OBESIDADE INFANTIL DIMINUI EM PORTUGAL


Porque é de pequenino que se torce o pepino, comecei, no meu livro "Emagrecer é..." por abordar o problema da obesidade infantil. Apesar de os números em Portugal, serem preocupantes, notícias muito recentes vindas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra dão alguma esperança. Parece não ter havido um agravamento do problema, apesar de cada vez serem mais e maiores as tentações proporcionadas às crianças pela indústria alimentar.

A obesidade em crianças - entre os 7 e os 10 anos de idade - diminuiu entre 2002 e 2009. Se em 2002 praticamente uma em cada três dessas crianças (31,6%) sofria de obesidade infantil ou tinha excesso de peso, em 2009 o número caiu um pouco (para 30,5%). De facto, a obesidade na faixa da população infantil considerada desceu dos 11,3% em 2002 para os 8,5% em 2009 (menos 2,8%). No entanto, os valores do excesso de peso, que é o estado de pré-obesidade, aumentaram ligeiramente, passando de 20,3% em 2002 para 21,9% em 2009 (mais 1,6%). As conclusões são de um estudo integrado no Projecto Nacional de Obesidade Infantil divulgado este mês no Congresso Antropologia e Saúde em Coimbra. A antropóloga Cristina Padez, coordenadora do Projecto Nacional de Obesidade Infantil, afirmou "Parece, sim, haver um abrandamento, tal como está a acontecer em Inglaterra. E isso pode ser um bom sinal."

É ainda muito - ainda é quase um terço da população envolvida (foi analisada uma amostra de 4500 crianças) - mas é decerto animador saber que não há agravamento do problema. Falta agora que haja uma redução mais acentuada...

Um outro resultado da investigação agora divulgada confirma o que já se sabia. Pais mais instruídos significa filhos com menos pré-obesidade ou obesidade. A educação é uma enorme arma no combate à obesidade infantil!
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