terça-feira, 30 de novembro de 2010

Obesos com mais massa muscular têm melhor saúde cardiovascular

Com o objectivo de reduzir o risco de doenças cardiovasculares causadas pela obesidade, um grupo de investigadores do Medical Center of Georgia (MCG), nos Estados Unidos, estuda ratinhos obesos verificando se o facto de terem mais massa muscular melhora a saúde do coração.
A obesidade e a diabetes aumentam o risco para doenças cardiovasculares.A investigação pretende demonstrar que maior quantidade de músculo pode reduzir esse risco.

De facto, a massa muscular é mais vascularizada e os músculos usam mais oxigénio e energia e consomem mais glicose do que a massa gorda. "A gordura não consome muita energia e não é muito vascularizada", disse David Stepp, biólogo vascular da Faculdade de Medicina da Geórgia. "Os músculos e os nervos, por outro lado, geram electricidade. O coração e os vasos sanguíneos também funcionam com maior fluxo de sangue e o risco de diabetes é reduzido pela capacidade dos músculos de eliminação de glicose".

Este estudo vem de encontro ao que se costuma dizer: tem mais saúde um gordinho que se exercite regularmente do que um magrinho sedentário.

domingo, 28 de novembro de 2010

OBESIDADE INFANTIL DIMINUI EM PORTUGAL


Porque é de pequenino que se torce o pepino, comecei, no meu livro "Emagrecer é..." por abordar o problema da obesidade infantil. Apesar de os números em Portugal, serem preocupantes, notícias muito recentes vindas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra dão alguma esperança. Parece não ter havido um agravamento do problema, apesar de cada vez serem mais e maiores as tentações proporcionadas às crianças pela indústria alimentar.

A obesidade em crianças - entre os 7 e os 10 anos de idade - diminuiu entre 2002 e 2009. Se em 2002 praticamente uma em cada três dessas crianças (31,6%) sofria de obesidade infantil ou tinha excesso de peso, em 2009 o número caiu um pouco (para 30,5%). De facto, a obesidade na faixa da população infantil considerada desceu dos 11,3% em 2002 para os 8,5% em 2009 (menos 2,8%). No entanto, os valores do excesso de peso, que é o estado de pré-obesidade, aumentaram ligeiramente, passando de 20,3% em 2002 para 21,9% em 2009 (mais 1,6%). As conclusões são de um estudo integrado no Projecto Nacional de Obesidade Infantil divulgado este mês no Congresso Antropologia e Saúde em Coimbra. A antropóloga Cristina Padez, coordenadora do Projecto Nacional de Obesidade Infantil, afirmou "Parece, sim, haver um abrandamento, tal como está a acontecer em Inglaterra. E isso pode ser um bom sinal."

É ainda muito - ainda é quase um terço da população envolvida (foi analisada uma amostra de 4500 crianças) - mas é decerto animador saber que não há agravamento do problema. Falta agora que haja uma redução mais acentuada...

Um outro resultado da investigação agora divulgada confirma o que já se sabia. Pais mais instruídos significa filhos com menos pré-obesidade ou obesidade. A educação é uma enorme arma no combate à obesidade infantil!

HUMOR - A BALANÇA DO PÁSSARO


- Foram os doces do Halloween...

(em Portugal poderia ser: - Foram as castanhas do S. Martinho...)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O PERIGO DOS COGUMELOS


O cogumelo de cima parece inofensivo mas é muito venenoso! Tem o nome científico de Entoloma sinuatum e encontra-se na lista da Wikipédia de cogumelos venenosos, absolutamente a evitar. Têm vindo a lume notícias de fatalidades ocorridas em Portugal por ingestão de cogumelos venenosos. Houve uma morte de um tailandês em Setúbal e uma criança de Bragança que teve de fazer um transplante hepático nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Em Portugal como em vários países na Europa costuma-se apanhar cogumelos nesta altura do ano. Embora o número de cogumelos venenosos seja relativamente pequeno, convém perguntar a especialistas se se podem comer os cogumelos que se apanharam no campo. Desconfiar de métodos caseiros para averiguar na panela se os cogumelos são bons ou não! Bem sei que os cogumelos comestíveis são uma tentação e, como digo no meu livro, são até um alimento saudável. Mas não seleccionar os cogumelos que se comem é um erro que pode custar muito caro a quem o comete, como mostram os exemplos recentes.

No caso de haver sinais de intoxicação, deve-se ir imediatamente ao hospital levando uma amostra do que se comeu. Mas mais vale prevenir do que remediar...

SOPA E CASTANHAS

A castanha, de nome científico Castanea Sativa, é um fruto do Outono que tem uma composição nutricional muito próxima da dos cereais. Foi a base da alimentação dos portugueses até ao século XVIII, altura em que o milho e as batatas chegaram à Europa. É um fruto da família dos frutos gordos e amiláceos (noz, avelã, amêndoa, amendoim, etc) muito energético, chega a ter duas vezes mais amido do que a batata, possui alguma proteína e é particulamente rico em potássio. O seu teor em gordura é, no entanto, significativamente menor do que o dos outros frutos da mesma família.

As castanhas são habitualmente consumidas assadas ou cozidas, mas também existem numerosas utilizações culinárias. Podem servir de acompanhamento ao peixe ou à carne, usam-se em base de sopas e até são utilizadas para confeccionar sobremesas e bolos.

Para os apreciadores, nos quais me incluo, sabem sempre bem. Mas não há bela sem senão... Como referi, as castanhas são muito energéticas e ninguém consegue ficar só pela meia dúzia, que é o que equivale a um pão. Nos dias em que tiver castanhas assadas em sua casa, o jantar deverá ser "só" sopa e castanhas, para assim a leitora ou leitor poderem comê-las (um bocadinho) mais à vontade...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

VIDA SIM, DROGAS NÃO


Li a notícia no jornal "Público" de 17 de Novembro e fiquei assustada. Um medicamento para emagrecer, comercializado pelo nome Mediator e fabricado pelo laboratório Servier, o segundo em França, deve ter provocado mais de 500 mortes só em França durante os 33 anos em que esteve à venda (1976 a 2009). Este foi praticamente o mesmo período em que também esteve à venda em Portugal, mas não se conhecem dados sobre fatalidades no nosso país.

Apesar de se tratar de um medicamento para diabéticos, muitas pessoas que queriam perder peso usaram-no uma vez que se conhecia um efeito de redução do apetite. Mas a molécula activa podia originar complicações cardíacas fatais, uma vez que provocava deformações das válvulas cardíacas que em casos extremos conduziam à morte. Esta conclusão foi obtida numa série de trabalhos recentes de uma equipa da Drª Irène Frachon, do Centro Hospitalar de Brest, mas pode ter havido negligência grave pois as moléculas não eram propriamente desconhecidas, tendo antes sido retiradas do mercado por serem constituintes de outros fármacos e haver indícios do perigo. O livro recente da autoria da médica "Mediator, quantos mortos?" está a causar grande polémica em França, com uma queixa do laboratório em tribunal que levou à censura do subtítulo (ver imagem). Certo é que mais de 300 000 franceses (dois terços mulheres) tomaram o medicamento!

Os problemas das drogas para emagrecer são conhecidos há muito. No meu livro "Emagrecer é..." (Gradiva) explico por que razão não vale a pena recorrer a fármacos para emagrecer. Um trecho precisamente sobre esse tema do meu livro pode ser lido aqui.

domingo, 21 de novembro de 2010

RECEITAS DA NUTRICIONISTA - receitas com poucas despesas

A pedido de várias famílias vou tentar pôr todos os fim-de-semana uma receita que obedeça aos seguintes requisitos: à base de ingredientes naturais,de fácil execução, pouco dispendiosa, nutricionalmente interessante e caloricamente pouco agressiva. Começo com uma sobremesa para adoçar a boca dos leitores. Mas prometo que não vão faltar receitas de sopas, de pratos de peixe e variadíssimas sugestões para preparar legumes e saladas, ou não fosse este blogue o "Comer bem até aos 100", certo?
A receita de hoje é de uma tarte de frutas que aprendi a fazer em Itália e que leva muito pouco açúcar. Faço-a sempre com frutas diferentes de acordo com a época. A que está na imagem foi a que fiz mais recentemente, aproveitando o baixo preço das mangas.

TARTE DE FRUTAS

Ingredientes para a massa
250 g farinha trigo
100 g manteiga de vaca (não confundir com margarina)
1 ovo inteiro
1 colher chá de fermento
Misturam-se todos os ingredientes formando uma massa. Forra-se a forma e leva-se ao forno cerca de 20 minutos.

Ingredientes para o recheio
300 ml de leite
3 gemas de ovo
2 colheres de sopa de farinha
3 a 4 colheres de sopa de açúcar (menos ou mais doce, ao gosto de cada um)

Pôr o leite a aquecer menos meio copo. Bater as gemas com o açúcar, incorporar a farinha peneirada alternando com o leite frio. Juntar o leite quente mexendo sempre. Aquecer até levantar fervura e engrossar. Deita-se na forma a cobrir a massa já cozida e enfeita-se com a fruta. Vai ao frigorífico

Frutas: meia manga, 5 kiwis, mirtilos, uvas brancas no centro. Podem escolher-se outras frutas como morangos, nectarinas (com casca e tudo porque ficam óptimas e causam bonito efeito), uvas, frutos do bosque, etc.

Sugestão:antes de levar a tarte ao frigorífico pode preparar-se uma gelatina própria para tartes e deitar por cima da fruta para não oxidar, deixando a tarte com óptimo aspecto. Na imagem o pacote da referida gelatina que comprei em Itália. Estou certa que também se encontra, nos nossos supermercados, algum produto similar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

DIETA MEDITERRÂNICA É PATRIMÓNIO MUNDIAL


A UNESCO acaba de declarar património mundial da humanidade a dieta mediterrânica. Na mesma ocasião também declarou património cultural da humanidade outras formas de gastronomia como a cozinha francesa (eu teria preferido a italiana!) e a cozinha mexicana (a ideia deve ser a de haver equilíbrio entre várias partes do mundo...)

A dieta mediterrânica que foi objecto de uma candidatura da Espanha, Italia, Grécia e Marrocos, baseia-se nos ingredientes principais:

- Azeitonas e azeite
- Grãos inteiros (especialmente em pães e cereais em vez de massas)
- Carne vermelha (muito pouca)
- Peixe e mariscos
- Queijos e iogurtes, mas pouco leite
- Vegetais (bastantes)
- Legumes e frutos secos
- Vinho tinto (consumo moderado)

Embora a dieta seja ancestral o conceito em ciências da nutrição vem apenas do início dos anos 90 do século passado, quando um médico da Universidade de Harvard, após demorados estudos, concluiu que os povos do Mediterrâneo tinham menos incidência de doenças cardiovasculares e, por isso, longevidade mais elevada. E isto acontece apesar da dieta mediterrânica ter algumas gorduras... A presença na dieta de azeite de boa qualidade é decerto um factor de saúde, tal como a presença de vegetais e legumes. É o todo que faz a harmonia da dieta.

Portugal não é bem um país do Mediterrâneo mas quase. A Fundação Portuguesa de Cardiologia apoiou a candidatura e a Associação Portuguesa dos Nutricionistas regozijou-se com o seu êxito. Eu, que estou ligada às duas associações, estou contente também com esta escolha da UNESCO e recomendo às leitoras e leitores deste blogue que procurem informar-se sobre a dieta mediterrânica e adoptá-la no seu estilo de vida.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ESTAS NOTÍCIAS SÃO PERIGOSAS

Li hoje no site cienciahoje.pt uma notícia com o título "Perdeu 12 quilos alimentando-se de guloseimas". Trata-se de uma experiência levada a cabo por Mark Haub (na imagem), docente de dietética, que quis provar que o aporte energético deve ser adaptado.

O professor norte-americano, da Universidade do Kansas, com 41 anos quis usar o seu corpo como cobaia para avaliar as consequências de um regime alimentar com menos calorias apesar de constituído por alimentos pouco recomendáveis. Assim, Mark Haub trocou as refeições habituais que incluíam carne, legumes, cereais, etc., por bolos de fabrico industrial e salgados em pacote (batatas fritas) de três em três horas, equivalentes a dois terços da sua ração alimentar quotidiana. O terço restante compreendia legumes. Incluiu, ainda, uma lata de refrigerante com gás e suplementos vitamínicos. Ao todo, Haub passou a consumir 1800 calorias por dia, em vez das 2600 habituais, e não alterou a sua actividade física. O regime foi feito durante dez semanas.

Não há nada de novo nesta experiência. Todos sabemos que, para a maioria das pessoas, quando se reduz a ingestão de calorias e se cria um balanço energético negativo perde-se peso. Pelas minhas contas, Haub fez uma redução calórica de 800 calorias por dia o que corresponde, ao final de 70 dias (tempo que durou a experiência), ter deixado de ingerir 56000 calorias. Não admira, portanto, que tenha diminuído o seu peso.

O problema destas notícias é a desestabilização que provocam no público. As pessoas ficam a pensar que podem comer estes alimentos hipercalóricos, cheios de gordura, açúcar e sal, sem restrições e que isso até lhes permite emagrecer. Mas não é verdade! Ele emagreceu porque reduziu calorias durante um período prolongado de tempo. Faltou a este senhor mostrar, através de dados bioquímicos, as consequências para a sua saúde resultante da privação de numerosos nutrientes indispensáveis ao funcionamento saudável e harmonioso do organismo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vigilância em Restauração Colectiva

Informação recebida do Instituto Nacional de Saúde Dr Ricardo Jorge (INSA):

No dia 22 de Novembro decorrerá uma reunião sobre a “Vigilância em restauração colectiva”, uma iniciativa promovida pelo Laboratório de Microbiologia do Departamento de Alimentação e Nutrição, do INSA, I.P. (Lisboa e Porto).

A sessão decorrerá no Auditório do INSA, em Lisboa, entre as 8h30 e as 13h00 - (consultar programa), e tem por objectivos:

-Divulgar a actividade desenvolvida pelos Laboratórios de Microbiologia na área do controlo microbiológico das refeições prontas a comer, servidas em unidades de restauração colectiva;

-Apresentar os resultados analíticos globais de 2009 e a avaliação das condições higiénicas e estruturais de unidades de restauração da região de Lisboa, no último triénio;

-Promover um espaço de esclarecimento de dúvidas, apresentação de sugestões e de debate de opiniões, numa perspectiva de melhoria contínua.

A reunião é dirigida a todos os participantes em “Protocolos de Vigilância em Restauração Colectiva” com o INSA, IP, sendo necessária a inscrição prévia através de preenchimento da ficha de inscrição, e seu envio para:

Ana Paula Melo
Tel: 21 7519 351 ou fax : 21 7526 470
E-mail: paula.melo@insa.min-saude.pt

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reportagem na RTP sobre o meu trabalho e o meu livro



Fonte: sítio da RTP

A Associação Portuguesa dos Nutricionistas lança e-Book sobre a Diabetes

Informação recebida da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN):

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, a APN lança e-Book sobre o tema.
Faça download do e-Book no site da APN aqui.

domingo, 14 de novembro de 2010

DIABETES - O assunto é sério!

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Diabetes, doença que atinge mais de 900 000 portugueses. A unidade de diabetologia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) deu hoje a conhecer a página intitulada "O meu Hospital", disponível 24 horas por dia, que permite uma interacção mais fácil entre o doente e o médico. Nesta plataforma interactiva, a primeira de uma unidade de diabetologia em Portugal, os pacientes podem consultar informação sobre consultas disponíveis e alimentação adequada, colocar dúvidas e enviar ficheiros com registo de auto-controlo dos níveis de glicémia aos médicos assistentes.
Assista a este vídeo, disponível na página do CHC e no Youtube, e fique a saber mais sobre a prevenção e o controlo da diabetes:

Use o Telemóvel Para Tirar uma Foto às Calorias

Há uma nova arma na luta contra a obesidade. A operadora japonesa Nippon Telegraph and Telephone (NTT Communications) desenvolveu uma aplicação que permite tirar uma fotografia a um prato de comida e calcular as calorias dessa refeição. A notícia é avançada pela agência Reuters.

A aplicação avalia a cor e forma dos alimentos comparando depois com uma base de dados. É mesmo capaz de calcular quantidades. Esse «armazém» dispõe de informações sobre 100 mil alimentos diferentes. Já existiam aplicações para telemóveis que permitiam controlar as calorias, mas era preciso o utilizador inserir o nome dos alimentos e as informações calóricas. Agora, basta uma foto.

A porta-voz da NTT Communications afirmou à Reuters que espera que esta aplicação «permita que as pessoas saibam quantas calorias comem e que isso as ajude nas dietas». Admite, no entanto, que apesar das críticas positivas, «é preciso melhorar o projecto».

Fonte
www.tvi24.iol.pt

sábado, 13 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

AGRADECIMENTOS NA APRESENTAÇÃO DO MEU LIVRO "EMAGRECER É"...

Palavras que proferi no final da sessão de apresentação do meu livro "Emagrecer É..." realizada na quarta-feira no Centro de Saúde de Eiras:

Não vou falar do livro já que ele fala por si. Fala pouco, mas espero que fale bem.

O livro "Emagrecer é..." é uma síntese que resultou de muitas horas de análise. Tentei concretizá-la numa escrita simples para ser entendido por todos (incluindo as crianças e os jovens).

Agradeço à Dr.ª Maria Augusta Mota e ao Dr. Alegre pela imediata cedência deste espaço, o meu local de trabalho, quando, um pouco a medo, lhes sugeri como o meu favorito para o lançamento do livro.

Uma palavra especial para o Dr. Alegre, que me recebeu calorosamente neste Centro de Saúde no dia em que aqui cheguei, já lá vão três anos. Valorizou sempre o meu trabalho e ajudou-me a obter o que ambos julgávamos impossível: a aquisição da balança de impedância bioeléctrica (caríssima!) que uso no meu consultório. Foi, no meu entender, o seu espírito dinâmico e empreendedor que nos permitiu avançar, escrevendo uma carta com uma argumentação que se revelou eficaz. Ele disse-me na altura: “Ana, se não a pedirmos, é que não a temos de certeza”. E conseguimos!

Agradeço também ao Doutor Luís Santiago. Em primeiro lugar, pela sua sábia revisão científica da obra (revisão realizada no Algarve em tempo de férias) e, em segundo lugar, pela eloquente apreciação que acaba de fazer. O modo como apresentou o livro representa para mim um estímulo, deixando-me orgulhosa de ter sido a autora. Tem sido para mim um verdadeiro privilégio trabalhar com um médico tão competente e dedicado.

Agradeço ainda ao editor da Gradiva, que também edita o consagrado José Rodrigues dos Santos (eu não consigo vender tanto... e daí não sei, a avaliar pela enorme procura que o livro teve aqui hoje). O meu editor acreditou logo de início neste projecto e a equipa da editora realizou-o com muito profissionalismo. Guilherme Valente, para quem “o livro é um instrumento único na transmissão do conhecimento”, procura sempre que os seus livros saiam aprimorados e este também saiu. Ele costuma dizer que os livros que edita não são para ele, mas sim para as pessoas. E este livro prova isso mesmo. Ele não precisaria dele porque é um homem magro, uma pessoa que cuida muito bem da sua alimentação!

Ao Professor Polybio Serra e Silva, director da Fundação Portuguesa de Cardiologia - Delegação do Centro, agradeço pela amabilidade do simpático prefácio com que me honrou. Aproveito para desfazer um erro involuntário: o terceto com que termina o prefácio afinal é uma quadra, que passo a ler:

"Pois, como a Ana bem prevê,
Quem “Emagrecer é...” ler

Fica a saber, já se vê,
O que é... emagrecer"

Esta forma de terminar o prefácio tem o cunho pessoal do Prof. Polybio, tanto do meu agrado. Bem haja!

Agradeço ao Zé Souto, pelo desenho da capa, que é a parte mais erudita do livro... O pintor e inventor Leonardo da Vinci tinha desenhado em 1490 o homem de Vitrúvio, baseado nas proporções clássicas, e o Zé, mais de 500 anos depois, desenhou a mulher de Vitrúvio. Só lhe pedi que a vestisse com um mínimo de decência, o que não acontecia na primeira versão que recebi...

O sucesso da minha consulta de nutrição clínica e alimentação e, portanto, a escrita deste livro não teriam sido possíveis sem as centenas de pessoas que procuraram a minha ajuda e a quem procurei ajudar. É-me muito grata a presença de algumas delas aqui hoje. O reconhecimento delas é o melhor testemunho da utilidade do meu trabalho.

A minha gratidão estende-se também a todos os que trabalham comigo, no dia-a-dia: os médicos (internos incluídos, claro), as enfermeiras, as administrativas e as auxiliares. Obrigada pelo óptimo ambiente de trabalho que proporcionam. Apetece-me dizer como no anúncio: "Aqui eu sou feliz!"

Agradeço também às pessoas que trabalham comigo em projectos tão diversos e tão gratificantes: a Cecília, a Alexandra (que são nutricionistas, tal como eu), a Marina, a Águeda, o chef Gil, a Dr.ª Ilídia, o Dr. Gabriel, todos os membros do departamento médico da Académica de Coimbra, o Eng.º Saavedra e a Isabel, do Mercado Abastecedor de Coimbra, e, finalmente, à Universidade de Aveiro, representada hoje aqui pela Margarida e pela Helena.

Agradeço ainda a todos os amigos que aqui estão hoje e a todos aqueles que, por diversos motivos, não puderam estar hoje connosco, mas que me enviaram amáveis mensagens de felicitações e votos de sucesso para o livro. Vou citar uma das frases, que recebi via e-mail de um dos nosso mais famosos chefs de cuisine, porque acertou em cheio no objectivo desta obra: “...desejo as melhores felicidades e sucessos para mais este projecto que abraçou, que estou certo, em muito vai ajudar a população portuguesa (cada vez mais gorda).

E, finalmente, seja-me permitido uma nota mais pessoal (os últimos são os primeiros!). Este livro é dedicado aos meus Pais que hoje estão aqui a partilhar comigo este momento de alegria. É no seu exemplo que procuro inspiração para o meu trabalho quotidiano e também para educar os meus filhos.

Agradeço ao Pedro e ao Vasco, que também estão aqui hoje comigo, porque compreenderam e cederam algum do meu tempo, que lhes estaria destinado, para a escrita deste livro.

Agradeço à minha família, em particular às minhas irmãs e irmãos, que hoje vejo aqui com grande contentamento meu. E ao Carlos, que veio “a correr” de Lisboa para poder estar aqui presente. A sua companhia em boa hora apareceu na minha vida. É o meu crítico de serviço, designadamente como revisor da minha prosa. Sinto que tenho o "caldo entornado” quando ele me diz: “Isso está uma boa bodega!” E lá volto eu para a frente do computador para limar mais umas arestas do texto... Obrigada Carlos, pela força que me tens dado.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

HUMOR: O NOME DA BALANÇA

CONVITE PARA SESSÃO DE AUTÓGRAFOS AMANHÃ NA LIVRARIA ALMEDINA ESTÁDIO EM COIMBRA


(Clique na imagem para a aumentar)

CRIANÇAS COM HIPERTENSÃO TÊM MAIOR DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Um estudo realizado na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, mostrou que crianças com hipertensão arterial são muito mais propensas a terem dificuldade de aprendizagem do que as crianças saudáveis. A investigação feita a partir da avaliação de 201 crianças, 101 das quais com hipertensão, revelou ainda que estas últimas apresentaram também maior défice de atenção e maior hiperactividade.

A hipertensão arterial nas crianças pode ser de dois tipos: hipertensão secundária, quando é causada por um problema renal, por exemplo, e hipertensão essencial, geralmente associada à obesidade. A hipertensão essencial raramente apresenta sintomas e só pode ser diagnosticada por meio da medida da tensão arterial. Mesmo a forma leve da doença é capaz de provocar danos graves ao organismo, como o aumento do tamanho do coração e o seu mau funcionamento, problemas nos rins e alterações nos vasos sanguíneos. Estas alterações trazem normalmente complicações graves na idade adulta.
O tratamento da hipertensão nas crianças e adolescentes é feito, na maioria dos casos, sem medicamentos. Fazem-se alterações na alimentação que passará a incluir maior consumo de frutas, legumes (sopa, não se esqueçam que a sopa é a melhor forma de os fazer comer legumes!) e pouco sal, e introduz-se um programa adequado de exercício físico.

Há décadas atrás, a hipertensão infantil era provocada por outros problemas de saúde, como disfunções renais. Hoje a hipertensão surge de mão dada com a obesidade em crianças aparentemente normais.

O estudo vem publicado no jornal Pediatrics .

Referência:
- H. R. Adams, P. G. Szilagyi, L. Gebhardt, M. B. Lande. Learning and Attention Problems Among Children With Pediatric Primary Hypertension. Pediatrics, 2010;

terça-feira, 9 de novembro de 2010

QUEM SE MEXE VIVE MAIS

Jerry Morris (na imagem) demonstrou, há mais de 50 anos, que o exercício físico era bom para a saúde num estudo publicado no The Lancet no qual observou que os condutores dos autocarros de Londres, sentados todo o dia ao volante, morriam mais novos do que os cobradores, que não paravam de subir e descer as escadas do autocarro para cobrar os bilhetes aos passageiros.

Mais tarde, Morris observou o mesmo fenómeno com funcionários do correio e chegou à mesma conclusão: os carteiros que entregavam o correio a pé ou de bicicleta estavam mais protegidos contra as doenças cardíacas em relação aos funcionários que trabalhavam ao balcão. Morris tropeçava assim numa grande verdade sobre a saúde: o exercício ajuda a viver mais tempo.

Hoje, todos entendemos que o exercício físico pode ajudar a prevenir doenças várias como as cardiovasculares, o cancro, a diabetes ou a depressão. Devemo-lo a Morris que em 1949 percebeu que as mortes por doença cardíaca, que estavam a aumentar imenso, eram mais comuns em pessoas cuja profissão implicava pouquíssima actividade física.

Esta verdade observada em 1949 é ainda mais relevante em 2010 quando tão poucos de nós realizamos tarefas que impliquem actividade física vigorosa como parte da vida profissional diária. Se queremos viver mais, temos que nos mexer mais. Morris mostrou-nos que não é o desporto em si que propicia mais saúde, mas simplesmente a actividade física que faz parte dos gestos quotidianos. Essa quantidade é suficiente!

Não esqueça: use todas as oportunidades para se mover. Se puder, vá de bicicleta para o trabalho, ande de transportes públicos ou deixe o carro longe, recuse o elevador e as escadas rolantes e circule no escritório a andar e não sentado a deslizar na cadeira.

"A actividade física pode ser o melhor investimento de hoje na saúde pública do ocidente", afirmou Morris num artigo que escreveu em 1994.
Jeremy Noah Morris morreu há um ano, no dia 28 de Outubro, com 99 anos.

HUMOR: A BALANÇA ESCONDIDA

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2º Livro de Receitas Para os Mais Novos

Informação recebida da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN):

Hoje comemora-se o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis com o objectivo de realçar a importância de uma alimentação saudável nas crianças, para que seja possível combater a obesidade infantil, cujo crescimento se tem verificado.Para assinalar este dia, a Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) lançou o “2º Livro de Receitas para os mais Novos”, onde é apresentado um exemplo de um dia alimentar, sugerindo-se instruções para que as crianças possam também preparar/confeccionar as receitas com a ajuda dos adultos.
Faça download do e-Book no site da APN através deste link.

domingo, 7 de novembro de 2010

Convite para o lançamento do meu livro

Clicar na imagem para ler melhor.

O QUEIJO FAZ ENGORDAR


O jornal "New York Times" de hoje publica uma grande reportagem sobre os perigos do queijo e a má influência que alguns departamentos governamentais podem exercer sobre os hábitos de alimentação da população.

É sabido que o queijo é um fonte de gordura saturada, o que está na origem não só de obesidade como de problemas cardíacos (ver o meu livro "Emagrecer É...", acabado de sair na Gradiva, na secção "Cuidado com o queijo"). Ora o Dairy Management, um organismo dependente do Ministério da Agricultura dos Estados Unidos promoveu acções de marketing que levaram ao aumento de consumo do queijo. Por exemplo, a popular empresa de pizzas "Domino", confrontada com o declínio do consumo de pizzas, recorreu a esse organismo para publicitar uma nova pizza com muito mais queijo (40 por cento mais!), e, portanto, muito mais danosa para a saúde. Foi um êxito de vendas e um prejuízo para a saúde pública.

De que vale afinal a tentativa da primeira-dama Michelle Obama de promover refeições saudáveis se o próprio governo actua em sentido contrário, chegando a propagandear, em campanhas caras, dietas baseadas em queijo e outros alimentos cheios de gordura?

sábado, 6 de novembro de 2010

OS DOIS AÇAFRÕES


O nome de açafrão é usado para dois produtos, os dois de utilização culinária, de duas proveniências diferentes:

1) Um, mais comum, é o chamado açafrão da terra ou açafrão da Índia, um pó proveniente da raiz de uma planta ("curcuma longa") da família do gengibre. É um ingrediente essencial do caril, um prato muito típico da Índia e Indonésia, onde a planta se encontra com relativa facilidade. Há um arroz de açafrão.

2) Outro, menos comum, é o açafrão verdadeiro. É extraído dos estigmas de uma planta ("crocus sativus") existente na Europa mediterrânica e também na Índia (a Espanha é o maior produtor mundial, sendo este açafrão um ingrediente da "paella"). É considerada a especiaria mais cara do mundo uma vez que são necessárias mais de cem mil flores, a tratar manualmente, para obter um quilograma de produto.

Porque têm o mesmo nome em Português (em inglês é diferente, "turmeric" e "saffron")? Porque a cor é bastante semelhante. Aliás essa cor é chamada mesmo açafrão. É a cor da faixa de cima da bandeira da Índia.

Ambas as formas têm propriedades nutricionais benéficas para o organismo, em quantidades moderadas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Alerta sobre os riscos do consumo de “Solução Mineral Milagre”

Na sequência de preocupações manifestadas pela OMS relativamente a um produto denominado “Solução Mineral Milagre” (MMS), a Direcção-Geral de Saúde, o Gabinete de Planeamento e Políticas e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica alertam eventuais consumidores sobre os riscos associados a este produto. A Solução Mineral Milagre (MMS) vende-se através da Internet e é apresentada como “uma descoberta que pode salvar a vida” e “a resposta à sida, a hepatites A, B e C, ao paludismo, ao herpes, à tuberculose, à maior parte dos cancros e a muitas outras doenças graves”.

Para saber mais leia o Comunicado de Imprensa aqui.

PESADELO DE DARWIN de Hubert Sauper

Informação recebida da Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN):

2º Ciclo de Cinema e Alimentação APN - 3º filme:

O PESADELO DE DARWIN (Darwin's Nightmare) de Hubert Sauper


Teatro do Campo Alegre, 3 de Novembro de 2010 às 18h30
Filme antecedido pela conferência: Globalização e Políticas Alimentares, por Pedro Graça
Bilhetes: 3,5 euros
Organização da APN em parceria com a Medeia Filmes


Sinopse:
"As margens do maior lago tropical do mundo, considerado como o berço da Humanidade, são hoje o palco do pior pesadelo da globalização.”
Este é o ponto de partida para um documentário cru onde, pescadores, políticos, pilotos, prostitutas e industriais, são os actores de uma realidade atroz que a globalização potenciou, sendo difícil contabilizar os seus efeitos num futuro próximo. Aborda diversos aspectos de relevo, não pretendendo ser o portador de soluções mas, servir como alerta para as mesmas.

Pedro Graça
Nutricionista e Coordenador da Plataforma Contra a Obesidade da DGS.
Licenciado em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), Mestre em Saúde Comunitária e Doutorado em Nutrição Humana. É o actual Coordenador da Plataforma Contra a Obesidade da Direcção-Geral da Saúde e professor regente das cadeiras de Política Nutricional e Comunicação na FCNAUP.
Desenvolve a sua actividade científica na área da Nutrição e Saúde Pública, em especial na área da educação alimentar. Colabora desde 1990 com diversas publicações periódicas fazendo divulgação de ciência na área das ciências da nutrição.