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Nobel da medicina morreu na passada sexta-feira, mas beneficiou da sua própria descoberta

Ralph M. Steinman (na imagem), um dos cientistas laureados com o Nobel da Medicina nesta segunda-feira, faleceu aos 68 anos vítima de cancro no pâncreas, três dias antes do prémio ser anunciado (Divulgação/Rockefeller University). 
Os cientistas Bruce Beutler, dos Estados Unidos, Jules Hoffmann, de Luxemburgo, e Ralph Steinman, do Canadá, receberam nesta segunda-feira o prémio Nobel de Medicina de 2011, pelos seus trabalhos sobre o sistema imunológico.Segundo comunicado do Comitê Nobel, em Estocolmo, os investigadores foram premiados porque as suas investigações "revolucionaram a compreensão do sistema imunológico, ao descobrir as principais chaves de sua ativação".

Os trabalhos de Steinman e dos outros dois cientistas foram cruciais no desenvolvimento de novas vacinas contra doenças infecciosas, e de novas abordagens na luta contra o cancro, o que inclui as chamadas "vacinas terapêuticas", que estimulam o sistema imunológico a destruir tumores. Vítima de cancro no pâncreas, Steinman sobreviveu mais tempo do que o esperado pelos médicos justamente por causa de sua descoberta.

Em 1973, Steinman descobriu um novo tipo de células, as dendríticas, e começou a investigar seu papel no sistema imunológico. O cientista canadiano demonstrou que estas células possuíam uma capacidade única para ativar os linfócitos T, fundamentais na imunidade adaptativa e no desenvolvimento de uma memória imunológica contra diferentes substâncias
As pesquisas de Steinman apontaram para a importância das células dendríticas como um acessório único e importante no gatilho de várias respostas imunológicas, incluindo situações clínicas como rejeições de enxerto, resistência a tumores, doenças autoimunes, infecções e SIDA. Deste modo, Steinman conseguiu revelar como o sistema imunológico adaptativo é ativado e como se relaciona com a imunidade congénita.

A notícia da morte do cientista apanhou de surpresa os responsáveis pela premiação.  Segundo nota da Universidade de Rockefeller, divulgada pouco após o anúncio do prémio, ele morreu no último dia 30, aos 68 anos. "Ele foi diagnosticado com cancro no pâncreas há quatro anos, e a vida dele prolongou -se graças à aplicação de uma imunoterapia à base de células dendríticas que ele mesmo criou", disse o comunicado. Em nota, a filha de Steinman, Alexis, disse que seu pai ficaria honrado com o prémio. “Estamos sensibilizados de saber que os anos de trabalho duro do nosso pai foram reconhecidos com o Prémio Nobel”, disse Alexis. “Ele dedicou a sua vida ao seu trabalho e à família e estaria verdadeiramente honrado”.
 
Fonte
Veja.abril.com.br
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