quinta-feira, 30 de setembro de 2010

MAGNÉSIO PREVINE DIABETES

Aumentar a ingestão de magnésio, através da alimentação ou de suplementos, pode ajudar a prevenir a diabetes, segundo um estudo publicado na revista Diabetes Care.

O estudo relizado na University of North Carolina, nos EUA, liderado por Ka He, concluiu que o consumo de magnésio reduziu para metade o risco de desenvolvimento de diabetes durante um período de 20 anos.

Segundo os investigadores, é possível que o magnésio diminua o risco da doença, dado que este mineral é necessário para o funcionamento adequado de diversas enzimas que ajudam o corpo a processar a glicose, melhorando, assim, a sensibilidade à insulina. Os investigadores analisaram a ingestão de magnésio e o risco de diabetes em 4497 homens e mulheres, com idades entre os 18 a 30 anos. Nenhum deles era diabético no início do estudo. Durante os 20 anos de acompanhamento, 330 desses indivíduos desenvolveram diabetes.

As pessoas que consumiram uma maior quantidade de magnésio, uma média de 200 miligramas por cada mil calorias ingeridas, tiveram uma probabilidade 47% inferior de desenvolver diabetes, em comparação com os que consumiram uma menor quantidade, menos de 100 miligramas de magnésio por mil calorias.
Na imagem alguns alimentos ricos em magnésio.


Referência

Dae Jung Kim, MD1, Pengcheng Xun, MD, PhD, Kiang Liu, PhD, Catherine Loria, PhD, Kuninobu Yokota, MD, PhD, David R. Jacobs Jr, PhD and Ka He, MD, ScD (kahe@unc.edu) Magnesium Intake in Relation to Systemic Inflammation, Insulin Resistance, and the Incidence of Diabetes . Diabetes Care, 2010.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MODA PARA MULHERES REAIS


As notícias que se seguem são uma lufada de auto-estima para todas as leitoras que se "sintam mal" por serem "gordinhas". A marca de roupa italiana Elena Miró faz roupa a pensar nas mulheres que vestem acima do 44 (35% das Italianas):

Elena Miró: Quem disse que 'gordinha' não é super sexy?

A marca Elena Miró, já com um lugar bem sólido no mercado internacional da moda, tem uma mensagem muito especial para todas as mulheres: não precisamos de ter medidas de manequim para nos vestirmos super bem, de acordo com as tendências e sem perdermos nem um pouco daquela feminilidade que tanto amamos. A prová-lo, a nova colecção para este Outono!

Veja as fotografias do desfile de moda de Outono para mulheres reais, da marca Elena Miró, aqui.

A marca de roupa para "mulheres reais" está a preparar o primeiro casting internacional para "modelos com curvas", pela internet. Uma forma de promover a concepção de feminilidade que acreditam ser sinónimo de saúde física e mental. O recrutamento terá início num site que a marca está a preparar especificamente para o efeito. As modelos seleccionadas irão ser o rosto não só de Elena Miró em sessões fotográficas, desfiles de moda e outros eventos, como também de outras marcas do Grupo Miroglio especializadas em tamanhos grandes. Um novo projecto que vem reforçar o desejo de Elena Miroglio posicionar o grupo como representante de moda para mulheres reais.

Fontes
http://aeiou.expresso.pt/elena-miro-quem-disse-que-gordinha-nao-e-super-sexy=f604650
e
http://activa.aeiou.pt/artigo.aspx?channelid=6638A5B0-D143-499A-94F5-8E24EAEDF1CC&contentid=B1F0DF8E-C998-4C4E-A0B0-D1DFF31BC35E

sábado, 25 de setembro de 2010

FUTEBOL FAZ MAL AO CORAÇÃO DOS ADEPTOS

Um estudo inglês realizado na Alemanha durante o Mundial de Futebol de 2006 e publicado no The New England Journal of Medicine mostrou que houve um aumento significativo do número de emergências cardíacas nos dias dos jogos da selecção alemã. As vítimas, 4279 pessoas da região de Munique, local onde se realizou o estudo, foram mais homens do que mulheres. No gráfico (clique para aumentar) comparam-se as emergências cardiovasculares em iguais períodos dos anos de 2003, 2005 (períodos de controlo) e 2006. Os picos correspondem aos dias dos jogos da selecção alemã e os dois jogos mais problemáticos foram com as selecções da Argentina (decidido em penaltis) e da Itália (que eliminou a Alemanha) acabando por consagrar-se campeã do mundo.
Os responsáveis por esse crescimento, segundo os investigadores, são, em primeiro lugar, o stresse emocional, mas também o aumento do consumo de tabaco, junk food e de bebidas alcoólicas pelos adeptos alemães nos dias dos jogos.
O que tiramos daqui é que o stresse emocional é um factor de risco cardiovascular que não deve ser descurado. Quem sabe sofrer de doenças cardíacas, como doença coronária ou angina de peito, deverá tomar precauções, aconselhando-se com um médico, nos dias em que assiste aos jogos da sua equipa.

Referência
Ute Wilbert-Lampen, M.D., David Leistner, M.D., Sonja Greven, M.S., Tilmann Pohl, M.D., Sebastian Sper, Christoph Völker, Denise Güthlin, Andrea Plasse, Andreas Knez, M.D., Helmut Küchenhoff, Ph.D., and Gerhard Steinbeck, M.D. Cardiovascular Events during World Cup Soccer.New Engl J Med 2008; 358:475-483January 31, 2008

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O MÉTODO DO BOSÃO DE HIGGS


Venha conhecer um método desenvolvido nos melhores e maiores aceleradores de partículas do mundo e que o pode ajudar a viver melhor. O método do bosão de Higgs contempla uma dieta que segue os mais avançados princípios da física de partículas, uma farmacologia quântica que permite tratar a maioria das patologias (incluindo a melancolia invernal), um creme anti-rugas relativista com partículas à velocidade da luz e um escudo iónico que protege da radiação cósmica (tão prático como um vulgar guarda-chuva). Um espectáculo que aumenta a sua longevidade média, recomendado por 9 em cada 10 físicos teóricos. Os espectadores deste espectáculo têm menos 0,5% de probabilidades de partir uma perna.

Tudo isto hoje à noite em Coimbra numa peça de teatro, escrita e interpretada por cientistas, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:

Texto: David Marçal
Encenação: Amândio Pinheiro
Interpretação: Sara Paz
Video: Patrícia Saramago
Produção: causa.ac

Com a participação especial dos investigadores da Universidade de Coimbra: Ângelo Tomé, Carlos Fiolhais, Ercília Sousa, Filipa Heitor, Inês Morte, João Rodrigues, Paulo Gama Mota, Raquel Ferreira, Rui Carvalho e Sílvia Barbeiro.

O Método do Bosão de Higgs
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
Largo Marquês de Pombal, Coimbra
21h30 e 23h00
24 de Setembro

Entrada livre

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Comemoração do "Dia Mundial do Coração" em Coimbra


Informação recebida da Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia:

Por iniciativa da World Heart Federation, no próximo dia 26 de Setembro, domingo, é assinalado o Dia Mundial do Coração sob o tema “Eu Trabalho com o Coração”. A Fundação Portuguesa de Cardiologia, como membro da Federação Mundial do Coração, tem a incumbência de dinamizar as actividades do Dia Mundial do Coração em Portugal. Em Coimbra, segundo o Professor Polybio Serra e Silva, presidente da Delegação Centro da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), “vamos puxar pelo nosso coração” numa "Caminhada pelo Coração" desde a Praça da República até ao Parque Verde Mondego que termina com a formação de um "coração humano" e com o "Festival da Sopa, do Pão e da Fruta" segundo o seguinte programa:

Dia Mundial do Coração - Coimbra, 26 de Setembro de 2010

Programa

09h00 - Concentração Praça da República: Distribuição de informações, t-shirts e panamás de côr vermelha para a formação de um "coração humano" no Parque Verde Mondego
09h30 - Sessão de yoga do riso
10h00 - Aquecimento da responsabilidade do "Eu faço fitness"
10h30 - Marcha pelo Coração
11h30 - Chegada ao Parque Verde Mondego
12h00 - Formação do "Coração Humano"
12h30 - Sessão de alongamentos com "Eu faço Fitness"
13h00 - Festival da Sopa, do Pão e da Fruta no Parque Dr Manuel Braga e animação com o Rancho Folclórico Camponeses de Montessão

No "Festival da Sopa, do Pão e da Fruta" os conimbrisenses que participarem na "Caminhada pelo Coração" (identificados pelas t-shirts) terão disponíveis oito variedades de sopa: sopa de espinafres, sopa de legumes, canja, sopa de couve de Castelo Viegas, caldo verde, sopa de peixe, sopa de alho francês e creme de legumes gentilmente oferecidas respectivamente pelo Restaurante D.Duarte, Junta de Freguesia de Santa Clara, Junta de Freguesia de S. Martinho, Junta de Freguesia de Castelo Viegas, restaurante Sopas e Sopas, restaurante Sapatilha, restaurante Albatroz e restaurante Três Pinheiros. O pão é gentilmente oferecido pelo Museu do Pão e a fruta não vai faltar graças ao Mercado Abastecedor de Coimbra.

Apareçam e tragam a família e amigos! Vamos formar, em Coimbra, um ENORME CORAÇÂO.

E se a obesidade infantil for causada por um vírus?


A hipótese de que a obesidade pode ter uma origem infecciosa ganhou mais consistência num estudo realizado por investigadores da Universidade da Califórnia (UCLA)que descobriram que crianças expostas a uma estirpe particular do adenovírus (causador de infecções respiratórias e gastrointestinais) são mais propensos à obesidade. O trabalho publicado na revista Pediatrics averiguou a presença de anticorpos específicos para adenovírus 36, ligados anteriormente ao excesso de peso. No total, foram analisadas 124 crianças, com idades entre 8 e 18 anos. Os resultados mostraram que esses anticorpos foram encontrados em 19 crianças e a maioria delas (78%) era obesa.

Os investigadores constataram ainda que esses anticorpos eram mais comuns em crianças obesas: 15 das 67 com excesso de peso deram resultado positivo para o vírus, em comparação com as que tinham peso normal – quatro das 57. De acordo com o estudo, os voluntários com esses anticorpos tinham 22 quilos a mais do que aquelas que apresentaram exame negativo.

Apesar de sabermos que a maioria das crianças obesas são-no porque se alimentam mal, e os pais têm aqui grande responsabilidade, este estudo alerta para a possibilidade da maior facilidade de ganhar peso ser devida a uma infecção pelo adenovírus 36 em qualquer fase da infância.

Referência
Charles Gabbert, MDa,b, Michael Donohue, PhDc, John Arnold, MDd, Jeffrey B. Schwimmer, MDa,e. Adenovirus 36 and Obesity in Children and Adolescents. Pediatrics (doi:10.1542/peds.2009-3362)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Banana eficaz no tratamento da doença de Crohn

A doença de Crohn é uma doença crónica inflamatória intestinal que atinge geralmente o íleo e o cólon, mas pode afectar qualquer parte do tracto gastrointestinal. Nas últimas décadas a incidência da doença de Crohn aumentou tanto nos países ocidentais como nos países em vias de desenvolvimento. Ocorre em igual proporção nos dois sexos e quase todos os casos surgem antes dos 30 anos (a maioria começa entre os 14 e os 24 anos). A causa da doença de Crohn é desconhecida, mas os médicos centram-se em três possibilidades: disfunção do sistema imunitário, infecção e/ou dieta alimentar. Os primeiros sintomas característicos da doença de Crohn consistem em diarreia crónica, dor abdominal (cólicas), febre, perda de peso e perda de apetite. Não existe tratamento curativo para a doença de Crohn, embora alguns fármacos reduzam a inflamação e aliviem os sintomas.

Cientistas da Universidade de Liverpool em colaboração com a empresa de biotecnologia Provexis estão a desenvolver um produto alimentar à base de fibras solúveis da banana. Num artigo publicado na revista “Gut” os investigadores afirmam que as fibras solúveis da banana possuem propriedades capazes de manter a remissão dos sintomas da doença de Crohn.

Constatou-se que os pacientes com doença de Crohn apresentam um número aumentado de Escherichia coli (E. coli) uma estirpe de bactérias comum no intestino. A E. coli tem a capacidade de penetrar nas paredes do intestino através de “células-M”, que actuam como "vigilantes" do sistema linfático. Nos pacientes com a doença de Crohn, este processo provoca uma inflamação crónica no intestino. Neste sentido, os investigadores britânicos descobriram que as fibras solúveis da banana têm a capacidade de impedir que as “células-M” facilitassem a entrada da E. coli na mucosa do intestino e conseguiram reduzir a sua presença entre 45 e 82%. Por outro lado, ficou provado que o polisorbato 80, emulsionante utilizado nos alimentos processados, produz efeito contrário e promove a infecção.

"A doença de Crohn afecta muitas pessoas em todo o mundo, mas tem maior prevalência nos países desenvolvidos, onde a dieta é baixa em fibra e os alimentos processados são muito mais comuns", explica um dos autores do estudo, Jon Rhodes, em comunicado enviado à imprensa.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sumo de mirtilo vermelho eficaz no tratamento das infecções urinárias

Uma equipa de cientistas liderada por Terri Anne Camesano do Worcester Polytechnic Institute, em Massachusetts, apresentaram novas provas científicas sobre a eficácia do mirtilo vermelho no tratamento das infecções urinárias. O estudo apresentado na reunião anual da American Chemical Society mostra como os compostos presentes no sumo de mirtilo vermelho são eficazes no combate à bactéria que mais frequentemente causa infecções urinárias, a Escherichia coli (E.Coli). O sumo de mirtilo vermelho impede que a E. coli forme biofilmes, agregados microbianos estruturados que fornecem um ambiente adequado ao crescimento das bactérias. Provou-se que esses compostos benéficos do sumo de mirtilo conseguem atingir o tracto urinário evitando a aderência das bactérias, oito horas após o consumo da bebida.

São boas notícias para as mulheres, por serem as vítimas mais frequentes de infecções urinárias. A partir de agora podem contar com mais esta preciosa ajuda no seu tratamento.

Fonte
alert-online.com

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ANTES E DEPOIS 2


Mais uma paciente minha que gentilmente enviou duas fotografias suas, uma antes de vir à consulta e outra um ano depois do tratamento, para partilhar a sua história e motivar todos os leitores do blogue que precisam de emagrecer. Como ela costuma dizer: "Não custa nada!"
A Fátima tem 51 anos e veio pela primeira vez à minha consulta no final de 2008. Mede 1,59 m e pesava na altura 87,4 kg, que dava um IMC de 35 kg/m2 (obesidade grau II). Levou para casa o plano alimentar e de exercício físico estabelecido de acordo com o seu tipo de vida e tinha uma grande motivação para emagrecer. Mês sim, mês não vinha à consulta e o peso foi diminuindo numa média de 2,6 kg de cada vez. Ao final de um ano, a Fátima já tinha perdido 15,8 kg. A balança marcava em dezembro de 2009, 71,6 kg. Mas a Fátima continuou a emagrecer e hoje pesa 69 kg (IMC=27 kg/m2) e sabe que não vai voltar mais a ter o peso de 2008 porque aprendeu a comer de outra forma.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

OBESIDADE: UM INIMIGO DO EXÉRCITO AMERICANO


“Too Fat to Fight” (que significa "demasiado gordo para lutar") é o título do relatório, apresentado por um grupo de militares americanos aposentados, que dá conta do excesso de peso de que sofrem os jovens americanos. O estudo apresentado em abril deste ano refere que 27% de todos os adultos jovens com idades entre os 17 e os 24 anos "estão demasiado gordos para serem militares". "Entre 1995 e 2008 a proporção de potenciais recrutas que não passou nos testes de aptidão física por ano, devido ao excesso de peso, aumentou quase 70 por cento". Por outro lado, verificou-se que mesmo os que passavam nos testes básicos de aptidão física tinham menos força e resistência do que os recrutas de um passado recente. Assim é cada vez mais difícil alcançar os padrões de aptidão do exército e é crescente o número dos que vão ficando lesionados pelo caminho. "É o legado do junk food e dos videojogos, agravado pela redução das aulas de ginástica em muitas escolas do ensino secundário," afirmam os oficiais do exército. Pouco exercício físico e uma dieta rica em refrigerantes açucarados e bebidas energéticas mas pobre em cálcio e em ferro dá à "geração Xbox", como lhe chamaram, pouca força, pouca resistência e muitas lesões. De facto, como referem os autores do estudo, para os americanos: "Este não é apenas um problema do exército. É um problema nacional."

Fonte
nytimes.com

Imagem
Scott Olson - Getty Images

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Crianças que dormem pouco têm maior risco de obesidade


Post convidado da minha colega nutricionista Alexandra Mendes:

Um novo estudo, publicado na edição de Setembro da revista Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, refere que as crianças que dormem menos horas à noite têm maior risco de desenvolver obesidade infantil. E não adianta compensar as horas de sono perdidas com uma sesta.

O estudo realizado nas Universidades de Washington e da Califórnia avaliou os hábitos de sono de 1930 crianças separadas em dois grupos por idades: um dos 0 aos 5 anos e outro dos 5 aos 13 anos. As informações foram recolhidas em dois momentos com um intervalo de cinco anos. Os investigadores concluiram que 33% das crianças em idade pré-escolar que apresentavam excesso de peso ou eram obesas eram as que dormiam menos horas. No grupo dos mais velhos não se observou qualquer relação.

Estes resultados mostram que dormir pouco nos primeiros cinco anos de vida é um factor de risco de obesidade.

Referência:
Janice F. Bell; Frederick J. Zimmerman. Shortened Nighttime Sleep Duration in Early Life and Subsequent Childhood Obesity. Arch Pediatr Adolesc Med, Sep 2010; 164: 840 - 845

Imagem
David Roth - Getty Images

OS LEITORES QUEREM SABER

Uma leitora deste blogue colocou-me perguntas cujas respostas partilharei com todos os restantes leitores num novo espaço semanal, todas as terças-feiras, que hoje começa e se intitula OS LEITORES QUEREM SABER. A partir desta semana os leitores que pretenderem saber mais sobre algum assunto relacionado com alimentos, nutrição, saúde ou longevidade podem colocar questões, utilizando para isso o espaço dos comentários ou o meu e-mail (ver coluna lateral). Espero que as respostas aqui dadas venham a interessar mais leitores.

"Sou uma leitora fiel deste blogue. Tenho tirado dele muitas ideias... Quero perguntar-lhe duas coisas:
1. Quando é o lançamento do livro?
2. Tenho uma amiga que tem um linfoma não-Hodgkin, B, indolente, folicular, que não está a fazer qualquer tipo de quimioterapia. Aconselha algum tipo especial de dieta? Pode dar-me só algumas dicas?
Obrigada! "

1. O meu livro "Emagrecer é...", deve sair em Outubro, mas eu darei conta da sua publicação neste blogue.

2. Quanto à sua amiga, com linfoma não-Hodgkin:

O linfoma não-Hodgkin, B, indolente é um cancro do sistema linfático que afecta principalmente os linfócitos B (ou células B) e é indolente porque o seu crescimento é lento. Este tipo de linfoma é mais frequente em pessoas adultas.

Apesar de não existirem recomendações alimentares específicas para o tratamento deste tipo de linfoma sabe-se que a alimentação pode dar uma preciosa ajuda em qualquer tipo de cancro. Assim, recomenda-se manter uma alimentação à base de legumes, frutas e pouca carne ou outros alimentos proteicos. A sopa de legumes deve estar presente nas duas principais refeições. Deve dar-se preferência ao peixe que pode ser acompanhado por saladas, temperadas com vinagre e azeite, ou legumes cozidos ou salteados em azeite e alho. Os bróculos, por exemplo, contêm poderosos compostos antioxidantes (sulforafano) descritos na prevenção e tratamento de diversos tipos de cancro. As frutas devem ser variadas, mas não podem faltar os citrinos e as uvas pretas, mirtilos e todas as bagas azuis ou roxas pelo mesmo motivo dos bróculos. Usar ervas para tempero (saliento a salsa picada crua). Evitar o leite, pelo elevado teor em triptofano, e os doces porque o açúcar alimenta as células cancerígenas (a frutose pode ser usada em alternativa). Deve também incluir semanalmente algumas azeitonas porque contêm ácido oleico e outros nutrientes que inibem determinados factores de crescimento do cancro. E para beber durante o dia a escolha deve recair no chá verde ou preto, quente ou frio. Mas não se esqueça que o deve beber sem açúcar...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

DESCOBERTO O MECANISMO PELO QUAL OS ÓMEGA 3 REDUZEM INFLAMAÇÃO E RESISTÊNCIA À INSULINA

Cientistas americanos descobriram o mecanismo molecular que permite os ácidos gordos ómega-3, presentes no óleo de peixe, reduzirem a inflamação crónica e a resistência à insulina. A equipa liderada pelo Dr. Olefsky identificou o receptor dos ácidos gordos omega-3 (receptor GPR120) que bloqueia a cascata de reacções pro-inflamatórias dos macrófagos intraperitoniais e que reverte a resistência à insulina.

Sabe-se que o mecanismo de resistência à insulina nos obesos está relacionado com a inflamação crónica, mediada por macrófagos, do tecido adiposo. Uma dieta suplementada com ácidos gordos omega-3 presentes no óleo de peixe, activa o receptor GPR120, o que resulta num efeito anti-inflamatório potente que faz aumentar a sensibilidade à insulina.

São boas notícias para os diabéticos tipo 2. É melhor começar já hoje a comer mais peixe.

O estudo foi publicou no dia 3 de setembro de 2010 na revista Cell.

Referência

Da Young Oh, Saswata Talukdar, Eun Ju Bae, Takeshi Imamura, Hidetaka Morinaga, WuQiang Fan, Pingping Li, Wendell J. Lu, Steven M. Watkins, Jerrold M. Olefsky. GPR120 Is an Omega-3 Fatty Acid Receptor Mediating Potent Anti-inflammatory and Insulin-Sensitizing Effects. Cell, Volume 142, Issue 5, 687-698, 3 September 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CAMINHAR PARA A PREVENÇÃO DO CANCRO

Investigadores do World Cancer Research Fund (WCRF) do Reino Unido estimam que, por ano, mais de quatro mil casos de cancro de intestino e cinco mil casos de cancro da mama seriam evitados se as pessoas fossem mais activas fisicamente.

Para Rachel Thompson, chefe-adjunta de Ciência do WCRF, "há evidências muito fortes de que ser fisicamente ativo, fazer o coração bater mais depressa e respirar mais profundamente, é importante para a prevenção do cancro." Pequenas mudanças como "tornar a caminhada um hobby ou ir às compras a pé em vez de usar o carro, pode fazer toda a diferença para a saúde".
Fonte:isaude.net

domingo, 5 de setembro de 2010

ANTES E DEPOIS 1


Uma doente minha autorizou a publicação neste blogue de duas fotografias suas, que gentilmente me enviou, e da sua história de vida.

A Fernanda tem 39 anos, mede 1,50 m e chegou à minha consulta em Março do ano passado com 91 kg e uma grande força de vontade para emagrecer. Sofria de obesidade mórbida e estava em lista de espera para uma cirurgia de sleeve gástrico, também designada por gastrectomia vertical. Disse-me que queria começar já a emagrecer e, sobretudo, aprender a comer. Depois de uma hora de consulta levou para casa o que todos os meus doentes levam: uma lista de alimentos proibidos, as 13 regras de alimentação para a saúde e um plano alimentar baixo em calorias adequado à sua actividade diária. Perdeu peso de uma forma lenta, cerca de dois quilos por mês, apesar de ter cumprido escrupulosamente o plano alimentar e o exercício físico que lhe prescrevi. Nos casos de obesidade mórbida, como o da Fernanda, a dificuldade de perder peso é maior. Em Julho de 2009 foi chamada para a cirurgia e lá foi a Fernanda com um sentimento misto de alegria e medo, mas com muita determinação: não olhou para trás um segundo. Foi operada pelo Dr Alberto Seabra, do Serviço de Cirurgia do Hospital da Figueira da Foz, por quem tem grande estima e admiração. Disse-me que ele durante todo o tempo de internamento a visitou todos os dias (incluindo ao domingo) e esteve sempre presente em todos os exames que fez nos meses que se seguiram à operação. A Fernanda sofreu muito. Mal conseguia comer. Ficava cheia com dois goles de iogurte. Reaprendeu a comer e eu ia-lhe dando achegas para que não tivesse carências nutricionais. Mesmo assim sofreu uma anemia, mas o brilhozinho nos olhos nunca desapareceu.

Passou um ano sobre a operação da Fernanda e ela é uma outra mulher. O que perdeu em peso, 43 kg em pouco mais do que um ano, ganhou em saúde e auto-estima. Ela foi capaz!

A Fernanda faz questão de continuar a ter cuidado com a sua alimentação e a praticar exercício físico diariamente porque não quer voltar a ser obesa. Termino com palavras dela:

"As mudanças conseguem-se com esforço e dedicação. Mas a nossa vontade tem de existir. No meu caso a força de vontade foi ajudada pela minha família!"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sais de Zinco Eficazes no Tratamento do Refluxo Gastroesofágico

Um estudo norte-americano, da Yale School of Medicine, demonstrou que os sais de zinco conduzem a uma cessação rápida e prolongada da secreção ácida. A descoberta pode revolucionar o tratamento dos pacientes que sofrem de refluxo gastroesofágico uma vez que os medicamentos actualmente usados, os inibidores da bomba de protões, podem desencadear efeitos secundários.
O trabalho foi publicado na edição online da “American Journal of Gastroenterology”.