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QUEM SE MEXE VIVE MAIS

Jerry Morris (na imagem) demonstrou, há mais de 50 anos, que o exercício físico era bom para a saúde num estudo publicado no The Lancet no qual observou que os condutores dos autocarros de Londres, sentados todo o dia ao volante, morriam mais novos do que os cobradores, que não paravam de subir e descer as escadas do autocarro para cobrar os bilhetes aos passageiros.

Mais tarde, Morris observou o mesmo fenómeno com funcionários do correio e chegou à mesma conclusão: os carteiros que entregavam o correio a pé ou de bicicleta estavam mais protegidos contra as doenças cardíacas em relação aos funcionários que trabalhavam ao balcão. Morris tropeçava assim numa grande verdade sobre a saúde: o exercício ajuda a viver mais tempo.

Hoje, todos entendemos que o exercício físico pode ajudar a prevenir doenças várias como as cardiovasculares, o cancro, a diabetes ou a depressão. Devemo-lo a Morris que em 1949 percebeu que as mortes por doença cardíaca, que estavam a aumentar imenso, eram mais comuns em pessoas cuja profissão implicava pouquíssima actividade física.

Esta verdade observada em 1949 é ainda mais relevante em 2010 quando tão poucos de nós realizamos tarefas que impliquem actividade física vigorosa como parte da vida profissional diária. Se queremos viver mais, temos que nos mexer mais. Morris mostrou-nos que não é o desporto em si que propicia mais saúde, mas simplesmente a actividade física que faz parte dos gestos quotidianos. Essa quantidade é suficiente!

Não esqueça: use todas as oportunidades para se mover. Se puder, vá de bicicleta para o trabalho, ande de transportes públicos ou deixe o carro longe, recuse o elevador e as escadas rolantes e circule no escritório a andar e não sentado a deslizar na cadeira.

"A actividade física pode ser o melhor investimento de hoje na saúde pública do ocidente", afirmou Morris num artigo que escreveu em 1994.
Jeremy Noah Morris morreu há um ano, no dia 28 de Outubro, com 99 anos.
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