DIETA MEDITERRÂNICA É PATRIMÓNIO MUNDIAL


A UNESCO acaba de declarar património mundial da humanidade a dieta mediterrânica. Na mesma ocasião também declarou património cultural da humanidade outras formas de gastronomia como a cozinha francesa (eu teria preferido a italiana!) e a cozinha mexicana (a ideia deve ser a de haver equilíbrio entre várias partes do mundo...)

A dieta mediterrânica que foi objecto de uma candidatura da Espanha, Italia, Grécia e Marrocos, baseia-se nos ingredientes principais:

- Azeitonas e azeite
- Grãos inteiros (especialmente em pães e cereais em vez de massas)
- Carne vermelha (muito pouca)
- Peixe e mariscos
- Queijos e iogurtes, mas pouco leite
- Vegetais (bastantes)
- Legumes e frutos secos
- Vinho tinto (consumo moderado)

Embora a dieta seja ancestral o conceito em ciências da nutrição vem apenas do início dos anos 90 do século passado, quando um médico da Universidade de Harvard, após demorados estudos, concluiu que os povos do Mediterrâneo tinham menos incidência de doenças cardiovasculares e, por isso, longevidade mais elevada. E isto acontece apesar da dieta mediterrânica ter algumas gorduras... A presença na dieta de azeite de boa qualidade é decerto um factor de saúde, tal como a presença de vegetais e legumes. É o todo que faz a harmonia da dieta.

Portugal não é bem um país do Mediterrâneo mas quase. A Fundação Portuguesa de Cardiologia apoiou a candidatura e a Associação Portuguesa dos Nutricionistas regozijou-se com o seu êxito. Eu, que estou ligada às duas associações, estou contente também com esta escolha da UNESCO e recomendo às leitoras e leitores deste blogue que procurem informar-se sobre a dieta mediterrânica e adoptá-la no seu estilo de vida.
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