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Cientistas descobriram a causa genética da magreza

Um grupo de cientistas liderado por Philippe Froguel, professor da Escola de Saúde Pública do Imperial College de Londres, descobriu a causa genética da magreza extrema, condição que pode desencadear, em crianças, a chamada síndrome da falha de desenvolvimento ("failure to thrive", em inglês). O estudo será publicado na edição desta quinta-feira da revista científica Nature.
Os investigadores examinaram o DNA de cerca de 95 mil pessoas, em busca de padrões vinculados à magreza extrema e descobriram que a duplicação de uma parte do cromossoma 16, que contém mais de duas dúzias de genes, é fortemente associada ao baixo peso, definido pelo índice de massa corporal (IMC) abaixo de 18,5. Lembro ainda que indivíduos adultos cujo IMC varia entre 18,5 e 25 são considerados normoponderais, indivíduos com IMC entre 25 e 30 são considerados pré-obesos e acima de 30, obesos.

Segundo os cientistas, uma em cada duas mil pessoas tem parte do cromossoma duplicado, tornando os homens 23 vezes e as mulheres 5 vezes mais propensos a estarem seriamente abaixo do peso. Normalmente, um indivíduo herda uma cópia de cada cromossoma do pai e da mãe, resultando num par de cada gene. Mas às vezes, secções de um cromossoma são copiadas ou apagadas, resultando em segmentos a mais ou a menos no código genético."Em muitos casos, as cópias e apagamentos não produzem qualquer efeito, mas ocasionalmente podem gerar doenças", explicou Philippe Froguel. Pesquisas anteriores já tinham identificado um grande número de falhas genéticas que levam à obesidade, mas esta foi a primeira a detectar uma causa genética para a magreza.

O estudo é ainda o primeiro exemplo de efeitos colaterais do apagamento e da duplicação de uma parte do genoma. "Até ao momento, não sabemos nada sobre os genes nesta região. Se pudermos descobrir porque a duplicação genética nesta área causa magreza, isso pode gerar novos tratamentos possíveis para a obesidade e distúrbios do apetite", disse.

O próximo passo, segundo Froguel, é sequenciar os genes para descobrir quais estão envolvidos na regulação do apetite. A parte do cromossoma 16 identificado no estudo contém 28 genes. As duplicações nesta região foram, anteriormente, associadas à esquizofrenia, e os apagamentos, ao autismo.

Há muito poucos trabalhos sobre magreza, mas, quanto a mim, poderá ser a melhor via para se descobrir o tratamento da obesidade.
 
Fonte
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cientistas-identificam-genes-da-magreza



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