OBESOS RETÊM MAIOR QUANTIDADE DE POLUENTES AMBIENTAIS

Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, detectou níveis preocupantes de poluentes no tecido gordo de 20 pessoas com obesidade mórbida submetidas a cirurgia bariátrica (cirurgia de redução do estômago). A análise do tecido gordo, retirado dos doentes sujeitos à referida cirurgia, revelou altas concentrações de poluentes como dioxinas, dieldrina, DDT e DDE. Alguns deles foram proibidos há décadas, mas acumulam-se no ambiente contaminando a água e a cadeia alimentar, porque não se degradam.

A exposição prolongada a este poluentes tem sido relacionada com um maior risco de sofrer de carcinomas hormono-dependentes, como o cancro da mama, por exemplo. A Dra Conceição Calhau, investigadora responsável pelo estudo, explica que estes poluentes se encontram na carne e derivados do leite, sobretudo nos produtos gordos como as natas e o queijo, mas também se libertam dos recipientes plásticos, contaminando as bebidas e os alimentos embalados neste material.

Reduzir o consumo de carnes gordas e evitar consumir alimentos embalados em plástico são algumas das medidas possíveis para reduzir a acumulação destes poluentes no organismo.

Fonte
noticias.up.pt
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