Cientista indiano acusado de falsificar dados sobre o resveratrol

O resveratrol, polifenol presente nas uvas e no vinho tinto, tem sido apontado como um dos antioxidantes mais promissores na prevenção do cancro, problemas cardiovasculares e aumento da longevidade. Alguns destes resultados optimistas foram, na semana passada, postos em causa pela Universidade de Connecticut. Esta tornou público que um seu cientista, Dipak K. Das, conhecido pelo seu trabalho com o resveratrol, foi acusado numa investigação interna por 145 situações de fabricação e falsificação de dados.

David Sinclair, professor de patologia da Universidade de Harvard, conhecido pela sua descoberta de que o resveratrol parece prolongar a vida de ratos e moscas da fruta, afirmou que nunca tinha ouvido falar de Das e que nunca trabalhou com ele. Sinclair disse ainda que nunca viu nenhum trabalho de Das publicado em nenhum dos principais jornais de biologia molecular.

Dipak Das foi o responsável pelo Centro de Investigação em Doenças Cardiovasculares da referida universidade. O processo contra ele teve início em 2008 após uma denúncia anónima e levou a instituição a concluir, num relatório de 60 mil páginas, que Das, além de ter manipulado dados, teria ligações a pelo menos uma empresa de concentrados de resveratrol, a Longevinex. Das negou as acusações, alegando que o caso resulta do preconceito da universidade contra investigadores indianos.


Fonte
http://www.ionline.pt/

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