Pular para o conteúdo principal

A DIETA DO FUTURO


A descodificação feita já nesta década dos cerca de 30 mil genes distribuídos por 23 pares de cromossomas que constituem o genoma humano traz a possibilidade de conhecer melhor não só todas as doenças originadas por alterações dos genes (como o cancro, por exemplo) mas também saber a probabilidade que temos de desenvolver doenças como, além do cancro, o Alzheimer, a obesidade, o diabetes, a hipertensão, doenças cardiovasculares, etc. Surgirão novas tecnologias clínicas baseadas em diagnósticos de DNA e terapias de substituição de genes defeituosos. Será dada cada vez maior ênfase à prevenção destas doenças actuando sobre as condições ambientais e de estilo de vida que podem desencadeá-las. É aqui que entra a dieta do futuro. O cruzamento da informação relativa ao genoma humano com a do genoma dos variadíssimos alimentos (plantas e animais) permitir-nos-á, brevemente (espera-se!), identificar os alimentos mais benéficos para cada pessoa a partir dos seus genes, de modo a melhor prevenir as doenças para as quais está predestinada.

A nutrigenómica e a nutrigenética, ciências das quais ouviremos falar cada vez mais, estudam as complexas interacções entre os genes, os nutrientes e o metabolismo humano. A nutrigenómica é a ciência que estuda o modo como as moléculas contidas nos alimentos podem agir sobre o DNA, activando alguns genes ou, de forma contrária, regulando-os negativamente (regulações up ou down, respectivamente). O termo nutrigenética, por sua vez, refere-se à identificação de possíveis variações genéticas (polimorfismos) que ocorrem no organismo humano como resposta à introdução de alimentos específicos.

A dieta do futuro está aí e será personalizada ao extremo do conhecimento do genoma de cada um de nós. A prática da nutrição clínica atingirá, certamente, um novo nível.

Sites consultados:
http://www.nugo.org
http://nutrimenti.simplicissimus.it/category/nutrigenetica-e-nutrigenomica/
http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/category/genetica-e-genomica/
http://junkfoodscience.blogspot.com/2006/12/newest-diet-science.html
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Leite sem lactose não é para diabéticos

Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão…

COUVE LOMBARDA SALTEADA

Ontem para o jantar fiz couve lombarda salteada com bifinhos de peru grelhados.  É um prato super fácil de fazer que se prepara em 15 minutos.

INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

O segredo de cozinhar bróculos verdes e nutritivos

Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…