quinta-feira, 29 de abril de 2010

Emagrecer é...

Escrever um diário alimentar e de exercício físico

Anotar num diário, em papel, ou num PDA (Personal Digital Assistent) ou num laptop, tudo o que se come e bebe assim como o tempo dispendido a praticar exercício físico pode ser uma boa estratégia para complementar o regime alimentar de emagrecimento. De facto, alguns estudos têm mostrado que quem mantém um diário alimentar não só emagrece mais como também não volta a engordar. De todos os que têm passado pela minha consulta, o "campeão de perda de peso" (como eu lhe chamo), fez isso mesmo. Registou diariamente durante um mês (que é o tempo que decorre entre a primeira e a segunda consulta), tudo o que comeu e bebeu e registou também o tempo de corrida na passadeira que fazia todas as manhãs, em casa, antes de ir trabalhar. Isto obrigou-o obviamente a algum sacrifício para ser mais disciplinado mas, ao mesmo tempo, ajudou-o resistir melhor às tentações alimentares. Resultado: perdeu sete quilos de gordura (a minha balança permite analisar a composição corporal total e por segmentos: pernas, braços e troco) e só lhe faltam quatro quilos para alcançar o seu objectivo de peso. Parabéns!


Quer começar hoje o seu diário alimentar? Deixo algumas regras que poderão ajudar:
  • O instrumento de registo deve sempre acompanhá-lo(a), quer se trate de uma caderno, do PDA ou do laptop. Veja qual destes modelos melhor se adapta no seu caso.

  • Não espere o fim do dia para anotar o que comeu e bebeu. O registo alimentar deve ser feito ao longo do dia, de preferência logo após a refeição. Daqui resulta um controlo mais eficaz da ingestão alimentar.
  • Registe a hora das refeições e a hora de tudo o que come.

  • Refira o tamanho das porções do que comeu. Por exemplo, para o almoço: um prato de sopa de legumes, um bife, duas colheres de sopa de arroz, meio prato de salada mista, um copo de água e uma maçã.

  • Mantenha os registos mesmo nos dias de festa ou naqueles em que não se conseguiu controlar tão bem. Todos temos dias assim, mas é mais fácil mudar o que é medido e avaliado.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Comida picante ajuda a emagrecer?

A resposta é sim! Investigadores do Centro de Nutrição Humana da Universidade da Califórnia, mostraram que a ingestão de comida picante aumenta o consumo de energia do corpo, uma vantagem para emagrecer. De facto, a pimenta contém uma substância chamada capsaicina, o fitoquímico que lhe confere o gosto picante, que tem a capacidade de induzir a termogénese (efeito de transformar parte das calorias dos alimentos em calor). Daí que muitas pessoas transpirem quando comem comida picante.

Outra grande vantagem da capsaicina que os investigadores foram capazes de provar é que este composto aumenta significativamente a oxidação das gorduras, forçando o corpo a usar mais gordura como combustível. Conclusão: uma alimentação baixa em calorias apimentada, é uma grande ajuda para emagrecer!

Fonte; Sciencedaily.com

segunda-feira, 26 de abril de 2010

IOGURTE COM PEDAÇOS DE FRUTA FEITO EM CASA

A necessidade que senti de fazer os meus iogurtes em casa prende-se com o facto de os iogurtes industriais serem demasiado doces, mesmo quando não têm açúcar porque o substituem por "carradas" de adoçantes.

Sabendo que há muitas pessoas que não apreciam iogurtes naturals sugiro-lhes um, com pedaços, igualzinho aos industriais, mas muito menos doce (a doçura fica ao critério de cada um). Basta adicionar ao iogurte natural que acabou de fazer uma colher de chá ou sobremesa (para ficar menos ou mais doce) da compota de fruta preferida. Se pretende, por exemplo, iogurte com pedaços de morango, adicione uma colher de compota de morangos ou, se preferir pedaços de mirtilo (na imagem), adicione uma colher de compota de mirtilos. Proceda assim para qualquer outra fruta que goste. Esta é a melhor maneira de controlar a doçura do seu iogurte de pedaços.

Outro modo mais recomendável, porque menos doce e nutricionalmente melhor, de comer iogurte com pedaços éconsiste em adicionar ao iogurte natural fruta fresca da época. É uma sugestão para quem não queira engordar, porque se come um iogurte com uma densidade energética mais baixa, isto é, um maior volume de alimento (graças às frutas) com menos calorias. Este é um truque muito saboroso para conseguir emagrecer sem passar fome!

sábado, 24 de abril de 2010

PETISCOS INFANTIS




Ora aqui está uma boa forma de fazermos os mais novos comerem vegetais!

FAZER O IOGURTE EM CASA


É possível fazer os seus iogurtes em casa, mesmo sem iogurteira. Este fim-de-semana pus em prática esta ideia que já tinha em mente há algum tempo. Partilho-a agora com os leitores porque é uma receita de fácil execução e económica... além de que o iogurte fica mesmo bom.

Ingredientes
1 litro de leite do dia (meio gordo ou gordo), 1 iogurte natural e 1 colher de sopa de leite gordo em pó (para o iogurte ficar mais cremoso, este ingrediente é opcional).
Preparação
Aquecer o leite à temperatura de 37 ºC (pode usar um termómetro ou, se não tiver termómetro, mergulhe um dos dedos até sentir o leite morno). Numa taça grande (utilize uma que tenha tampa) desfaça o iogurte com um garfo, junte o leite em pó e misture. Adicione o leite lentamente mexendo sempre. Coloque a tampa e embrulhe a taça numa manta durante cerca de 8 horas. O iogurte está pronto! Coloque-o no frigorífico e uma ou duas horas depois já poderá prová-lo.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Leite sem lactose não é para diabéticos


Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão . Nem tudo o que parece é!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Emagrecer é...

Tirar partido desta época do ano, que é a melhor para emagrecer

À medida que a temperatura sobe, sobe também a vontade de emagrecer. De facto a época do ano que estamos a viver, a Primavera e depois o Verão, favorece a perda de peso por diversos motivos. Por um lado, apetecem mais alimentos menos calóricos como saladas mistas variadas, alimentos de baixa densidade energética que permitem "encher" a barriga com poucas calorias. Por outro lado, os dias maiores permitem praticar exercício físico até mais tarde ainda com a luz do dia, mesmo depois do jantar e o tempo é também, em geral, melhor.

A quantidade de vegetais e frutas disponíveis aumenta significativamente e também aumentam as variedades de fruta mais ricas em água o que as torna uma prioridade na alimentação por terem ainda menos calorias. Estou a lembrar-me dos pêssegos, ameixas, pêras das qualidades mais sumarentas, melão, melancia, meloa, uvas, cerejas e morangos todos também boas fontes de nutrientes antioxidantes. A fruta, apesar de ser doce, é sempre a melhor alternativa às outras sobremesas doces.

O exercício físico é essencial no processo de emagrecimento: é tão importante como o cuidado na alimentação. Faz o corpo consumir a gordura depositada nas células gordas durante o Inverno ajudando a perder peso mais depressa. O recomendável, como temos visto, são 60 minutos por dia de exercício moderado, como caminhar. Se dispuser de menos tempo, deve aumentar a velocidade da marcha e transformá-la em corrida à medida que vai ganhando "endurance". Será óptimo manter a frequência diária do exercício, mas, se tal não for possível, procure aumentar o seu tempo de duração nos dias em que o puder praticar.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

OS HIDRATOS DE CARBONO DE ALTO IG FAZEM PIOR ÀS MULHERES DO QUE AOS HOMENS

Consumir hidratos de carbono (HC) de alto índice glicémico (IG) parece estar associado com um maior risco de doença cardíaca coronária nas mulheres, de acordo com um estudo publicado no dia 12 de Abril de 2010 no Archives of Internal Medicine.

O Índice Glicémico (IG) dos alimentos é um parâmetro que permite avaliar o efeito que cada alimento fornecedor de HC tem sobre a glicemia (concentração de glicose no sangue).

A alimentação rica em HC aumenta os níveis de glicose no sangue que por sua vez pode fazer aumentar os níveis de triglicerídeos, um tipo de gordura constituída por uma molécula de glicerol e três ácidos gordos, que circula no sangue e que se deposita nas células gordas (adipócitos).

Duas das principais causas das doenças coronárias são precisamente os altos níveis de colesterol e de triglicerídeos séricos, mas enquanto que o colesterol sobe pelo consumo excessivo de gordura saturada, os triglicerídeos aumentam devido ao consumo frequente de açúcares rápidos (os tais HC de alto IG).

Os autores do estudo chegaram à conclusão que: "um alto consumo de alimentos com HC de alto índice glicémico (como açúcar, doces, bolos, pão branco, etc.) parece influenciar mais o risco de desenvolver doença cardíaca coronária, do que a quantidade total de HC consumidos".

Referência: Sabina Sieri; Vittorio Krogh; Franco Berrino; Alberto Evangelista; Claudia Agnoli; Furio Brighenti; Nicoletta Pellegrini; Domenico Palli; Giovanna Masala; Carlotta Sacerdote; Fabrizio Veglia; Rosario Tumino; Graziella Frasca; Sara Grioni; Valeria Pala; Amalia Mattiello; Paolo Chiodini; Salvatore Panico. Dietary Glycemic Load and Index and Risk of Coronary Heart Disease in a Large Italian Cohort: The EPICOR Study. Arch Intern Med, 2010; 170 (7): 640-647

terça-feira, 20 de abril de 2010

Conseguiu Emagrecer ? Participe no Registo Nacional Controlo de Peso


O Registo Nacional de Controlo do Peso (RNCP) é um programa onde as pessoas com sucesso na redução estável do peso se podem registar voluntáriamente e deixar os seus testemunhos, descrevendo os programas, os métodos e as estratégias seguidas.

Pedro Teixeira, responsável científico pelo RNCP, acredita que os testemunhos, e as conclusões obtidas a partir da sua análise, “vão constituir uma riquíssima fonte de informação, que poderá contribuir para diminuir a crescente prevalência da obesidade e excesso de peso que, em Portugal, atinge números preocupantes.”

Através do site http://www.registodopeso.net/, podem participar todos os indivíduos com idades entre os 18 e os 65 anos, que perderam no mínimo 5 quilogramas nos últimos 15 anos (já na idade adulta) de forma intencional e que conseguiram manter este peso durante um ano ou mais.

Ver outro post aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E O ACTIMEL FAZ BEM À SAÚDE?

Durante muitos anos, a Danone afirmou que o "Actimel ajuda as tuas defesas" e que a Actívia ajuda a regular a digestão. Mas, segundo informa o "El País" de sábado, a Danone acaba de anunciar que suspendeu a pretensão de benefícios para a saúde dos seus produtos Actimel e Actívia. A empresa diz que se trata apenas de uma mudança de estratégia comercial já que legalmente poderia manter esse tipo de publicidade até Setembro deste ano. Acontece que o processo de regulação, na Europa a cargo da Agência Europeia de Segurança Alimentar, está a mudar, havendo em Junho uma reunião decisiva para clarificar as regras. Porém, no Reino Unido já tinha havido oposição legal ao uso daquele género de publicidade naquele produto.

Talvez devido à mudança na publicidade dos produtos, as acções da companhia tiveram, logo a seguir, uma ligeira quebra, que ocorreu apesar de ter havido divulgação de aumento de lucros relativamente a igual período do ano passado.

O CASAMENTO FAZ BEM À SAÚDE?


Um artigo com o título de cima acaba de ser publicado na revista do jornal "New York Times" (ler aqui). É sua autora a jornalista de temas de saúde e bem-estar Tara Parker-Pope autora do livro que está prestes a sair na editora Dutton “For Better: The Science of a Good Marriage”.

É comum, tanto nos homens como nas mulheres, ocorrer aumento de peso depois do casamento. Há até quem fale do "Síndrome da Gordura Pós-Matrimonial". Deste ponto de vista, casar fará mal à saúde...

Mas Parker-Pope fala-nos antes nas vantagens para a saúde do casamento:

"Estudos recentes têm mostrado que as pessoas casadas têm menor probabilidade de padecer de pneumonia, ter uma cirurgia, desenvolver cancro ou ter um ataquescardíacos Um grupo de investigadores suecos descobriu que estar casado ou junto na meia-idade está associada a menor risco de demência. Um estudo de duas dezenas de causas de morte na Holanda descobriu que, em praticamente todas as categorias, desde mortes violentas como homicídios e acidentes de carro até determinadas formas de cancro, os solteiros apresentavam um risco muito maior do que os casados. Ao longo dos anos, estudos como estes têm influenciado tanto a política como a governação, alimentando os esforços nacionais de promoção do casamento, como a Iniciativa do Casamento Saudável do Departamento Norte-Americano de Saúde e Serviços Humanos. De 2006 a 2010, este programa recebeu anualmente 150 milhões de dólares para gastar em projectos como esforços de "redução de divórcio", referindo muitas vezes os benefícios para a saúde de se casar e de permanecer casado."

O artigo centra-se na investigação realizada por um casal de médicos da Faculdade de Medicina da Ohio State University, Ronald Glaser and Jan Kiecolt-Glaser, o primeiro imunologista e a segunda psiquiatra, que tentaram em conjunto estabelecer o novo ramo da neuroimunologia.

"No 'The Journal of Health and Social Behavior' publicaram recentemente um estudo de acompanhamento da história conjugal e de saúde de quase 9000 homens e mulheres nos seus 50 e 60 anos. O estudo, que partiu de trabalho de investigadores da Universidade de Chicago, descobriu que, quando as pessoas ficavam sozinhas - fosse por divórcio fosse pela morte de um dos cônjugues -, sofriam um declínio na saúde física de que nunca iam recuperar totalmente. Estes homens e mulheres tinham 20 por cento mais de incidência de problemas crónicos de saúde, como doenças cardíacas e diabetes, do que aqueles que ainda estavam casados com o primeiro marido ou mulher na meia-idade. Os divorciados e viúvos também tinha envelhecido pior, reportando mais problemas a subir e a descer escadas ou a caminhar grandes distâncias."

Quase no final, informa-nos a autora sobre pesquisas de nutrição:

"Os Glasers estão a realizar estudos para testar se suplementos regulares de óleo de peixe, rico em ácidos gordos ómega-3, podem atenuar alguns dos sintomas físicos do stresse sobre o sistema imunológico.

O casal também vai iniciar um novo estudo sobre a interacção entre a nutrição e o stress matrimonial. Uma pesquisa mais adiantada no estado de Ohio mostrou que, quando aos sujeitos do estudo foram dadas por via intravenosa injecções de gordura durante os períodos de stress, os triglicéridos, gorduras que estão associados a doenças do coração, demoraram mais a deixar a corrente sanguínea. Mas Kiecolt-Glaser está mais interessada no problema do mundo real: O que acontece com a capacidade do corpo de assimilar gorduras, quando os casais discutem à hora do jantar? Para descobrir isso, ela está pensar em alimentar os casais com dois tipos de refeições - uma relativamente saudável e outra rica em gorduras de fast food. Durante a refeição os casais serão convidados a debater temas stressantes, e uma análise ao sangue permitirá depois vislumbrar o efeito que o conflito tem na capacidade do organismo de metabolizar gorduras. "É a maneira ideal", disse Kiecolt-Glaser, de "ver o que se passa com os casais no mundo real, onde muitos conflitos familiares acontecem durante a refeição." "

Aguardam-se as conclusões, que poderão ser interessantes...

sábado, 17 de abril de 2010

150 MIL VISITANTES

Obrigada a todos os que passaram e ficaram a "comer bem ate aos 100". Como autora tiro muito partido deste espaço interactivo porque me estimula, diverte e obriga a acompanhar a constante evolução das ciências da nutrição e alimentação. Agradeço o vosso reconhecimento cada vez que fazem clique no link. Espero continuar a merecer-vos para ter mais visitas, muitas mais...
Bem hajam!

Ana Carvalhas

Fonte Imagem
http://www.evanog.com/press/?s=jpg&paged=4

sexta-feira, 16 de abril de 2010

24 LATAS DE REFRIGERANTE POR DIA!


Notícias recentes dão conta dos desequilíbrios alimentares de Kevin Federline, o ex-marido de Britney Spears. Já foi um bailarino elegante, mas agora está irreconhecível: confessou que chegou a beber 24 latas de refrigerante ao dia. Ver aqui.

A DIETA DOS ESTUDANTES


Daphne Oz, 24 anos, a filha de um dos médicos mais famosos do mundo, o Dr. Mehmet Oz (co-autor dos livros da série "You"), quando estudou na Universidade de Princeton, teve de lidar com os problemas de má nutrição nas universidades americanas. Conseguiu, porém, formar-se com 15 kg a menos do que quando entrou. O seu livro "A Dieta dos Estudantes", que acaba de ser publicado pela Lua de Papel, explica como fez. Ensinamentos, sem dúvidas, oportunos numa época em que os estudantes portugueses se preparam para a época das festas, normalmente caracterizadas por desregulações alimentares.

O pai escreveu o prefácio que começa assim:
"Sou cirurgião cardiovascular. Todos os dias abro um tórax e vejo os tubos ferrugentos de mais um paciente com as artérias obstruídas por causa dos maus hábitos alimentares. Eu e os meus colegas tratamos de pacientes cada vez mais jovens, porque os estragos provocados pelo envelhecimento atacam uma geração que cresceu com muitas tentações e pouca orientação prática para seguir um estilo de vida saudável. Quase todos estavam bem na adolescência, mas a maioria acabou por tomar decisões fatídicas que prejudicaram as suas vidas para sempre.

Começa com uma bolacha aqui e ali e mais um donut ao domingo e depois outro à segunda e mais dois ao sábado. Depois é mais uma barra de chocolate ou qualquer coisa do género, uma colher de geleado e três fatias de pizza em vez de duas. Na universidade, ter de estudar muito (e socializar ainda mais) implica saltar a parte do ginásio e poupar na boa alimentação. E quando chega a hora do American Idol, preferem sentar-se no sofá a desligar a televisão. A única parte do corpo que acabam por exercitar é o polegar direito. (Claro que carregar grades de refrigerantes não conta).

Rapidamente, a barriga cresce e a roupa fica demasiado apertada. E, de repente, um dia, vêem-se ao espelho, ou vêem uma fotografia vossa em fato de banho, ou são os botões das calças que começam a saltar e apercebem-se. Têm o corpo todo mole, que mais faz lembrar um gelado a derreter."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SORRIR PROLONGA A VIDA?

Ficar nas fotografias com um grande sorriso pode ser um sinal de longa vida. Investigadores da Wayne State University, Detroit, nos Estados Unidos, avaliaram os sorrisos em fotografias de 230 jogadores de baseball que iniciaram a sua actividade antes dos anos 50 do século passado, tendo concluído que "os que tinham o sorriso mais intenso viveram mais tempo". Ernest L. Abel, professor de Psicologia na referida Universidade, explica: "Podemos inferir que o sorriso mais intenso indica uma felicidade subjacente ou, se quiserem, uma atitude mais positiva".

http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=114808

quarta-feira, 14 de abril de 2010

EXERCÍCIO FÍSICO NA DOSE CERTA

Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, tentaram determinar a quantidade de exercício físico necessária para que as mulheres não ganhem peso ao longo da sua vida. Segundo o Dr. I-Min Lee, coordenador do estudo Physical Activity and Weight Gain Prevention, que acompanhou cerca de 34.000 mulheres de meia idade ao longo de 15 anos, são precisas sete horas semanais de actividade física moderada, como caminhada rápida, corrida de bicicleta ou dança, para manter o peso. No caso de uma actividade física mais intensa, como corrida, jogging ou pedalar rápido, o mesmo efeito é conseguido em metade do tempo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"FAST FOOD": COMO UMA DROGA DURA?


Dois investigadores do Scripps Research Institute, na Flórida, EUA, publicaram recentemente um artigo na revista Nature Neuroscience (ver aqui) no qual revelam que comida gorda e saborosa aumenta o limiar da satisfação em ratinhos, originando assim um círculo vicioso de ingestão a mais de comida e um consequente prejuízo para a saúde. A compulsão alimentar e o desenvolvimento da obesidade coincidem com a deterioração do equilíbrio químico no cérebro. No estudo, os ratinhos não paravam de comer ou entravam num estado depressivo.

Esta situação, a nível neurológico, não é afinal muito diferente da que provoca, nos seres humanos, a habituação a drogas. A sensibilidade do cérebro dos ratinhos a quem foi dada "junk food" mudou com a perda de resposta a estímulos a ponto de eles continuarem a comer, ficando obesos, mesmo quando percebiam que iam levar choques eléctricos.

A exposição a estes alimentos devem ser muito esporádica e cuidados redobrados quando se trata de crianças e jovens.

Fonte: New Scientist de 3 de Abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Receita de Sopa do chef Gil Edgar

O chef Gil Edgar autor do conceito gastronómico, baseado nos aromas e sabores dos alimentos que fazem parte da boa tradição portuguesa, que põe em prática na sua casa de pasto “Dona Especiaria” em Coimbra, cedeu, gentilmente, a receita de um creme de legumes (sem batata) baixo em calorias, muito fácil de confeccionar e com um sabor único. Como sou apologista de que o consumo diário de sopa no início do almoço e do jantar faz perder peso de forma saudável e consistente, asseguro que, com este creme de legumes sabe muito bem emagrecer...

Na imagem, da esquerda para a direita, o chef Gil Edgar, eu própria, o Professor Polybio Serra e Silva da Fundação Portuguesa de Cardiologia e a Dra Aurora Branquinho, médica de Medicina Geral e Familiar.

Creme de Legumes do chef Gil Edgar
Ingredientes
1,5 l de água
1 colher de sopa de azeite
1 saco de 1 kg de legumes contendo bróculos, couve flor e cenoura (à venda na secção de congelados do Lidl)
1 cebola grande ou 2 pequenas
1 chávena de chá de ervilhas
2 tomates vermelhos
sal marinho tradicional
creme de soja

Preparação
1. Cozer todos os legumes numa panela com a água, azeite e sal.
2. Depois de cozidos triturar com a varinha para obter um creme.
3. Corrigir a água e o sal
4. Servir com um fio de creme de soja

terça-feira, 6 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DA SAÚDE 2010

Amanhã, dia 7 de Abril de 2010, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. Ir para o trabalho a pé ou de bicicleta é uma boa maneira de o comemorarmos.
Este filme faz-nos a seguinte proposta: "em Abril de 2010 une-te aos habitantes de 1000 cidades dispostos a desligar os motores e a ligar os corações".

MÉTODO INFALÍVEL PARA EMAGRECER

Com o regresso do Sol regressa, inevitavelmente, a vontade de emagrecer. Fica a sugestão da Maitena para resistir às tentações doces:

domingo, 4 de abril de 2010

IMPOSTO SOBRE O AÇÚCAR


Transcrevo parte de uma notícia publicada no Jornal de Notícias de hoje e que eu subscrevo vivamente:

Cientistas do prestigiado Instituto Karolinska (Suécia), propuseram a criação de um "imposto do açúcar", a fim de reduzir o consumo de doces que, naquele país, atinge os índices mais elevados do Mundo.

"Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras", dizem os pesquisadores, num artigo publicado no jornal sueco "Dagens Nyheter".

A ARTE DE BEM COMER E DA VOLÚPIA

Transcrevo excerto do livro que acaba de sair na Bizâncio "A arte de bem comer e da volúpia" da ensaísta francesa Dominique Loreau, que vive no Japão desde finais dos anos 70 e que tem divulgado a arte de viver oriental:

"A saciedade moderada é um estado impreciso, contrariamente ao estado de saciedade completa em que a pessoa se sente "repleta". Muitas vezes, é porque comemos sem ter realmente fome que comemos... sem parar! Quando o estômago de um animal está cheio, ele pára de comer. Até aos três anos, os bebés também param de comer quando se sentem cheios. Só depois dessa idade é que continuam a comer, como os adultos, mesmo quando o estômago está saciado. Aliás, o homem é o único ser vivo que não sabe instintivamente quando deve parar. Muitas vezes, quando comeu tanto quanto o estômago lho permite, ainda se sente vazio, ansiando por obter satisfações suplementares. Será que isso se deve à inquietação, ao facto de saber que os abastecimentos constantes de alimentos não são seguros? Haverá uma vozinha a sussurrar: "Come o que puderes enquanto puderes. Este mundo é tão pouco seguro, o prazer tão precário! Explora ao máximo o prazer de comer"? Segundo sociólogos americanos, os sujeitos obesos concederiam muita importância às características externas dos alimentos (odor, gosto, sabor, prazer esperado...) e alargariam os limites da sua saciedade consumindo ainda mais. O desejo substitui então a fome. Os alimentos que se desejam são, em geral, gordos e açucarados. Mas o problema reside no facto de que sem fome não há saciedade, o que significa que não há razão para parar de comer.

Para reencontrar sinais psicosensoriais fisiológicos, a única solução consiste em redescobrir primeiro um verdadeiro prazer em comer e em aprender a comer de outra maneira, sobretudo mais devagar. Com efeito, para que o cérebro envie ao corpo o sinal de que está saciado são necessários cerca de 20 minutos a mastigar e a engolir. Para comer o mínimo possível durante esse espaço de tempo, o truque está em encher pouco a boca e em mastigar insistentemente (daí a importância dos alimentos "sólidos"). Um médico indiano recomendou-me que recomeçasse a mastigar mais uma vez, lentamente, os pedaços de alimentos que me preparava para engolir. Segundo ele., essa técnica, só por si, permite perder vários quilos num ano... Também me advertiu em relação às gorduras e açúcares que, como é sabido, provocam uma saciedade meramente superficial!"

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Emagrecer é...

Especial Crianças

Em Portugal a prevalência de obesidade infantil é muito preocupante apresentando uma das taxas mais elevadas da Europa.

O excesso de peso nas crianças é resultado, quase sempre, de um desequilíbrio entre ingestão alimentar e os gastos energéticos. As nossas crianças estão mais gordas porque passam demasiado tempo em frente aos ecrãs, não brincam nem correm ao ar livre e deslocam-se de carro para todas as actividades. Consomem comida hipercalórica de baixo peso, pelo que nunca ficam saciadas e trocam refeições definidas, com horas próprias, por comiscar toda a tarde, desde que chegam da escola até à hora do jantar. Quando se sentam à mesa, não têm apetite e surge a dificuldade em comer a sopa, a carne ou o peixe, que são realmente importantes para quem tem que crescer saudável. De tudo isto resulta a ingestão de mais 300 a 500 kcal por dia (às vezes mais), superior às necessidades, o que aliada à inactividade física, resulta primeiro em pré-obesidade e mais tarde em obesidade.

O tratamento da obesidade é muito complicado e com taxas de insucesso elevadas, por isso o melhor é prevenir. Os pais têm aqui um papel fundamental e tudo o que necessitam é estarem bem informados para poderem implementar hábitos saudáveis para toda a família: começar o dia com um bom pequeno-almoço à base de leite, pão e fruta; iniciar o almoço e o jantar sempre com um prato de sopa; beber água às refeições (os sumos devem ser completamente abolidos lá de casa); alternar carne e peixe todos os dias; preferir fruta para sobremesa; fazer os lanches da manhã e da tarde com alimentos práticos, mas saudáveis como leite ou iogurte líquido, fruta, pão ou bolachas sem creme tipo "maria" (no máximo seis bolachas, que é o que equivale a um pão) e praticar desporto ou fazer actividade física diariamente porque é a melhor forma de queimar as calorias em excesso.

As crianças em idade escolar, que aliás são as de maior risco, estão na fase em que o processo de aprendizagem é extraordinariamente activo, o que deve ser aproveitado por professores e educadores no sentido de lhes serem ministrados ensinamentos que possam influenciar o seu comportamento alimentar, no presente e no futuro. De facto, são os melhores veículos de informação para os pais e para todos os familiares que mais de perto convivem com elas.

A ÁGUA E A SAÚDE

Informação recebida da Fundação Luso:

"A Fundação Luso tem o prazer de convidá-lo para a conferência sobre A Água e a Saúde, que se realizará no dia 9 de Abril às 15h, no anfiteatro do Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

A conferência conta com a presença do Dr. João Breda, Senior Nutrition Technical Officer da Organização Mundial de Saúde (OMS)."

www.fundacaoluso.pt