FALA O LEITOR: "Síndroma do Comedor Nocturno"

Recebi o seguinte testemunho de uma leitora (cujo nome omito) que, a avaliar pela descrição, sofre de um transtorno alimentar designado por Síndroma do Comedor Nocturno:
"Quando vi o vídeo do seu ultimo post (que o miúdo tinha ataques de raiva por estar privado da comida), fez-se luz e sei que tenho um problema , que não consigo controlar. Levanto-me durante a noite e só faço disparates. Torno-me "burra" e só como doces! Eu já tentei deixar de comer durante a noite. Mas sinto espasmos no corpo, nomeadamente nas pernas. Sim. Já falei com o meu médico, que me receitou comprimidos para dormir. Mas não está a ajudar nada. Nos últimos tempos, para além de ter ganho dois quilos, sinto-me cansada, com falta de concentração, mal humorada, sem paciência...um "caco".

É um vício. Agora pergunto. como é que faço para perder este vício. Já tentei. Fico sem sono, as noites são agitadas , as pernas não param de mexer e sofro espamos musculares. Horrível.

Faço todos os dias a minha corrida, na passadeira, 4 km, seguido de uma aula de
fitness. Deixei de fazer musculação há dois meses e não me sinto bem com estes quilos a mais... A minha zona de conforto é os 55 kg. Durante o dia sou a princesa da boa alimentação. À noite ahhaah!, fico uma bruxa e só faço disparates. Não como muito. Mas o que como é só porcaria. Mel, passado uma hora um copo de leite com dez colheres de chocolate em pó, duas horas mais tarde, um iogurte... A noite toda neste rodopio. Não durmo bem. Claro!

Só para dar o exemplo, numa semana pode haver um ou dois dias em que não como nada durante a noite. Como é que posso tratar este síndroma?Anti-depressivos não quero. Já tomei no passado e não gostei , não me fizeram sentir melhor. Tenho consciência do problema e quero vencê-lo se possível com a sua ajuda."

Respondi-lhe da seguinte maneira: Os ataques nocturnos ao frigorífico são um transtorno alimentar, um problema que tem que ser resolvido porque leva invariavelmente ao aumento de peso. No seu caso o melhor é procurar a ajuda de um especialista em endocrinologia ou fazer uma consulta do sono por uma equipa de especialistas que estudam, diagnosticam e tratam todas as patologias do sono. Poderá não ter que tomar antidepressivos, nem calmantes, mas sim indutores do sono à base de melatonina (uma hormona que está em baixa nas pessoas que têm distúrbio do sono, como é o seu caso). Convido-a a ler este post que escrevi em 2010 pois talvez se reveja nele:
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