Pular para o conteúdo principal

Passar muito tempo sentado pode ser uma actividade letal

Passar mais de onze horas por dia sentado aumenta de 40% o risco de morrer nos próximos três anos. Esta é a conclusão de um estudo, que envolveu mais de 200 000 participantes, publicado recentemente no Archives of Internal Medicine.

"Estes resultados têm importantes implicações na saúde pública", afirmou o principal autor do estudo, Dr. Hidde van der Ploeg, investigador na Escola de Saúde Pública da Universidade de Sidney, na Austrália.

Estar demasiado tempo sentado, seja em casa, no trabalho ou no trânsito, desencadeia uma série de problemas metabólicos no corpo humano e o maior prejudicado é o coração. A inactividade provocada pelo excesso de tempo sentado provoca mudanças prejudiciais nos músculos, aumentando a resistência à insulina e o nível de gordura no sangue, o que pode levar a uma série de problemas cardiovasculares.

O problema é que estes efeitos do sedentarismo não se resolvem compensando apenas com exercício físico. O estudo mostrou que os efeitos nocivos existem mesmo para indivíduos que costumam praticar actividades físicas regularmente. Exercitar-se e alimentar-se bem não basta neste caso. É preciso diminuir o período durante o qual permanecemos sentados.

Algumas soluções são apontadas por dois estudos publicados em 2008, um na revista Diabetes Care e outro no British Journal of Sports Medicine. Ambos concluíram que levantar-se da cadeira de hora a hora, por cinco minutos, ajuda a diminuir circunferência abdominal, o índice de massa corporal (IMC), os triglicerídeos e os níveis de glicose no sangue. Se não for possível levantar-se, pode sempre fazer alguns exercícios como contrair e relaxar o abdómen várias vezes por dia, movimentar as pernas, girar os pés e tornozelos para os dois lados, levantar os braços e alongar os ombros e o pescoço.

Referência:
- H. P. van der Ploeg, T. Chey, R. J. Korda, E. Banks, A. Bauman. Sitting Time and All-Cause Mortality Risk in 222 497 Australian Adults. Archives of Internal Medicine, 2012; 172 (6): 494.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leite sem lactose não é para diabéticos

Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão…

COUVE LOMBARDA SALTEADA

Ontem para o jantar fiz couve lombarda salteada com bifinhos de peru grelhados.  É um prato super fácil de fazer que se prepara em 15 minutos.

INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

O segredo de cozinhar bróculos verdes e nutritivos

Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…