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Médicos do Hospital de Santa Maria realizam técnica pioneira para tratar a hipertensão arterial resistente


A HTA é considerada uma doença extremamente perigosa que afecta quase metade da população portuguesa, e só em apenas 11% dos doentes ela está controlada, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

Um dos principais mecanismos de regulação do corpo para controlar a pressão arterial envolve o sistema nervoso simpático. Este sistema inclui os principais órgãos que são responsáveis pela regulação da pressão arterial: o cérebro, o coração, os rins e os vasos sanguíneos. A peça chave na regulação da pressão arterial a longo prazo é o rim. Os nervos renais comunicam informações do rim para o cérebro, e vice-versa.

Em pessoas com hipertensão, os nervos renais são hiperativos, o que aumenta a pressão arterial e contribui para lesões no coração, rim e vasos sanguíneos. Se selectivamente acalmarmos os nervos hiperativos renais provocaremos uma redução na produção de hormonas produzidas a nível renal, hormonas estas que elevam a pressão arterial.

Uma equipa médica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizou na semana passada pela primeira vez os procedimentos de desnervação renal, uma técnica pioneira para tratar doentes com hipertensão arterial resistente aos medicamentos. Segundo os especialistas, a técnica de desnervação renal “é um procedimento minimamente invasivo que desactiva os nervos simpáticos localizados nas paredes da artéria renal”.

De acordo com o hospital, a hipertensão arterial (HTA) resistente é uma patologia em que os doentes, apesar do tratamento com três ou mais medicamentos anti-hipertensivos, continuam com níveis elevados de pressão arterial.
“Esta técnica inovadora vem trazer uma nova esperança aos doentes com HTA resistente, que através desta nova abordagem minimamente invasiva poderão ter controlados os seus níveis de pressão arterial”, declarou à agência Lusa, Pedro Canas da Silva, coordenador da Unidade Cardiologista de Intervenção do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

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