Gastroplastia e Nutricionistas

A concretização das duas últimas notícias publicadas neste blogue (ver aqui e aqui), ambas no sentido de combater a obesidade dos portugueses, permitirá, se for essa a intenção do governo, a coordenação dos serviços de modo a que os doentes operados beneficiem a seguir de acompanhamento por um nutricionista.

Pelo que me tenho apercebido, no meu e noutros serviços, este acompanhamento não existe para a maioria dos doentes operados nos hospitais públicos, já que não há nutricionistas colocados em número suficiente para fazer este trabalho. E é pena porque, como tenho dito neste espaço, não falta trabalho na área da nutrição clínica nem nutricionistas formados em boas universidades. Profissionais competentes deveriam ser colocados para responder às solicitações, cada vez maiores, que exigem a sua contribuição.

Os doentes que fazem gastroplastia (cirurgia de redução do estômago) são, na sua maioria, pessoas com obesidade mórbida (índice de massa corporal superior a 40), que se vêem "obrigadas", de um dia para o outro, a renunciar praticamente a todos os alimentos . Saem do hospital cheios de dúvidas, quando muito com um manual de instruções alimentares na mão, que não sabem bem como utilizar. De facto, após a alta hospitalar, os doentes estão sujeitos a novos riscos, não tendo a quem recorrer. No ano que vai começar, se houver um bom plano de coordenação entre os serviços hospitalares de cirurgia e os cuidados de saúde primários, necessariamente servidos por mais nutricionistas, os obesos que resolverem deixar de o ser sentir-se-ão mais acompanhados, alimentar-se-ão melhor e correrão menos riscos. Se assim for, no ano novo poderá haver muitas vidas novas!

Legenda da figura:

As imagens mostram um brasileiro de 36 anos que se sujeitou a gastroplastia, tendo emagrecido 103 quilogramas. Descobri-as na Web quando procurava imagens relativas a "cirurgia bariátrica" (que é sinónimo de gastroplastia). Vale a pena ler o texto acerca dos prós e contras desse tipo de cirurgia. O caso representado foi bem sucedido, pois a vida do doente mudou, como ele próprio refere, radicalmente: "É como se eu tivesse outra vida."

Fonte: aqui.

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