Emagrecer é...

Especial Crianças

Em Portugal a prevalência de obesidade infantil é muito preocupante apresentando uma das taxas mais elevadas da Europa.

O excesso de peso nas crianças é resultado, quase sempre, de um desequilíbrio entre ingestão alimentar e os gastos energéticos. As nossas crianças estão mais gordas porque passam demasiado tempo em frente aos ecrãs, não brincam nem correm ao ar livre e deslocam-se de carro para todas as actividades. Consomem comida hipercalórica de baixo peso, pelo que nunca ficam saciadas e trocam refeições definidas, com horas próprias, por comiscar toda a tarde, desde que chegam da escola até à hora do jantar. Quando se sentam à mesa, não têm apetite e surge a dificuldade em comer a sopa, a carne ou o peixe, que são realmente importantes para quem tem que crescer saudável. De tudo isto resulta a ingestão de mais 300 a 500 kcal por dia (às vezes mais), superior às necessidades, o que aliada à inactividade física, resulta primeiro em pré-obesidade e mais tarde em obesidade.

O tratamento da obesidade é muito complicado e com taxas de insucesso elevadas, por isso o melhor é prevenir. Os pais têm aqui um papel fundamental e tudo o que necessitam é estarem bem informados para poderem implementar hábitos saudáveis para toda a família: começar o dia com um bom pequeno-almoço à base de leite, pão e fruta; iniciar o almoço e o jantar sempre com um prato de sopa; beber água às refeições (os sumos devem ser completamente abolidos lá de casa); alternar carne e peixe todos os dias; preferir fruta para sobremesa; fazer os lanches da manhã e da tarde com alimentos práticos, mas saudáveis como leite ou iogurte líquido, fruta, pão ou bolachas sem creme tipo "maria" (no máximo seis bolachas, que é o que equivale a um pão) e praticar desporto ou fazer actividade física diariamente porque é a melhor forma de queimar as calorias em excesso.

As crianças em idade escolar, que aliás são as de maior risco, estão na fase em que o processo de aprendizagem é extraordinariamente activo, o que deve ser aproveitado por professores e educadores no sentido de lhes serem ministrados ensinamentos que possam influenciar o seu comportamento alimentar, no presente e no futuro. De facto, são os melhores veículos de informação para os pais e para todos os familiares que mais de perto convivem com elas.
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