sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"O CAOS NA ROTULAGEM ALIMENTAR"

A propósito da rotulagem dos alimentos: Saiu ontem no New York Times um artigo intitulado "Six Meaningless Claims on Food Labels" (Seis Frases Sem Sentido Nos Rótulos Alimentares) que, citando a coluna Consumer Ally” no AOL’s WalletPop site, alerta para a linguagem utilizada pelos fabricantes para levarem os consumidores a acreditar que os seus produtos são alimentos saudáveis. É cada vez mais comum encontrarmos rótulos com alegações sem sentido como "feito com boas matérias naturais" ou "aprovado pelas crianças". Por outro lado, algumas alegações regulamentadas como "saudável" ou "contém antioxidantes" têm sido de tal modo banalizadas que perderam a credibilidade.

O Centro para a Ciência no Interesse Público (Center for the Science in the Public Interest - CSIP) publicou recentemente um relatório disponível online, com 158 páginas, intitulado "O Caos na Rotulagem Alimentar", onde identifica as seis alegações enganosas mais comuns em alimentos consumidos pelos americanos, que não serão, certamente, muito diferentes dos nossos. Fica aqui, resumindo o que vem no "New York Times", o alerta para estarmos atentos e não nos deixarmos enganar:

1. "Ligeiramente adoçado". Os pacotes de cereais contêm muitas vezes a frase "levemente adoçado" para indicar ou sugerir que contêm menos açúcar. A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA regulamentou a utilização dos termos "sem açúcar" e "sem adição de açúcares", mas não disse nada a respeito das afirmações "com pouco açúcar" ou "ligeiramente adoçado." Estas menções devem ser determinadas por regras nacionais e não pelo marketing, lembra o relatório do CSPI.

2. "Boa fonte de fibras". Cada vez mais alimentos têm escrito nos rótulos que são uma boa fonte de fibra, mas o CSPI observa que muitas vezes a fibra não provém de fontes tradicionais - grãos integrais, feijão, legumes ou frutas - reconhecidamente boas para a saúde. Em vez deste tipo de fibras, os fabricantes adicionam as chamadas "fibras isoladas" feitas de raiz de chicória ou de pós purificados de polidextrose e outras substâncias que ainda não demonstraram o seu efeito para fazer baixar a glicémia (o açúcar no sangue) ou o colesterol.

3. "Reforça o seu sistema imunitário". Este tipo de alegações leva o consumidor a pensar que ficam protegidos das doenças, o que está longe de ser verdade. É uma frase vaga e, por isso, sem muito sentido.

4. "Feito com fruta verdadeira". Muitas vezes a fruta está em baixíssima quantidade e não se trata, frequentemente, do mesmo tipo de fruta retratado na embalagem.

5. "Feito de cereais integrais". Muitos produtos têm no rótulo que provêm de grãos de cereais integrais embora, por vezes, eles contenham farinha refinada como primeiro ingrediente, sendo mínima a quantidade de cereais integrais.

6. "Só contém produtos naturais". O FDA já enviou cartas de advertência a várias empresas lembrando que este rótulo é enganador, mas não emitiu nenhuma regra formal sobre este termo.

Fonte: The New York Times.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Emagrecer é...

Saber ler os rótulos dos alimentos

A rotulagem dos alimentos é fonte de informação alimentar e nutricional que permite ao consumidor fazer escolhas de acordo com um padrão alimentar saudável. No entanto, os rótulos, para a maioria dos consumidores, são muitas vezes de difícil interpretação. Na rubrica "Emagrecer é..." de hoje espero contribuir para que todos fiquem mais bem esclarecidos.

Os alimentos pré-embalados obedecem a normas europeias de rotulagem. Deste modo, é obrigatório que o rótulo contenha:
  • Denominação de venda. É a designação do produto ou o seu nome, por exemplo, "iogurte natural", "manteiga", "farinha láctea". Este ítem deve ainda incluir o estado físico do produto e/ou tratamento a que tenha sido sujeito, por exemplo, "em pó", "liofilizado", "ultracongelado", "fumado", sempre que a sua omissão seja susceptível de gerar confusão.
  • Lista dos ingredientes. Deve ser apresentada por ordem decrescente de quantidades. Não é exigida a indicação dos ingredientes em produtos como frutas, produtos hortícolas frescos, águas gaseificadas, vinagres de fermentação, queijos, manteiga, leite, natas fermentadas e nos produtos constituídos por um único ingrediente.
  • Quantidade líquida. Deve figurar em unidades de volume no caso dos líquidos e em unidades de massa nos restantes produtos. Estão previstas disposições especiais para alimentos vendidos à unidade (por exemplo: os ovos).
  • Data de durabilidade mínima. A data consiste no dia, mês e ano salvo no caso de alimentos de durabilidade inferior a três meses (em que bastam o dia e o mês), dos alimentos com uma durabilidade máxima de 18 meses (bastam o mês e o ano) ou com uma durabilidade superior a 18 meses meses (basta o ano). A durabilidade não é exigida para alguns produtos, como a fruta, o sal, o vinho, etc.
Fonte da informação aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A CONFUSÃO DAS CALORIAS


Tirando uma ou outra excepção, que só serve para confirmar a regra, os comentários dos leitores e leitoras têm sido sempre pertinentes e encorajadores. Um dos últimos que recebi chamava-me com toda a razão a atenção para destrinça que é preciso fazer entre calorias e quilocalorias.

A caloria é uma unidade histórica de energia: foi introduzida no século XIX para designar a energia que é necessária para aquecer um grama de água quando a sua temperatura aumenta de um grau Celsius, ou abreviadamente 1 ºC (ou 1 kelvin). Mas, como essa energia varia conforme a temperatura, foi necessário definir a temperatura de 15 graus (energia necessária para aquecer um grama de água de 14,5 ºC para 15,5 ºC) . Hoje em dia a unidade de energia no Sistema Internacional (SI) de unidades, que tem existência legal no nosso país tal como acontece em muitos outros, é o joule, unidade que tomou o nome do físico inglês James Joule, que realizou experiências sobre o aquecimento da água por processos mecânicos (a queda de um peso fazia girar um agitador dentro de um recipiente com água que a faz aquecer, sendo o trabalho mecânico equivalente a calor). A caloria de 15 graus, ou simplesmente caloria, vale 4,185 joules (foram definidas outras calorias, de valores parecidos, mas elas não interessam para aqui). O símbolo da caloria é cal e o do joule é J, pelo que se escreve

1 cal = 4,185 J

A utilização da caloria como unidade de energia é, em geral, desaconselhada, em favor do joule. Mas acontece que em nutrição o uso da unidade caloria tem uma longa tradição, que é difícil de terminar. A energia libertada pela combustão dos alimentos é, por isso, normalmente medida em calorias. Em vez de caloria, uma unidade mais adequada é a quilocaloria (escreve-se assim e não kilocaloria), que é igual a 1000 calorias, a energia necessária para elevar de 1 ºC a temperatura não de um grama mas de um quilograma de água (a 15 ºC, claro). O seu símbolo é kcal com k minúsculo e não maiúsculo (K maiúsculo é o símbolo do kelvin, o grau de temperatura absoluta que, como já disse, tem um tamanho igual ao do grau Celsius):

1 kcal = 1000 cal

Por vezes chama-se a esta unidade "grande caloria" para a distinguir da outra, e escreve-se para ela o símbolo Cal em vez de cal (claro que, se se escrever o símbolo à mão, difícil será distinguir!). Há quem escreva Caloria e diga, em linguagem oral, "caloria" quando se está a referir à "grande caloria" e não à "pequena". Ora isto pode causar a maior das confusões... Há até rótulos de produtos alimentares que aproveitam esta confusão para enganar o consumidor. Cuidado com os rótulos! O melhor é falar de quilocalorias e não de grandes calorias e, muito menos, de Calorias.

Uma boa fonte sobre o Sistema Internacional de Unidades é:

- Guilherme de Almeida, Sistema Internacional de Unidades (SI), Grandezas e unidades físicas. Terminologia, símbolos e recomendações. 3.ª edição, Plátano, 2002.

Quem consultar este livro fica a saber que os nomes das unidades, por extenso, se escrevem sempre com minúsculas (excepto a palavra Celsius, em graus Celsius), que esses nomes admitem plural (joules, por exemplo), mas que os símbolos das unidades, que se devem escrever sempre em redondo e não em itálico, são em minúsculas, excepto se o nome derivar de um nome próprio, caso em que a primeira letra é maiúscula (assim o símbolo do joule é J). Os símbolos não admitem plural, devendo sempre ser separados do valor numérico por um espaço: por exemplo, 15 ºC e 1 J. Nunca se devem misturar nomes com símbolos.

Também se aprende aí que grama é substantivo masculino e não feminino (deve escrever-se e dizer-se o grama) e que o quilograma é a única unidade de base do Sistema Internacional que tem um prefixo (quilo). Tal acontece porque o grama é historicamente anterior ao quilograma, que veio a ser adoptado como unidade de base do Sistema Internacional para medir a massa (e não o peso, que se mede cientificamente em newtons).

Vou tentar ter mais cuidado na aplicação destas regras!

Imagem: Rótulo de pão de forma (clicar para ver melhor). O valor em calorias está bem indicado para a porção (duas fatias), mas as quantidades por fatia estão erradas, pois devia-se simplesmente ter dividido por dois.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cozinha com Ciência

Informação do Centro de Ciência Viva de Vila do Conde
Sábado, dia 30 de Janeiro pelas 11h00, no Centro Ciência Viva de Vila do Conde, participe com os seus filhos na actividade "IC3 - Investigar . Cozinha com Ciência." O objectivo é desvendar a ciência dos pickles e alguns dos segredos culinários dos grandes chefes.

Inscrições através do telefone 252633383, ou pelo email: info@viladoconde.cienciaviva.pt

Centro Ciência Viva de Vila do Conde
Av. Bernardino Machado, 96
4480-657 Vila do Conde
Tel/Fax: +351 252 633 383
http://viladoconde.cienciaviva.pt
info@viladoconde.cienciaviva.pt

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Verdade ou Mito ?

Sopa sem batata é a melhor para emagrecer.

Tenho referido diversas vezes neste blogue a importância para emagrecer de comer um prato de sopa no início das duas refeições principais do dia. A sopa faz aumentar a saciedade e é um alimento com uma densidade energética muito baixa, isto é, tem poucas calorias para o seu volume. Mas surge frequentemente a dúvida se é preciso fazer uma sopa especial sem batata. A resposta é não! Quando comemos, por exemplo, uma sopa de legumes que levou batata, a porção desta em cada prato de sopa é reduzida. Por outro lado, substitui-se normalmente a batata por cenoura, ou outros alimentos igualmente ricos em hidratos de carbono. Então não há qualquer vantagem na troca.

Qualquer sopa de legumes, com a base de batata, de feijão ou de grão de bico (estes dois últimos são particularmente bons para promover a saciedade uma vez que contêm proteínas), servirá quando o objectivo é perder peso. O valor calórico de um prato de sopa varia, mas ronda normalmente as 80-100 kcal, podendo nalguns casos chegar a 150-200 kcal. Isso é pouco, muito pouco se o compararmos com o valor calórico do segundo prato que ultrapassa muitas vezes as 1000 kcal!

sábado, 23 de janeiro de 2010

INFARMED Suspende Autorização de Sibutramina

O INFARMED informa que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) completou a revisão de segurança iniciada em Dezembro último para os medicamentos com sibutramina. O Comité de Medicamentos para Uso Humano da EMA (CHMP) concluiu que os riscos destes medicamentos são mais elevados do que os benefícios e recomendou a suspensão das respectivas Autorizações de Introdução no Mercado (AIM) na União Europeia.

Os medicamentos com sibutramina estão autorizados na Europa desde 1999 e são utilizados no tratamento da obesidade como auxiliar na perda de peso. Juntamente com uma dieta controlada e exercício físico, estão indicados em doentes obesos ou com excesso de peso que apresentem simultaneamente outros factores de risco, como diabetes tipo 2 ou dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue). Os medicamentos com sibutramina com autorização de venda em Portugal são o Reductil, o Zelium entre outras versões genéricas.

Aos doentes que já estão a tomar sibutramina, o Infarmed aconselha que marquem uma consulta com o médico para escolher uma solução alternativa e explica que podem, se assim entenderem, suspender já a toma do medicamento.

Fonte

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

UM COZINHEIRO DE PESO


O chef austríaco Dieter Koschina, responsável pelo único restaurante com duas estrelas Michelin em Portugal, no Vila Joya (Algarve), deu uma entrevista ao semanário Outlook de sábado passado donde transcrevo este bocadinho, que tem a ver com gastronomia e ganho de peso:
O- Costuma fazer viagens gastronómicas?

DK- Claro. Muitas vezes: pego no carro, percorro o Norte, sigo para Espanha, França, Suíça, Alemanha, Áustria para provar comida e falar com outros cozinheiros. Faço muitas perguntas, ponho-me a par de novas técnicas, das novas tendências, dos novos sabores. É uma escola. O negativo disto é que um mês e meio depois e 30 ou 40 estrelas depois tenho mais uns 10, 12 kg. Almoçar todos os dias num três estrelas, com tudo a que temos direito, custa 1,5 kg a mais por dia.

O- Como recupera disso?

DK- Quando volto, faço uma cozinha simples, clássica, da terra. Não como fígado nem lavagante nem trufas. Quero comida simples e boa.

O- E o que é isso de uma cozinha simples e boa?

DK- Uma cozinha regional, batata e peixe fresco com salada. Quando tenho folga dou uma volta pela praia, procuro uma barraca com peixe fresco. Um robalo fresco grelhado."
Fala quem sabe. A sugestão do grande chef é de seguir: uma cozinha simples e boa!

UMA QUESTÃO DE TEMPO

Miguel Esteves Cardoso aborda a questão do "peso ideal" de um modo peculiar. E tem alguma razão... Transcrevo a sua crónica, publicada no jornal Público de ontem (21/01/2010), intitulada "Uma Questão de Tempo":

«Quando se fala no peso ideal, fixamo-nos no "peso", em vez de interpretarmos "ideal". Estamos todos gordos. Os que não estão também estão doentes. Nós somos obesos; eles são anorécticos; ninguém tem o peso ideal. Sofremos todos de dismorfia -até os narcisistas foram atingidos. Nos EUA dizer "you've lost weight" ou é entendido como um elogio insincero, feito por quem quer (ou tem de) dar graxa a alguém. Já em Portugal, qualquer desconhecido nos segreda que estamos mais gordos desde a última vez que nos viram. (No meu caso, há 15 anos, na "Noite da Má Língua" quando eu era um cocainómano, alcoólatra e nicotinófilo e uma única ostra me parecia um cabrito inteiro, frito em azeite, com chouriças fritas em vez de batatas.)

O ideal humano de hoje é o extraterrestre alto e magro que, no filme Avatar, vive no bolo Pandoro (não confundir com o planeta Panettone): o Na'vi, com aquela tão calmante apóstrofe na entremeada. Ser azul é apenas, como agora se diz, uma "mais-valia".

Proponho que se fale em tempo em vez de quilos. Em vez de dizermos que temos de perder 20 quilos, digamos antes que estamos 20 meses adiantados. Perder um quilo por mês é o máximo aconselhável. Quem tenha exagerado 2 quilos no Natal pode assim dizer que já chegou a Março e que faz questão de se sincronizar. Um quilo são 7700 calorias. Aguentamo-nos com 1200 calorias por dia. Mas comemos 2200 ou mais. Comendo menos 700, perdemos um quilo. E recuperamos uma semana. É mais elegante.»

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

MITOS DA MEDICINA QUE NOS PODEM MATAR

Acaba de sair mais um livro que pretende desfazer alguns mitos da medicina. Informação da Editorial Presença:

Título: Mitos da Medicina Que Nos Podem Matar
Autor: Nancy L. Snyderman
Título Original: Medical Myths that can kill you: and the thruths that will save, extend and improve your life
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 252
Preço com IVA: 15, 90€

Sinopse
Actualmente temos acesso a todo o tipo de informações sobre sintomas, doenças e tratamentos, e, baseados nelas, muitas vezes acabamos por nos autodiagnosticar e automedicar. Mas alguma vez parou para reflectir sobre se essa informação é fidedigna e se não estará a comprometer a sua saúde em vez de o ajudar? Nancy L. Snyderman traz até si os factos que os médicos desejam mesmo que tenha sempre presentes, neste livro onde também pode encontrar um glossário de termos médicos, uma lista completa dos exames considerados indispensáveis e mais de 100 verdades que aumentarão a sua qualidade de vida e longevidade.

Sobre a autora
Nancy L. Snyderman exerce medicina há trinta anos. É editora-chefe na área da medicina para a NBC News e antes de ocupar esse cargo foi correspondente para a ABC News e trabalhou para a Johnson & Johnson. Recebeu vários prémios de televisão e bolsas da Associação Americana de Oncologia e da Fundação Kellogg.

Mulher com 145 kg!?

O peso de uma mulher não diz tudo acerca do seu aspecto físico. Uma mulher que pese 145 kg pode não sofrer de obesidade... mas quase.



É o caso da mulher que está nas imagens que, a serem verdadeiras as suas medidas, pesará 145 kg e medirá 2,23 m, tendo assim um IMC (índice de massa corporal) de 29 kg/m2. Não será obesa, embora tenha, seguramente, uns quilos a mais. De qualquer modo, é preciso algum cepticismo no que respeita a estas e outras imagens e informações que circulam na Net...

Fonte das Imagens
http://email-divertido.blogspot.com/2009/11/uma-mulher-de-145-kg-parece-se-com-que.html

Emagrecer é...

Comer devagar

As pessoas que comem muito depressa têm maior risco de sofrer de excesso de peso e obesidade. A rapidez com que se come é, talvez, um dos hábitos mais difíceis de mudar. No entanto, existem algumas técnicas fáceis de pôr em prática que podem contrariar esse hábito. Se iniciar a refeição com um prato de sopa, conforme tenho aqui recomendado, experimente fazer uma pausa de alguns minutos antes de começar o segundo prato. Aproveite essa pausa para conversar com os outros comensais... Neste intervalo haverá tempo para que chegue ao cérebro a informação de que o estômago está meio cheio. Verá que, a seguir, não só vai comer mais devagar como vai ingerir uma quantidade menor, pois comer depressa significa, normalmente, comer muito.

Uma outra técnica complementar consiste em pousar os talheres entre duas garfadas, mastigando bem os alimentos e, com isso, apreciando melhor o seu sabor. Pode continuar a conversar... No final da refeição verificará que comeu menos do que costumava e valorizou mais o sabor da comida. A refeição foi menos calórica e mais aprazível! Se fizer isto todos os dias, provavelmente vai emagrecer.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DIGA ADEUS AOS MITOS!


Informação sobre novo livro da editora Guerra e Paz:

Título:
Diga Adeus aos Mitos!

Autores:
Dr. Aaron E. Carroll /
Dr.ª Rachel C. Vreeman

Tradução:
António Costa Santos

Saída
21 de Janeiro

Admita-o: tem mais acesso a informação médica do que nunca e, mesmo assim, ainda se deixa levar por crenças relacionadas com o seu corpo e a sua saúde que são totalmente erradas! Diga Adeus aos Mitos! desconstrói essas ideias preconcebidas e mostra-lhe a realidade tal como ela é. Conheça a verdade sobre estes (e muitos outros!) factos: deve-se beber no mínimo oito copos de água por dia; não se deve acordar um sonâmbulo; por cada cabelo branco que se arranca, nascem dois. O Dr. Carrol e a Dr.ª Vreeman juntam à sua meticulosa investigação um jovial sentido de humor, oferecendo ao leitor o conjunto definitivo de desmitificações, em mais de 80 factos subtis, práticos e esclarecedores sobre a nossa saúde e bem-estar.

O Dr. Aaaron E. Carroll é professor associado de Pediatria e director do Center for Health Policy and Professionalism Research, na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, EUA.

A Dr.ª Rachel C. Vreeman é professora assistente de Pediatria no Children’s Health Services Research, na Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, e co-directora da Pediatric Research for Academic Model for the Prevention and Treatment of HIV/AIDS.

Novas Curvas de Crescimento da OMS

A Direcção Geral de Saúde devia adoptar as novas curvas de crescimento da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta ideia é defendida por António Guerra, pediatra e professor da Faculdade de Medicina do Porto, num artigo de opinião publicado na Acta Pediátrica Portuguesa.
"As novas curvas da OMS são da maior relevância para uma avaliação mais correcta do crescimento e constituem um precioso instrumento para a monitorização do estado de saúde e de nutrição do lactente e da criança com implicações a longo prazo no estado de saúde das populações."
Fonte

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tabela da Composição de Alimentos

A "Tabela da Composição de Alimentos" elaborada pelo Centro de Segurança Alimentar do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), dá informação nutricional de 962 alimentos crus, processados e cozinhados, adquiridos em Portugal.

A tabela vai estar disponível on-line, de forma gratuita, mas temos de esperar até Março...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Nutrition Awards 2010

Informação recebida da APN:

A Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) e o Grupo GCI - Gestores de Comunicação Integrada, com o apoio institucional do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, em parceria com diversos organismos e instituições, instituiram os prémios Nutrition Awards, que visam reconhecer e difundir projectos, produtos e serviços na área da nutrição humana em Portugal.

É uma iniciativa pioneira em nutrição em Portugal, atribuindo anualmente os prémios organizados em cinco categorias: Saúde Pública, Nutrição Clínica, Inovação, Qualidade e Segurança Alimentar e Investigação em Ciências da Nutrição.

Os prémios serão atribuídos em Junho de 2010 e as candidaturas podem ser apresentadas por: Universidades, Empresas, Administração Pública, Autarquias, Associações Sectoriais, ONG ou profissionais em nome individual, seguindo o Regulamento e entregues através do site NUTRITION AWARDS 2010.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Verdade ou Mito?

É preciso beber, no mínimo, um litro e meio de água por dia

A água é um macronutriente indispensável porque todas as células e sistemas do organismo dependem dela para a realização das suas funções básicas. Para além de servir de transporte de substâncias, a água desempenha a importantíssima tarefa de regulação da temperatura corporal. O corpo humano perde diariamente quantidades significativas de água através da pele, do aparelho respiratório, pela urina, pelas fezes e pelos mais variados tipos de secreção. Como não possuímos mecanismos de armazenamento de água, como acontece para outros nutrientes, a sua ingestão diária torna-se indispensável. Sem beber não é possível viver mais do que três dias. No entanto, a quantidade diária necessária para cada indivíduo varia de acordo com a sua idade, sexo, actividade física, temperatura ambiente, estado de saúde, hábitos alimentares, hábitos de consumo de álcool, etc.

Estima-se que adultos saudáveis, em condições normais, tenham uma necessidade hídrica diária que ronda o litro e meio, mas nesta contabilidade entra tudo o que se come e bebe durante o dia. Se na alimentação diária entrarem sopas, frutas frescas, legumes, leite, chá, batidos e infusões, não será preciso acrescentar mais um litro e meio de água. Devemos beber de acordo com a sede, porque é reflexo da necessidade do organismo, e a melhor forma de sabermos se estamos a beber suficiente é observando o aspecto da urina: pouco abundante e muito concentrada é um alerta que nos indica que devemos beber água; abundante e de cor clara, (amarelo limão), indica que bebemos suficiente.

Se tem uma alimentação deste tipo, não necessitará de beber mais um litro e meio e até pode ser prejudicial. A água a mais pode fazer mal, porque fluidifica demasiado os líquidos orgânicos com consequentes perdas de electrólitos, designadamente potássio, um importante agente de regulação do meio interno. A hiponatrémia é o termo usado para definir a intoxicação pela água. Nada de exageros porque, em excesso, a água faz mal!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mona Lisa e o Colesterol

A enigmática mulher que serviu de modelo a Leonardo Da Vinci no quadro "Mona Lisa" tinha o colesterol elevado, triglicerídeos aumentados e sinal de um linfoma numa mão. O diagnóstico foi feito pelo médico italiano Vito Franco, depois de ter lançado o seu olho clínico sobre a obra. Vito Franco, professor de Anatomia Patológica da Universidade de Palermo tem-se dedicado a fazer diagnósticos clínicos de personagens de obras de arte. Já foram analisadas por este médico obras como "As Meninas" de Velazquez,"Cupido dormindo" de Caravaggio, "Madonna del Parto" de Piero della Francesca, "Escola de Atenas" de Rafael e "Retrato de Giovane" de Botticelli.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

RESULTADO DO INQUÉRITO


Como se pode ver no gráfico que apresenta os resultados do inquérito, que decorreu neste blog durante a semana, o tema com mais votos foi "Alimentação e Saúde". É um bom sinal porque saber comer permite manter o peso dentro de valores desejáveis e viver mais tempo.
A todos os que participaram no inquérito agradeço a ajuda que me deram. Tentarei reflectir os resultados do inquérito na escolha e afixação de conteúdos.
Bom fim-de-semana!
Ana Carvalhas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Emagrecer é...

Saber por que é que o exercício físico nem sempre resulta

Algumas pessoas praticam exercício físico e não vêem o resultado do esforço na balança. Será que estão a fazer tudo certo? O exercício é muito promovido como método de perda de peso, mas deve ser associado a um regime alimentar para controlo da ingestão calórica de modo a assegurar um balanço energético negativo. Já aqui foi dito que o melhor exercício físico para "queimar" a gordura acumulada é o que faz o organismo recorrer ao metabolismo aeróbico durante pelo menos 60 minutos seguidos. São exemplos de exercícios aeróbicos a marcha, o jogging, a elíptica, o passeio ou corrida de bicicleta, o ténis, a natação, a dança, etc. Se só está a praticar meia hora ou menos por dia de alguma destas modalidades, saiba que isso não é suficiente para emagrecer. Nos primeiros 20 a 30 minutos de exercício aeróbico moderado o organismo gasta as reservas de glicogénio muscular e só começa a usar a gordura como "combustível" na segunda meia hora de exercício (daí a importância de perfazer 60 minutos seguidos).

Outro erro comum das pessoas que não vêem bons resultados na balança é o de comerem e/ou beberem alimentos demasiado calóricos após o exercício. A ingestão de uma bebida energética, no fim de uma caminhada, significa repor todas as calorias acabadas de consumir. Por exemplo: 300 calorias, que é a média da energia gasta numa caminhada, são facilmente repostas com uma bebida energética ou com uma outra bebida muito açucarada.

A água é o líquido de eleição para hidratar a seguir ao treino, porque não tem calorias. A maioria das frutas podem também ser uma opção para hidratar e, ao mesmo tempo, repor alguns iões perdidos com a transpiração. Ter um prato de sopa à espera quando se chega a casa é óptimo porque a sopa é um verdadeiro harmonizador metabólico, baixo em calorias. Pode-se também recorrer a um copo de leite (simples) ou a um iogurte, por serem relativamente baixos em calorias. Todos dispomos de um vasto leque de opções de alimentos (basta pensar na variedade de frutas) para consumir a seguir a uma caminhada ou a outro tipo de exercício físico. É sempre agradável ver o resultado do exercício físico na balança!

Gostaria de lembrar que fazer exercício físico traz benefícios para a saúde, independentemente de fazer ou não emagrecer. De facto, diz-se que tem mais saúde um "gordinho" que faça exercício físico do que um "magrinho" sedentário. Esta noção já existia no século V a.C., estando clara em Hipócrates: “Só a alimentação não mantém um homem saudável; tem também de fazer exercício. Pois a alimentação e o exercício… só juntos originam saúde”.

Salto de Pára-quedas aos 100 anos


A brasileira Aida Mendes (na foto com o neto) realizou o sonho de saltar de pára-quedas após completar 100 anos em Novembro. Tornou-se assim membro do "Guinness World Records", como a mulher mais velha do mundo a saltar de pára-quedas. Diz que sempre praticou desporto, faz caminhadas e a sua energia vem do açaí, fruto do açaizeiro (palmeiras da Amazónia). Ver informação nutricional desse fruto aqui.

Transcrevo a entrevista que Aida Mendes (AM) concedeu à revista Veja, edição 2146, ano 43, nº1 de 6 de Janeiro de 2010(V):
"V- Porque a senhora decidiu saltar de paraquedas?
AM- Sempre gostei de ver o mundo de cima nos aviões. Então meu neto, que é paraquedista, sugeriu que eu fizesse um salto. Fui ao médico e ele me liberou.
V- Como foi a experiência?
AM- Sentir o vento no meu rosto e ver tudo miudinho lá do alto foi a maior emoção da minha vida.
V- O instrutor lhe fez alguma recomendação especial?
AM- Meu filho, ele só pediu que tirasse a dentadura na hora do salto. Ficou com medo que ela saísse voando. Mas eu preferi saltar de dentadura mesmo, porque tinha muitos fotógrafos lá em baixo, esperando por mim. Deu certo: cheguei com tudo no lugar.
V- Não sentiu nenhum medo?
AM- Nem um tiquinho. Gostei tanto que, se Deus permitir, vou dar novo salto quando completar 101 anos. Ah, e também pretendo realizar um sonho: experimentar como é andar em montanha-russa.
V- A senhora leva uma vida activa?
AM- Sempre pratiquei desporto. Até hoje jogo futebol, volei e faço caminhada. Minha energia vem do açaí. Quase toda a noite, como uma tigela de açaí com farinha de mandioca. E, vez ou outra, bebo uma cervejinha. "
Imagem
http://g1.globo.com

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mulheres Casadas Engordam Mais...

Notícia do jornal "i" de sábado, 09/01/2010:

Um estudo realizado na Austrália que envolveu mais de 6000 mulheres durante dez anos e publicado no The American Journal of Preventive Medicine concluiu que as mulheres casadas ou com relações estáveis engordam mais do que as solteiras ou divorciadas. Saiba porquê em http://www.ionline.pt.

É pena o estudo não ter sido feito também com homens. Aposto que o resultado seria idêntico: homens casados engordam mais do que solteiros e divorciados.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Charlotte e Emily Hinch, duas gémeas que nasceram respectivamente em 2005 e 2008

Uma curiosidade que achei interessante, embora lateral à temática deste blogue. Esta fotografia de duas irmãs gémeas, Charlotte e Emily Hinch, está patente na exposição temporária (26/11/2009 a 06/04/2010) "Identity" que visitei no mês passado em Londres no Museu da Fundação Wellcome. Após a fertilização in vitro um ovo foi implantado imediatamente e o outro foi congelado durante três anos. Entre as nove histórias que a exposição "Identity" conta as das duas gémeas foram as que mais me impressionaram. No "site" da exposição encontra-se o seguinte comentário:
"The difference in age immediately subverts our received notions about what it means to be a twin. We tend to regard twins born at the same time as curiosities because they are clones, and to undervalue their individual identities correspondingly. Charlotte and Emily should be spared this indignity."

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

INQUÉRITO

Para compreender melhor os objectivos dos que consultam este blog, coloco uma pergunta(ver barra lateral) que agradeço que respondam ao longo da semana. O inquérito terminará na próxima sexta-feira dia 15 de Janeiro às 12h00. Deste modo poderei orientar o meu trabalho e escrever artigos que estejam mais de acordo com os interesses demonstrados pelos leitores. Sugestões são bem vindas (utilize a caixa de comentários). Vote, a sua opinião conta muito para mim.
Obrigada e Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A FONTE DA JUVENTUDE

"A Fonte da Juventude" de Sanjay Gupta é um livro que saíu recentemente pela editora Lua de Papel, resultado de uma pesquisa sobre longevidade que levou o autor por todo o mundo, desde a Rússia até a Okinawa no Japão. O autor é neurocirurgião e editor de saúde da CNN.

Sinopse:
"Quando este livro começa, encontramos o Dr. Sanjay Gupta em reportagem em Moscovo. Acompanhamo-lo a uma série de clínicas, mais ou menos ilegais, onde clientes ricos de todo o mundo procuram a fonte da imortalidade com… injecções de células estaminais.
É o início de uma viagem fascinante, que nos mostra as últimas descobertas científicas na procura da imortalidade. E, à medida que analisa os mais recentes desenvolvimentos, o autor separa os factos dos mitos, alerta-nos para os tratamentos e produtos perigosos, e oferece-nos uma série de conselhos para pôr em prática, aqui e agora, com o mínimo de esforço e resultados comprovados.
Ficamos a saber alguns factos desconcertantes: é necessário fazer exercício, mas muito mais importante para a nossa saúde é manter uma sólida rede de amigos; comer bem é essencial, mas muito mais relevante do que a qualidade dos alimentos é a quantidade (se comermos pouco, ganhamos anos de vida). "

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Emagrecer é...

Ano Novo, Vida Nova!

Hoje, Dia de Reis, é o dia em que oficialmente terminam as festas. A partir de agora não há mais desculpas! Se tomou, como resolução de Ano Novo, a decisão de fazer por emagrecer, então mãos à obra. Mude velhos hábitos e faça escolhas inteligentes em relação a tudo o que come e bebe. Devemos adoptar uma atitude filosófica em relação à comida, isto é, pense bem e ponha em dúvida se lhe dizem coisas do tipo "a fruta faz engordar" ou "não comas sopa se queres emagrecer". É exactamente o contrário. São estes alimentos que nos enchem a barriga e nos deixam saciados por um preço baixíssimo em calorias (salvo raras excepções). O segredo para que as frutas não engordem está na quantidade. Deve ser comida crua, sem adicionar açúcar nem natas, e, sempre que possível, com a casca. Leia rótulos, consulte calorias, pesquise na web e mantenha-se informado. Lembre-se que a ignorância é um actor de risco da obesidade.

O FUTURO DA MEDICINA JÁ COMEÇOU...

A edição desta semana da revista brasileira Veja traz um artigo muito interessante acerca do potencial de aplicação de raios laser (ondas de luz) e de ultrassons (ondas de som) em procedimentos médicos das mais diversas especialidades.

A asma é uma das situações clínicas em que a utilização dos raios laser para tratamento pode ser verdadeiramente revolucionária. O artigo pode ser lido na íntegra aqui.

Asmática, a assistente social Márcia Mascarenhas Ganen (à esquerda na imagem), de 44 anos, sofria com crises terríveis de falta de ar. As bombinhas de corticóide eram usadas constantemente. Há pouco mais de um mês, ela deu início a um tratamento de controlo da asma por laser. As ondas luminosas regulam as substâncias envolvidas nos processos inflamatórios. Depois da quarta aplicação, Márcia já pode deixar a bombinha em casa.

Fonte: http://veja.abril.com.br

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CIÊNCIA DA TRETA

Vem a propósito do post anterior: a Editora Bizâncio lançou recentemente um livro intitulado Ciência da Treta (tradução do original inglês "Bad Science") de Ben Goldacre, distinguido pela Royal Society (a Academia de Ciências Britânica) como um dos melhores livros de ciência de 2008. “Ciência da Treta” fornece algumas ferramentas para desmontarmos falsas informações sobre produtos ou terapêuticas milagrosas que nos chegam, muitas vezes, por intermédio de celebridades. Nota da editora:

"A informação científica sem qualquer rigor, contraditória e confusa está por todo o lado. Mas eis que Ben Goldacre nos traz uma arma poderosa: com mestria ímpar, desmonta a obscura «ciência» que suporta alguns dos grandes testes farmacêuticos, a essência dos cosméticos milagrosos, e tantas outras maravilhas da ciência que nos são reveladas todos os dias. Mas vai mais longe, dissecando muita «treta» dá-nos as ferramentas para podermos detectar por nós mesmos, sem hesitações, a falsa ciência."

Falsas informações sobre nutrição, dadas por vezes por "estrelas" da televisão, são discutidas num dos capítulos.

Carlos Fiolhais, professor da Universidade de Coimbra, apresenta o livro com mais pormenor no seu blogue "De Rerum Natura" (ver aqui).

CELEBRIDADES SEM CIÊNCIA


A organização britânica Sense about Science publica todos os anos o livro "Celebrities and Science" onde, com a ajuda de cientistas credenciados, desmascara os disparates ditos em nome da ciência por várias celebridades durante o ano. Segundo Ellen Raphael, directora do Sense about Science do Reino Unido, a organização dispõe de mais de 4000 cientistas prontos a ajudar as celebridades a esclarecerem os factos antes de os transmitirem e também explicam ao público por que é que essas afirmações não fazem sentido nenhum à luz da ciência.

O livro "Celebrities and Science 2009", que saiu ontem, está disponível aqui. Transcrevo um exemplo do tema "Nutrição e Alimentos":
"Tomar "shots" de vinagre para "limpar" os alimentos gordurosos e digeri-los mais rapidamente tornou-se regra no mundo das celebridades. Esta moda tem como seguidoras a modelo Cindy Crawford, a atriz Megan Fox e Fergie, a vocalista do grupo The Black Eyed Peas (na imagem), que disse "eu tomo duas colheres de vinagre orgânico de cidra, feito à base de maçã não filtrada. Por alguma razão, notei alguma diferença no meu estômago."
Resposta da Nutricionista Lucy Jones (Whittington Hospital do Serviço Nacional de Saúde Britânico):
"Embora seja atraente pensar assim, não há nenhuma pílula, loção ou poção mágica que seja uma solução rápida para a perda de peso. O corpo, nomeadamente o fígado, é uma boa máquina de desentoxicação de gordura, mas este órgão não é impulsionado pelo vinagre, seja ele orgânico, de cidra filtrado ou por filtrar".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Tudo o que Ellie Harrison comeu num ano

Este filme animado de alta velocidade é o resultado da digitalização de 1640 fotografias que a britânica Ellie Harrison tirou a tudo o que comeu durante um ano. O filme que Ellie Harrison chamou "Eat 22" pode ser visto na exposição permanente do novo Museu Wellcome Collection de Londres.