Xarope de milho rico em frutose é pior do que açúcar?


Investigadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, concluíram que os açúcares não são todos iguais no que se refere ao ganho de peso e à obesidade. No estudo realizado, o grupo de ratinhos que teve acesso ao xarope de milho rico em frutose ganhou mais peso do que o grupo que teve acesso ao açúcar de mesa. O consumo excessivo de xarope de milho rico em frutose revelou, a longo prazo, um aumento anormal de gordura na região abdominal e dos triglicerídeos no sangue.

O xarope de milho rico em frutose tem vindo a substituir o açúcar utilizado pela indústria alimentar para adoçar refrigerantes, néctares, pães, iogurtes, bolachas, bolos, geleias, refeições congeladas, molhos de tomate, ketchup, etc. É uma indústria que envolve milhões de dólares, de modo que existe, actualmente, uma batalha de marketing entre produtores de açúcar e produtores de milho. O xarope de milho, apesar de ser mais processado do que o açúcar de cana ou beterraba, tem um custo mais baixo (cerca de 20% menos), o que influencia decisivamente a escolha da indústria alimentar.

Tenho dúvidas de que, em se tratando de obesidade, haja diferença entre o xarope de milho e o açúcar de cana ou beterraba. Afinal de contas, ambos, após a digestão, se convertem em glicose e ambos, em excesso, são viciantes, ambos fazem engordar e ambos podem fazer aumentar os triglicerídeos. É importante estarmos atentos aos rótulos dos alimentos, e verificar a existência de xarope de milho (ou qualquer outro xarope) porque não é tão valorizado pelos consumidores como agente potenciador de aumento de peso. Tanto o açúcar como o xarope de milho devem ser consumidos muito moderadamente, preferencialmente só em dias de festa.

Referência:
Miriam E. Bocarsly, Elyse S. Powell, Nicole M. Avena, Bartley G. Hoebel. High-fructose corn syrup causes characteristic of obesity in rats: Increased body weight, body fat and triglyceride levels. Pharmacology Biochemistry and Behavior, 2010;
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