Imposto sobre fast food: OMS dá apoio técnico

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, propôs uma taxa de 10% sobre os alimentos com excesso de sal, gordura e açúcar para financiar Sistema Nacional de Saúde.
A recomendação de medidas fiscais faz parte de uma resolução aprovada pela OMS em 2004, no âmbito da Estratégia Global para a Dieta, Actividade Física e Saúde e é nesse sentido que a organização se encontra disponível para trabalhar com países que como Portugal pretendam taxar alimentos nada saudáveis. Godfrey Xuereb, responsável pela Unidade de Prevenção na População do Departamento de Doenças Crónicas e Promoção da Saúde, adianta que, além da Hungria, que implementou o imposto no início do mês, há esforços semelhantes na Dinamarca, em relação a doces e chocolates, na Roménia, em relação a sal, açúcar e gordura e em França, em relação a refrigerantes. "Vários estados dos EUA propuseram ou implementaram estes impostos, mas até à data, como estiveram em vigor por períodos curtos, nenhum avaliou o seu impacto na saúde pública." Nas últimas semanas a discussão alargou-se ao Reino Unido, depois de um estudo na revista Lancet ter previsto um aumento da população obesa de 73% até 2030.

Por cá, o governo não disse se tenciona avançar com um imposto ou com novas medidas no sector. Em 2010, o país foi pioneiro no combate ao excesso de sal no pão, com a introdução de multas até 5 mil euros para quem ultrapasse o teor máximo legislado. Ficaram, contudo, por introduzir limites noutros alimentos.

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