sexta-feira, 27 de abril de 2012

Comer um ovo ao pequeno-almoço melhora os níveis de HDL e controla a fome durante o dia

O consumo de um ovo inteiro (gema e clara) ao pequeno-almoço pode ser saudável em pessoas com síndrome metabólica. De acordo com um estudo da Universidade de Connecticut, dos Estados Unidos, apresentado esta semana durante o congresso Biologia Experimental 2012, realizado esta semana em San Diego, Califórnia, o ovo pode ser eficiente para melhorar os níveis do HDL ("colesterol bom") em circulação na corrente sanguínea de pessoas com síndrome metabólica. Durante o estudo, os voluntários fizeram uma dieta com restrição de hidratos de carbono e foram divididos em dois grupos: aqueles que consumiam três ovos inteiros por dia e aqueles que comiam um substituto do ovo. Após 12 semanas verificou-se uma melhoria nos níveis de HDL do grupo que consumiu os ovos. O HDL é responsável por retirar a gordura do sangue e levá-la de volta ao fígado. Assim, evita-se a formação de depósitos de gordura nos vasos sanguíneos, o que pode causar aterosclerose.

Um estudo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, descobriu ainda que raparigas relatavam sensação de saciedade, além de terem uma melhoria na resposta hormonal relacionada com a fome, após um pequeno-almoço altamente proteico, com cerca de 35 gramas de proteína de ovo e carne. Estas jovens também comeram menos lanches, especialmente os gordurosos, durante o dia. Pesquisas anteriores já tinham demonstrado os benefícios da proteína na saciedade.

Fonte Veja.abril.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Consumir refrigerantes faz aumentar o risco de acidente vascular cerebral


De acordo com um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o consumo de refrigerantes açucarados e com baixas calorias aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC). Por outro lado, o consumo de café ou descafeinado está associado a um menor risco. Estudos anteriores já tinham avaliado o efeito do consumo das bebidas açucaradas no aumento do peso corporal, da pressão arterial, do colesterol elevado, da gota e na doença arterial coronária. “Os refrigerantes continuam a ser a maior fonte de açúcar na dieta", revelou em comunicado de imprensa, o autor do estudo, Adam Bernstein. “O que estamos a começar a perceber é que a ingestão regular deste tipo de bebidas despoleta uma reação em cadeia que potencialmente conduz a muitas doenças, entre elas o acidente vascular cerebral”. Para o estudo, os investigadores do Cleveland Clinic's Wellness Institute e da Harvard University, nos EUA, contaram com a participação de 43 371 homens e 84 085 mulheres, para analisarem o efeito do consumo de refrigerantes. Ao longo dos 28 anos do período de acompanhamento ocorreram 2 938 e 1 416 AVC nas mulheres e nos homens, respetivamente. O açúcar presente nos refrigerantes açucarados pode conduzir a um rápido aumento da glicose e da insulina no sangue, que, ao longo do tempo, pode levar a intolerância à glicose, resistência à insulinae inflamação. Estas alterações fisiológicas podem influenciar a aterosclerose e a trombose, que são fatores de risco do AVC isquémico. Por outro lado, o café contém ácidos clorogénicos, lignanos e magnésio, que actuam como antioxidantes e podem reduzir o risco de AVC. Os investigadores verificaram que, em comparação com a ingestão de uma porção de refrigerante açucarado, uma porção de descafeinado está associado com um risco 10% menor de AVC. Adicionalmente, o estudo também apurou que os indivíduos que consumiam mais de uma porção de refrigerante açucarado, por dia, apresentavam pressão arterial e colesterol mais levados e baixas taxas de atividade física. Os participantes que bebiam mais frequentemente este tipo de bebidas também consumiam mais carne vermelha e produtos ricos em gordura. Os homens e as mulheres que bebiam refrigerantes com baixo teor calórico apresentavam uma maior incidência de doenças crónicas e um maior índice de massa corporal. Assim, de acordo com estes resultados, os autores do estudo aconselham a substituir o consumo de refrigerantes por outro tipo de bebidas mais saudáveis. Não há nada como beber água!

Fonte: ALERT Life Sciences Computing, S.A.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

REDUZIR O CONSUMO DE SÓDIO FAZ DIMINUIR SIGNIFICATIVAMENTE A MORTALIDADE POR EVENTOS CARDIOVASCULARES

Um relatório elaborado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indicou que a redução do teor de sal e a implementação de taxas sobre os produtos que o contenham poderiam reduzir em até 3% as mortes por doenças cardiovasculares. Os dados preliminares deste trabalho, que será publicado integralmente ainda este ano, foram apresentados neste sábado no Congresso Mundial de Cardiologia, no Dubai. "Estes resultados mostram que estratégias para redução de consumo de sódio, mesmo de pequenas quantidades, podem levar a uma diminuição significativa de mortalidade por evento cardiovascular em países em desenvolvimento, além de reduzir os custos de saúde pública associados a essas doenças", diz Thomas Gaziano, um dos autores do estudo.

Fonte: veja.abril.com.br

sábado, 21 de abril de 2012

I'm sexy and i know it

O exercício físico faz milagres pela saúde: melhora a circulação e a oxigenação de todos os orgãos, tecidos e células, ajuda a perder peso,aumenta a massa muscular, o bom humor e o equilíbrio. Fazer exercício é muito importante para manter a funcionalidade à medida que envelhecemos. E nunca é tarde para começar. Veja a "estrela" deste video que descobri no youtube e divirta-se. Bom fim-de-semana!

 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não há dietas milagrosas



Um artigo recentemente publicado no American Journal of Preventive Medicine evidenciou, mais uma vez, que não existem dietas milagrosas para perder peso. O estudo que acompanhou mais de 4000 pessoas, mostrou que aqueles que conseguiram reduzir mais o peso e a gordura corporal foram aquelas que fizeram actividade física regular e que se alimentaram de forma saudável durante todo o ano, consumindo menos gorduras e menos alimentos industrializados. Os que preferiram seguir o caminho das "dietas milagrosas", à base de batidos ou suplementos emagrecedores e que saltaram refeições, perderam menos peso.

Conclusão: para emagrecer é preciso mudar hábitos alimentares e fazer exercício físico de modo a que a perda de peso seja consistente e haja melhoria da saúde a longo prazo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

NOVA TAXA SOBRE PRODUTOS ALIMENTARES PENALIZA CONSUMIDORES PORTUGUESES


Esta altura de contracção económica em Portugal era a pior para introduzir novas taxas sobre bens essenciais. Pois foi agora que o governo se lembrou, sem apresentar qualquer justificação séria nem explicar muito bem o o montante, de criar uma taxa que sustente um Fundo de Saúde e Segurança Alimentar, alegadamente para apoiar os agricultores na promoção dos seus produtos agrícolas e pecuários. São taxados os estabelecimentos que vendam esses produtos, frescos ou congelados, transformados ou crus, a granel ou pré-embalados, desde que tenham uma área de venda superior a 400 m^2. Acontece que quem vai ser taxado não serão as cadeias de super e hipermercados, mas sim, como os representantes das referidas empresas já explicaram, os consumidores finais, umas vezes que a taxa será reflectida no preço. Ora os portugueses que já andam com o dinheiro contado quando vão ao super ou hipermercado receiam agora um aumento incomportável.

 Portugal, à semelhança de outros países europeus menos desenvolvidos,  é um país onde uma fatia significativa do rendimento das famílias é gasto em produtos alimentares: 17%, acima da  média da zona euro que é de 14% (o Luxemburgo gasta só 9%). Tal explica-se pelo facto de a variação de país para país nos preços nos produtos alimentares, cujo consumo é imprescindível, ser menor do que a variação dos salários. Os produtos podem custar quase o mesmo, mas o salário é muito diferente. Como em Portugal se ganha menos do que a média europeia, uma fatia maior do salário português tem de ser gasta em alimentos. O aumento que se prevê associado à nova taxa vai, assim, em sentido contrário ao que devia ser, que é o da harmonização europeia, isto é, também neste aspecto em vez de haver convergência com a Europa há divergência. Nós que queríamos ser cada vez mais europeus estamos afinal a ser menos...

Fonte: DN 12/Abril/2012

LUTA CONTRA A OBESIDADE: Médicos querem proibir os patrocínios da McDonald's e Coca-Cola nos Jogos Olimpicos

A Real Academia das Faculdades de Medicina do Reino Unido, que representa cerca de 200 mil médicos de todas as especialidades do país, pediu a proibição do ptarocínio de  marcas como a McDonald´s e a Coca-Cola de eventos desportivos como os Jogos Olímpicos e do anúncios por personalidades a alimentos não saudáveis dirigidas ao público infantil. A entidade considera necessária a imposição de regras mais "contundentes e duras" na luta contra a escalada da obesidade.

Representantes dos médicos britânicos estiveram reunidos no passado domingo, tendo decidido lançarar uma campanha para enfrentar os crescentes níveis de obesidade no país. A iniciativa focou as suas críticas às empresas de junk food uma vez que estudos recentes estimam que 48% dos homens e 43% das mulheres do Reino Unido serão obesos em 2030 e, para os médicos, tais índices representam um aumento considerável do número de enfartes, doenças cardiovasculares, cancros e, consequentemente, um aumento enorme das despesas com a saúde pública. Entre as críticas da classe médica está o facto de o Governo britânico permitir que a responsabilidade sobre a definição do nível calórico e do tamanho das porções fique a cargo da indústria alimentar.

Entre as reivindicações presentes na campanha está o estabelecimento de uma zona ao redor de escolas onde a promoção de junk food não seja permitida. Para os médicos, os fabricantes de alimentos devem ser obrigados a publicar dados claros sobre calorias, açúcar, sal e gordura. Também sugeriram a imposição de um imposto sobre a gordura, aplicado nalguns países escandinavos de modo a penalizar os consumidores de produtos não saudáveis.

Estas e outras medidas deviam ser tomadas pelos governos dos países, como o nosso, que já estão a braços com o gravíssimo problema do aumento galopante da obesidade infantil e juvenil.


Fonte: isaude.net

CORRER: A melhor terapia contra a depressão

Correr três vezes por semana é uma terapia tão eficaz, para enfrentar a depressão moderada, quanto os antidepressivos. Uma equipa da Universidade Southwestern, nos Estados Unidos, demonstrou que a prática de exercícios aeróbicos durante 30 minutos, três vezes por semana, diminui para metade os sintomas de uma depressão moderada. Esta descoberta é especialmente importante para os 150 milhões de pessoas em todo o mundo que sofrem deste mal. Apenas 23% dos afectados fazem tratamento para a doença e só 10% é alvo da terapia adequada.

A pesquisa observou, durante três anos, 80 pessoas, com idades entre os 20 e os 45 anos, com sintomas moderados de depressão. Os participantes foram divididos em quatro grupos que realizaram exercícios de diferentes intensidades.

Os indivíduos que praticaram exercícios aeróbicos moderados ou intensos, cerca de 30 minutos, durante três a cinco dias por semana, experimentaram uma redução de 47% dos seus sintomas depressivos após doze semanas.

Nos participantes que realizaram atividade física de menor intensidade três dias na semana, os sintomas de depressão diminuíram cerca de 30% e nos que realizaram apenas exercícios de flexibilidade durante 15-20 minutos, a percentagem foi de 29%.

Os resultados conseguidos com o exercício físico são comparáveis aos resultados obtidos com medicamentos antidepressivos, explicam os investigadores.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A América come o equivalente a cinco planetas

Partilho algumas declarações ao jornal "Público" do britânico Tim Lang, especialista em Política Alimentar, que esteve ontem na Fundação Calouste Gulbenkian como orador convidado da segunda conferência do ciclo "O futuro da Alimentação - Ambiente, Saúde e Economia":

"O problema não são os chineses, somos nós. No Reino Unido comemos como se houvesse três planetas. Nos Estados Unidos, eles comem como se houvesse cinco planetas. E não há cinco planetas. Não há três Terras.

No quadro actual, a China é precisamente um exemplo de como se pode viver com recursos muito limitados. Uma imensa população vive em apenas 9% da terra disponível. E como é que o conseguiram? Comendo plantas. Claro que, à medida que vão enriquecendo, os chineses vão comprando mais terra e sementes para alimentar os animais, porque querem comer mais carne, que é uma expressão de riqueza. O que está a acontecer na China é uma transição nutricional pela qual o mundo ocidental, que hoje come em excesso, também já passou."

"Há no mundo ocidental um consumo excessivo sobretudo de carne e de lacticíneos, que consomem, através da alimentação dos animais, 50 por cento de toda a produção de cereais do planeta, e esta consome imensa água." O especialista britânico deu um exemplo: para a produção de uma caneca de leite (200 mL) são consumidos 200 litros de água. "É por isso que o sistema é insustentável". 

"No século XX houve uma revolução no que comemos, na forma como se produz a comida, como é processada, transportada, vendida e até cozinhada. Neste momento podemos calcular os custos dessa revolução alimentar e distinguir o impacto positivo do negativo. A produção de comida na Europa representa hoje 30% do impacto do consumo de gases de efeito de estufa. E há ainda as consequências para a saúde. Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre as 20 principais causas de morte prematura 12 estão relacionadas com a alimentação."

"Há quem continue a defender que, perante o crescimento da população mundial, a prioridade tem que ser garantir alimentos para todos, mas Lang defende que isso não pode passar por "espremer" ainda mais o planeta para que todos tenham um bife no prato a todas as refeições."

Politicamente, Tim Lang propõe que os governos criem o Ministério da Alimentação que abrangeria muito mais do que os actuais Ministérios da Agricultura. O Ministério da Alimentação regularia todo o complexo sistema alimentar, desde a produção ao consumo, implementando políticas públicas em sintonia com os Ministérios da Saúde e da  Educação. Curiosamente, em Portugal, existiu em 1986 um Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Identificados dois novos genes envolvidos na obesidade infantil

Um estudo publicado na revista Nature Genetics identificou dois novos genes envolvidos diretamente no risco de obesidade infantil. De acordo com a investigação, desenvolvida por um consórcio internacional denominado Early Growth Genetics (EGG), os dois genes foram identificados nos cromossomas 13 e 17 e actuam nos intestinos, mas até agora não tinham sido relacionados com a obesidade. "Este é o maior estudo do genoma da obesidade infantil comum já feito" , diz Struan Grant, coordenador do estudo e director do Centro de Genómica Aplicada do Hospital Infantil de Filadélfia, nos Estados Unidos. "Estudos anteriores preocuparam-se com as formas mais extremas de obesidade, principalmente com aquelas relacionadas com síndromes de doenças raras. A nossa investigação identificou e caracterizou uma predisposição genética para a obesidade infantil comum".


Os cientistas analisaram 14 estudos dedicados ao ADN de 5530 crianças obesas em comparação com o ADN de 8300 não obesas. Observaram uma variação nos genes OLFM4, situado no cromossoma 13, e HOXB5, no cromossoma 17, que até agora não tinham sido relacionados com a obesidade. Segundo o estudo, o gene OLFM4 relaciona-se com as bactérias que habitam no intestino e que estarão envolvidas no aumento de peso e obesidade. 

NUTRIGENÉTICA: O sucesso da dieta está no ADN

Graças ao Projecto Genoma Humano concluído em 2003 e aos avanços recentes da análise do ADN é possível hoje prever algumas das doenças que podemos contrair permitindo aos médicos tomar as medidas mais eficazes para reduzir ou eliminar o respectivo risco. A chave de quase todas as doenças crónicas reside nos genes e na sua interacção com factores ambientais como estilo de vida, que inclui a alimentação. De facto, os especialistas em genética e nutrição já começaram a investigar a forma como os alimentos podem activar ou desactivar  genes específicos e também o modo como a alimentação pode compensar certos problemas fisiológicos resultantes de mutações genéticas. Mas a ideia das análises genéticas não é nova. O teste do pezinho, por exemplo, que se faz hoje rotineiramente  aos bebés recém-nascidos, e remonta ao ano de 1963, é uma prova genética para um transtorno metabólico relacionado com o aminoácido fenilalanina, que se denomina fenilcetonúria.

Os teste genéticos da obesidade estão a permitir conhecer melhor as pessoas com predisposição para desenvolver obesidade orientando a intervenção alimentar e de exercício físico mais eficaz. Saber para cada pessoa se existe ou não um certo grupo de "genes de poupança de energia" permite conhecer a tendência para acumular gordura com a ingestão de hidratos de carbono, por exemplo, ou a eficácia do exercício físico ou ainda a maior ou menor resposta a fármacos disponíveis para tratar a obesidade. De facto, o resultado de testes genéticos permite seleccionar, para cada doente, a intervenção dietética com maior probabilidade de sucesso.

A análise genética é uma nova estratégia no combate à obesidade que já está disponível!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA!

A lenda do coelho da Páscoa e como nasceu a tradição de esconder os ovos no jardim para as crianças os encontrarem, segundo um texto da pedagoga Jussara de Barros:
"A lenda conta que uma mulher pobre, que não tinha como presentear os seus filhos no domingo de Páscoa, cozinhou alguns ovos de galinha e pintou-os. Ela teve a ideia de colocá-los dentro de um ninho e escondê-los no quintal da casa, entre as plantas. Quando as crianças encontraram os ovos, um coelho apareceu por perto e fugiu. As crianças acreditaram que tinha sido ele a colocar os ovos."
Sítio consultado
http://www.brasilescola.com/pascoa/coelho-da-pascoa.htm

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O PINTOR DAS GORDAS


 Acaba de inaugurar na Cidade do México, no Palácio das Belas Artes, a maior exposição da já longa carreira do pintor colombiano (nascido em 1932) Fernando Botero, cuja arte se caracteriza pela redondez das formas humanas (curiosamente, o México é, depois dos Estados Unidos, o país americano com maiores índices de obesidade) . Para Botero as figuras que pinta e esculpe não são,porém, de pessoas gordas. Escreve o seu amigo Mario Vargas Llosa, o Nobel da Literatura, no catálogo da mostra: 

"Quando um crítico lhe perguntou porque pintava figuras gordas, Botero respondeu. 'Não são gordas. A mim parecem-me esbeltas.' "

Nem toda a gente é, porém, da mesma opinião. O repórter do El País (30/Março/2012), quando perguntou a uma jovem de 20 anos se achava bonita uma das mulheres representadas num quadro de Botero, obteve a seguinte resposta:

 "Não, não é estética, mentiria se dissesse que era bonita."

E o jornalista pediu-lhe então o seu peso e altura:

"Meço 1,63 m e peso 58 kg e sinto-me muito gorda, eu não quero ser bojuda."

Neste tempo que cultiva a magreza, neste tempo em que "gordura não é formosura", a exposição de Botero, intitulada "Botero: uma celebração",  pode ser vista como uma celebração das formas redondas, contrariando os cânones de beleza vigentes. A filha do pintor, Lina Botero, comissária da exposição, transmite assim o pensamento estético do seu pai:

"Ele diz que a arte está actualmente no seu pior momento de decadência, porque abandonou a figuração e a busca do prazer".


Pintar para Botero continua, ao fim de muitos anos de actividade, a ser um prazer.  Continua, aos 80 anos,  a trabalhar activamente nos vários estúdios que possui espalhados pelo mundo, de Medellin, onde nasceu, a Paris,  durante "pelo menos oito horas por dia". Ele próprio nada tem de gordo. Conta trabalhar até aos cem...

HUMOR: DROGAS ANTI-OBESIDADE


- Estas drogas anti-obesidade funcionam mesmo - não conseguia vestir este vestido até anteontem.

MAIS DE MIL POSTS


Este blogue ultrapassou há pouco os mil posts. De acordo com o contador do Blogger, este é o post n.º 1008, sendo o n.º 1001 este outro sobre obesidade infantil, uma das minhas maiores preocupações profissionais (ainda hoje dei os parabéns a um rapaz de dez anos que diminui bastante de peso!). Estes mais de mil posts transmitem, na sua imensa variedade, muitos conselhos, notícias e curiosidades sobre alimentação e vida saudável. Têm algo em comum que o título do blogue procura traduzir: É possível viver mais se se comer melhor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Passar muito tempo sentado pode ser uma actividade letal

Passar mais de onze horas por dia sentado aumenta de 40% o risco de morrer nos próximos três anos. Esta é a conclusão de um estudo, que envolveu mais de 200 000 participantes, publicado recentemente no Archives of Internal Medicine.

"Estes resultados têm importantes implicações na saúde pública", afirmou o principal autor do estudo, Dr. Hidde van der Ploeg, investigador na Escola de Saúde Pública da Universidade de Sidney, na Austrália.

Estar demasiado tempo sentado, seja em casa, no trabalho ou no trânsito, desencadeia uma série de problemas metabólicos no corpo humano e o maior prejudicado é o coração. A inactividade provocada pelo excesso de tempo sentado provoca mudanças prejudiciais nos músculos, aumentando a resistência à insulina e o nível de gordura no sangue, o que pode levar a uma série de problemas cardiovasculares.

O problema é que estes efeitos do sedentarismo não se resolvem compensando apenas com exercício físico. O estudo mostrou que os efeitos nocivos existem mesmo para indivíduos que costumam praticar actividades físicas regularmente. Exercitar-se e alimentar-se bem não basta neste caso. É preciso diminuir o período durante o qual permanecemos sentados.

Algumas soluções são apontadas por dois estudos publicados em 2008, um na revista Diabetes Care e outro no British Journal of Sports Medicine. Ambos concluíram que levantar-se da cadeira de hora a hora, por cinco minutos, ajuda a diminuir circunferência abdominal, o índice de massa corporal (IMC), os triglicerídeos e os níveis de glicose no sangue. Se não for possível levantar-se, pode sempre fazer alguns exercícios como contrair e relaxar o abdómen várias vezes por dia, movimentar as pernas, girar os pés e tornozelos para os dois lados, levantar os braços e alongar os ombros e o pescoço.

Referência:
- H. P. van der Ploeg, T. Chey, R. J. Korda, E. Banks, A. Bauman. Sitting Time and All-Cause Mortality Risk in 222 497 Australian Adults. Archives of Internal Medicine, 2012; 172 (6): 494.