O TRÁGICO FIM DE UMA ANORÉCTICA


Ainda há poucos dias referi aqui o caso de anorexia (ou quase) de uma norte-americana aspirante a "top model". Hoje, como que a reforçar o alerta que fiz, os média deram notícia do falecimento, com apenas 28 anos, de uma das anorécticas mais famosas do mundo, a manequim e actriz francesa Isabelle Caro. Há três anos contei neste blogue como um cartaz chocante de Caro (reproduzido em cima) feito por um fotógrafo famoso pretendia chamar a atenção para os perigos da anorexia, com o patrocínio da marca italiana Nolita. Os perigos da magreza extrema foram agora mais uma vez evidenciados: a modelo francesa morreu vítima de pneumonia, apesar de, nos últimos tempos, ter conseguido aumentar alguns quilos.

Como muitas outras anorécticas ela padecia de anorexia mental, uma perturbação psicológica que dificulta a ingestão adequada de alimentos. O problema, agravado recentemente com a promoção do corpo de mulheres muito magras pela indústria de moda, foi estudado pelo professor Elysio de Moura, o famoso médico de Coimbra, há várias décadas (ao lado, capa do livro "Anorexia Mental", republicado pela Imprensa da Universidade de Coimbra). É uma situação, como se vê pelo exemplo, muito complicada. Do mental para o físico vai um pequeníssimo passo...
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