaffery"As nossas opções relativamente ao estilo de vida são fundamentais quando se trata de determinar quão magros ou pesados ​​somos, independentemente das características genéticas", acrescentou. "No entanto, a descoberta de marcadores genéticos pode identificar futuras intervenções para controlo da obesidade em pessoas que são geneticamente predispostas."

A conclusão a tirar é que os hábitos alimentares devem ser modificados, contrariando a tendência de consumo elevado de alimentos doces e gordos, a fim de reduzir o risco genético para a obesidade.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Assembleia da República recomenda ao Governo a adopção de medidas tendentes ao combate da obesidade infanto-juvenil em Portugal

Leia as medidas tendentes ao combate à obesidade infanto-juvenil propostas pela Assembleia da República ao Governo, publicadas no Diário da República 1ªsérie - Nº91 de 10 de  Maio de 2012, aqui:
Resolução da Assembleia da República nº67/2012 e
e n.º 68/2012.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Não há produtos milagrosos para emagrecer

Não há milagres nem superpoderes dentro das embalagens à venda nos hipermercados e lojas de dietética, avisa a revista Deco Proteste que analisou 20 produtos que prometem o emagrecimento. A Ordem dos Nutricionistas subscreve este alerta.

Leia a notícia do Público aqui.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Combater a obesidade com impostos


Um artigo publicado na passada terça-feira no British Medical Journal (BMJ) sugere impostos mais altos para a junk food. De acordo com especialistas da Universidade de Oxford, na Grã Bretanha, as taxas sobre alimentos não saudáveis devem ser pelo menos de 20% para que haja algum impacto na saúde da população. No ano passado, a Dinamarca introduziu um "imposto sobre gorduras", a Hungria um "imposto sobre a junk food", e a França um "imposto sobre bebidas açucaradas". Em Portugal, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, propôs, em Setembro do ano passado, uma taxa de 10% sobre os alimentos com excesso de sal, gordura e açúcar para financiar Sistema Nacional de Saúde, mas o governo mantém-se em silêncio quanto a esta matéria. É uma pena, pois a obesidade infantil está a aumentar de dia para dia.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Um terço da população mundial sofre de hipertensão

Um em cada três adultos em todo o mundo sofre de hipertensão, revela o relatório anual da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quarta-feira. Já um em cada dez sofre de diabetes, informa o documento. "Este relatório oferece mais uma evidência do dramático aumento das condições que desencadeiam doenças de coração e outras doenças crónicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento", afirmou a diretora geral da OMS, Margaret Chan. Fonte: Veja.abril.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2012

e-Book: Envelhecimento Activo

Informação recebida da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN):

Porque nunca é tarde para ter melhor saúde a APN lança um e-book sobre o envelhecimento, um guia para o ajudar a sentir-se sempre jovem!


Faça o download aqui. Se tem mais do que 65 anos sugiro-lhe que faça a avaliação do seu estado nutricional respondendo ao inquérito simples da página 15. E veja o resultado na página 16.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Composto presente no alho é 100 vezes mais eficaz do que antibióticos

Investigadores da Washington State University, nos Estados Unidos, descobriram que o sulfureto de dialilo, um composto presente no alho, é 100 vezes mais eficaz do que os antibióticos na luta contra a bactéria Campylobacter jejuni, causadora de infecções intestinais. A equipa de investigadores liderada por Xiaonan Lu examinou a capacidade do sulfureto de dialilo para matar as bactérias que estão protegidas por um biofilme viscoso que as tornam muito mais resistentes aos antibióticos. O composto penetra facilmente no biofilme protector e mata as células bacterianas através da combinação com uma enzima que contém enxofre, mudando a função da enzima e alterando o metabolismo celular. O sulfureto de dialilo foi 100 vezes mais eficaz do que os antibióticos eritromicina e ciprofloxacina para além de actuar de forma mais rápida.  

Fonte: isaude.net