quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Emagrecer é...

Especial Ano Novo.

Na rubrica "Emagrecer é..." de hoje quero deixar algumas palavras de motivação a todos os que querem perder peso no ano que está prestes a começar. Há muita gente a lutar diariamente para emagrecer e a prova disso são os inúmeros blogues de pessoas que partilham, numa espécie de diário, a sua experiência de avanços e recuos, sucessos e frustações, compulsão alimentar e autocontrolo. Esses blogues estão cheios de comentários de pessoas que se identificam e se revêem nessas experiências. A compulsão alimentar é aí referida muitas vezes como um comportamento que acontece com mais frequência no final do dia, quando se chega a casa do trabalho ou depois do jantar. Este comportamento não é sinónimo de fraqueza, mas deve ser encarado como um problema que, como tal, deve ser resolvido. O tema da compulsão alimentar é complexo e envolve uma forte componente emocional, mas, do ponto de vista alimentar, há culpados. Falo de alguns alimentos que devem ser evitados a todo o custo porque são viciantes e propiciadores de crises de compulsão alimentar, como o chocolate, os "sumos" (o termo está entre aspas porque é frequentemente utilizado para referir bebidas cheias de açúcar como o ice-tea e as colas, que de sumo não têm nada), doces e todos os que sejam feitos com farinhas refinadas como bolachas, pão de forma, croissants, cereais, etc. Proponho que releiam este post que refere algumas passagens de um livro esclarecedor sobre compulsão alimentar.

Se quer emagrecer em 2010, comece por dizer não aos doces e aos "sumos". Não os leve para casa e quando lhe apetecer muito comer um, vá a pé à pastelaria e sossegue a sua vontade com um pastel, não se sentindo culpado. Beba água à refeição. Vai ver que com o tempo os episódios de compulsão alimentar serão cada vez menos frequentes.

Desejo um Bom Ano de 2010 a todos os visitantes deste blogue!

Ana Carvalhas

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Gastroplastia e Nutricionistas

A concretização das duas últimas notícias publicadas neste blogue (ver aqui e aqui), ambas no sentido de combater a obesidade dos portugueses, permitirá, se for essa a intenção do governo, a coordenação dos serviços de modo a que os doentes operados beneficiem a seguir de acompanhamento por um nutricionista.

Pelo que me tenho apercebido, no meu e noutros serviços, este acompanhamento não existe para a maioria dos doentes operados nos hospitais públicos, já que não há nutricionistas colocados em número suficiente para fazer este trabalho. E é pena porque, como tenho dito neste espaço, não falta trabalho na área da nutrição clínica nem nutricionistas formados em boas universidades. Profissionais competentes deveriam ser colocados para responder às solicitações, cada vez maiores, que exigem a sua contribuição.

Os doentes que fazem gastroplastia (cirurgia de redução do estômago) são, na sua maioria, pessoas com obesidade mórbida (índice de massa corporal superior a 40), que se vêem "obrigadas", de um dia para o outro, a renunciar praticamente a todos os alimentos . Saem do hospital cheios de dúvidas, quando muito com um manual de instruções alimentares na mão, que não sabem bem como utilizar. De facto, após a alta hospitalar, os doentes estão sujeitos a novos riscos, não tendo a quem recorrer. No ano que vai começar, se houver um bom plano de coordenação entre os serviços hospitalares de cirurgia e os cuidados de saúde primários, necessariamente servidos por mais nutricionistas, os obesos que resolverem deixar de o ser sentir-se-ão mais acompanhados, alimentar-se-ão melhor e correrão menos riscos. Se assim for, no ano novo poderá haver muitas vidas novas!

Legenda da figura:

As imagens mostram um brasileiro de 36 anos que se sujeitou a gastroplastia, tendo emagrecido 103 quilogramas. Descobri-as na Web quando procurava imagens relativas a "cirurgia bariátrica" (que é sinónimo de gastroplastia). Vale a pena ler o texto acerca dos prós e contras desse tipo de cirurgia. O caso representado foi bem sucedido, pois a vida do doente mudou, como ele próprio refere, radicalmente: "É como se eu tivesse outra vida."

Fonte: aqui.

Governo Atento à Obesidade Mórbida

Notícia do jornal "i" online:
"Depois das cataratas, a banda gástrica. O Ministério da Saúde assina hoje com 19 hospitais públicos um contrato especial para reduzir o tempo de espera dos doentes com obesidade grave, até aqui condenados a aguardar mais de um ano por uma operação. Em 2010, serão gastos 12 milhões para tratar uma doença que afecta cada vez mais portugueses e que custa, por ano, 500 milhões de euros ao país - a avaliação é de um estudo recente da Escola Nacional de Saúde Pública. Nos últimos anos, o número de obesos não pára de crescer, mas as operações não. A colocação de banda gástrica é a cirurgia com a maior demora no país e, em vez de melhorar, tem piorado sucessivamente nos últimos anos."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Agrupamentos de Centros de Saúde sem Nutricionistas

Notícia jornal "Público" on-line de ontem (27.12.2009):

"O objectivo do Governo de colocar um nutricionista em todos os agrupamentos de centros de saúde, em 2009, ficou por alcançar: há cerca de 80 nos cuidados primários, mas prevê-se um “significativo aumento” em 2010, segundo o Ministério da Saúde."

Espero que sim, que o Governo cumpra este objectivo, porque há cada vez mais trabalho a fazer nos cuidados de saúde primários e há muitos nutricionistas por colocar. Basta ver que mais de metade da população adulta portuguesa tem excesso de peso ou é obesa e que estes estados são responsáveis pela maior parte das situações de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares... Os nutricionistas são indispensáveis para travar esta epidemia.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

BOAS FESTAS !

Emagrecer é...

Especial de Natal.

O Natal é tempo de festa e devemos vivê-lo de acordo com as nossas melhores tradições gastronómicas. Os dias de festa, meia dúzia num ano, são tradicionalmente dias em que juntamos família e amigos em volta de uma mesa farta. Não são estas as refeições responsáveis pelo aumento significativo e sustentado de peso de que a maioria das pessoas se queixa.

Veja o exemplo do Pai Natal. Ele veio à minha consulta em Janeiro, aprendeu as regras "Emagrecer é...", pô-las em prática durante todo o ano e hoje partilha na blogosfera, com os seguidores deste blogue, o resultado. Dezenas de outras pessoas, menos mediáticas do que o Pai Natal, tiveram resultados semelhantes. Mudaram hábitos, emagreceram e, o melhor de tudo, fizeram-no sem passar fome. Hoje sentem-se bem e fazem-me sentir bem. Bem hajam por isso!

Se tem peso a mais, não hesite, faça como o Pai Natal: Procure um nutricionista em 2010...

BOAS FESTAS !

Ana Carvalhas

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A Origem do Bolo-Rei

O bolo-rei é o nosso bolo tradicional de Natal. Tem a forma de uma coroa enfeitada com frutas cristalizadas e simboliza os presentes que os três Reis Magos deram ao menino Jesus. Apesar de ser conhecido em todo o país e de estar presente nas mesas portuguesas nesta quadra, o bolo-rei teve a sua origem em França.

Segundo consta, a receita foi trazida de Paris pelo filho do fundador da Confeitaria Nacional de Lisboa, Baltazar Rodrigues Castanheiro Júnior, local onde foi vendido pela primeira vez em meados do século XIX.

Durante a quadra natalícia a Confeitaria Nacional oferecia aos lisboetas «uma exposição de doces, de grandes construções de açúcar e amêndoa, de bolos de ovos de entre os quais se destacava uma afinidade de estonteantes e bojudas lampreias, de prodigiosas fantasias enconfeitadas e de tudo quanto de mais delicado e original a arte dos doces podia então produzir. (...) E a exposição, diariamente renovada, durava até ao fim das festas, ou seja até ao dia de Reis, dia em que esta confeitaria fazia um negócio de mão cheia. É que ela fora a primeira em que o afamado Bolo Rei se vendeu em Lisboa, bolo sempre ali feito- até hoje - por uma receita que Baltazar Castanheiro Junior trouxera de Paris.» (Luís Pastor de Macedo in "Lisboa de Lés a Lés", 1940-41).

A pouco e pouco, outras confeitarias passaram a fabricar o bolo-rei que deu origem a várias versões que em comum tinham, muitas vezes, apenas a fava. A fava no interior do bolo-rei tem também uma explicação lendária, que a faz remontar aos Reis Magos. Quando estes viram a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si qual iria ter a honra de ser o primeiro a entregar ao menino Jesus o presente que levava. Como não conseguiram chegar a acordo, um padeiro prometeu confeccionar um bolo escondendo no seu interior uma fava. O que tivesse a sorte de retirar a fatia com a fava seria o que entregaria em primeiro lugar o presente ao menino Jesus. O problema ficou resolvido, mas a lenda não revela a qual dos Reis Magos - Gaspar, Baltazar ou Belchior - calhou a fava.

Estamos quase no Natal, a época por excelência para comer bolo-rei. Do ponto de vista energético, segundo a "Tabela da Composição dos Alimentos Portugueses" (F. A. Gonçalves Ferreira, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, 1985), uma fatia de bolo-rei (100 g) fornece 321 calorias. Há pior, muito pior, eu garanto!

Imagem:
http://experimentamos.blogs.sapo.pt/2937.html

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Dor Crónica Provoca Falhas na Cognição

Notícia recebida da Universidade do Porto:

A investigação liderada por Miguel Pais Vieira, doutorado em Biologia Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, analisou os efeitos da dor crónica sobre os processos de atenção, memória e tomada de decisão em ratinhos.
"A dor crónica tem sido associada a défices cognitivos humanos (como a doença de Alzheimer), apesar de a origem e/ou as bases biológicas não serem claras. O estudo dá mais um passo na procura do saber, demonstrando que, em condições de dor crónica, o sistema de recompensa/aversão fica afectado, podendo provocar algumas falhas neurais."
Ler notícia completa aqui.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ácidos gordos ómega-3 melhoram capacidades cognitivas

A propósito do tema do post anterior, vale a pena ver este vídeo, que tem a duração de 12 minutos, sobre a acção dos ácidos gordos ómega-3 do peixe (os de cadeia longa) na capacidade de concentração das crianças, na memória e na melhoria da aprendizagem.

Eu, que sou avessa a recomendar suplementos alimentares, fiquei rendida ao óleo de peixe, que contém o mesmo tipo de ácidos gordos ómega-3 do óleo de fígado de bacalhau que tomámos em criança:




Omega 3 y cognicion

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

OS ÓMEGA-3 NÃO SÃO TODOS IGUAIS


A revista Nature publicou recentemente mais um artigo científico que mostra as vantagens, para a saúde cardíaca e vascular, do consumo de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa. Estes estão presentes na gordura dos peixes de águas profundas, como o salmão, o atum, o bacalhau e o cação, e são diferentes dos ácidos gordos ómega-3 que se encontram nos alimentos vegetais. Sabemos que as nozes e os óleos de sementes de linhaça, de girassol ou de soja, têm ácidos gordos ómega-3, mas estes são de cadeia curta e, aparentemente, não têm os mesmos benefícios para a saúde (cardiovascular) que os de cadeia longa, existentes no peixe.

A indústria alimentar adiciona ácidos gordos ómega-3 a determinados alimentos alegando vantagens para a saúde, com o manifesto objectivo de aumentar as vendas, mas não esclarece qual ou quais são os ómega-3 que utiliza. Não é difícil prever que serão certamente os de origem vegetal, de cadeia curta, cujo ocusto de extracção é muito menor. Mas os alimentos enriquecidos são mais caros uma vez que, sempre que alegam um benefício para a saúde, passam a ser considerados "alimentos funcionais". No entanto, neste caso, as vantagens para a saúde do consumidor são muito duvidosas...

No estudo provou-se existirem vantagens cardiovasculares pelo consumo de 1 g de ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa por dia em pessoas com doença coronária. Os cientistas consideram que pessoas saudáveis deviam tomar uma dose de 250 a 500 mg de ácidos gordos ómega-3 por dia através da ingestão de óleo de peixe ou de comprimidos de óleo de peixe.


Referência
John H. Lee , James H. O'Keefe , Carl J. Lavie and William S. Harris."Omega-3 fatty acids: cardiovascular benefits, sources and sustainability", Nature Reviews Cardiology 6, 753–758 (1 December 2009)

Imagens
http://altmed.creighton.edu
http://toligadonews.blogspot.com/2009/10/alimentos-enriquecidos-beneficio-ou.html

Emagrecer é...

Resistir aos bolos secos.

Muitas pessoas consideram o "bolo seco" com que acompanham o café uma escolha "light", isto é, que não faz engordar. De facto, os bolos sem creme não são sinónimo de poucas calorias. Os queques ou os bolos de arroz, apesar de não terem creme feito de manteiga, de margarina ou de natas, fornecem muitas calorias. Têm mesmo muita gordura, só que está "escondida". Este tipo de bolos que se costumam comer de consciência tranquila podem chegar a fornecer cerca de 500 calorias (valor idêntico ao que fornece um hamburguer das cadeias de fast-food).

Se faz mesmo questão de comer um bolo quando toma o café, mais vale escolher o pastel português mais tradicional, o pastel de nata. Trocar o "bolo seco" pelo pastel de nata significa deixar de consumir entre 150 a 200 calorias (números redondos).

Aos habituais leitores do "Emagrecer é..." o meu pedido de desculpas por só ter saído hoje.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ter Aparência Jovem é Bom Indicador de Longevidade

Um estudo dinamarquês revelou que pessoas que aparentam menos idade vivem mais tempo do que as que parecem mais velhas do que realmente são.

O estudo feito com a colaboração de 387 pares de gémeos, durante sete anos, mostrou que aqueles que eram apontados pelos colegas, professores e enfermeiros como tendo uma aparência mais jovem, tinham tendência para viver mais do que os seus irmãos com aparência de mais velhos.

A explicação biológica parece estar nos telómeros (na imagem), estruturas constituídas por filamentos de DNA que formam a extremidade dos cromossomas e cuja função principal é manter a estabilidade destes. Cada vez que a célula se divide, os telómeros são ligeiramente encurtados uma vez que não se regeneram. A partir de determinada altura, os telómeros estão de tal maneira curtos que a célula perde a capacidade de se dividir.

Os investigadores concluíram que os telómeros mais curtos estão relacionados com algumas doenças e com o envelhecimento mais rápido. No estudo, as pessoas que possuíam cromossomas com telómeros mais longos tinham uma aparência mais jovem e viviam mais do que os seus irmãos.

O modo como poderemos conservar os telómeros mais longos será, com certeza, objecto de muitos estudos interessantes no futuro.

Fonte
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/aparencia-jovem-pode-significar-vida-mais-longa-519681.shtml

Imagem
http://scienceblogs.com.br/brontossauros/index.php?page=2

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Adolescentes: A Melhor Estratégia para Emagrecer

Um estudo que envolveu 130 adolescentes obesos, realizado por um grupo de nutricionistas americanos, mostrou que a melhor fórmula para emagrecer é a que associa a alimentação menos calórica ao aumento do exercício físico. Até aqui nada de novo! Mas o estudo serviu para mostrar que nem as fórmulas dietéticas que substituem refeições (como batidos, ou tabletes), nem dietas desequilibradas à base de proteínas (dieta de Atkins), nem o uso de laxantes ou diuréticos, todos processos pouco saudáveis de perder peso (que não é o mesmo que emagrecer!), são eficazes no emagrecimento dos jovens.

A conclusão é simples: se se quer emagrecer o balanço energético terá de ser negativo, isto é, a ingestão de calorias deve ser menor do que o gasto energético na realização das actividades diárias.

Os adolescentes bem sucedidos eliminaram o consumo de refrigerantes e sumos, diminuíram o consumo de alimentos "fast-food", reduziram o tempo passado em frente à televisão, fizeram mais exercício físico e conseguiram controlar eles próprios o seu peso.

Referência
Kerri N. Boutelle, Heather Libbey, Dianne Neumark-Sztainer, and Mary Story. Weight control strategies of overweight adolescents who successfully lost weight. Journal of the American Dietetic Association, Vol 109, n. 12, ps. 2029-2035 (December 2009).

Imagem
http://www.squidoo.com/teensolutions

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Emagrecer é...

Ter maçãs sempre à mão.

A maçã possui características nutricionais únicas que justificam o ditado popular "uma maçã por dia do médico nos alivia". É um fruto com poucas calorias (valores que variam entre 40 e 80 calorias por cada maçã), praticamente isento de proteínas e gorduras, mas rico em água (cerca de 90% do seu peso), fibras solúveis e insolúveis, compostos fenólicos e vitamina C (os dois últimos com propriedades antioxidantes). Devido às suas características morfológicas e de conservação trata-se de um fruto prático, óptimo para levar para o trabalho e ter à mão sempre que fizer uma pausa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

TOP TEN DA OBESIDADE


Segundo o sítio Global Post estes são os dez países com as maiores taxas de excesso de peso do mundo (o número indica a percentagem de pessoas desse país com índice de massa corporal superior a 25):

1) Samoa Americana, 93,5%
2) Kiribati, 81,5%
3) EUA, 66,7%
4) Alemanha, 66,5%
5) Egipto, 66%
6) Bosnia-Herzegovina, 62,9%
7) Nova Zelândia, 62,7%
8) Israel, 61,9%
9) Croácia, 61,4%
10) Reino Unido, 61%

Paul McCartney defende menor consumo de carne

O ex-Beatle Paul McCartney (na imagem) é um adepto da alimentação vegetariana. É por isso natural que tenha ido ao Parlamento Europeu falar sobre as vantagens de não comer carne. O título da sua intervenção, efectuada nas vésperas da Cimeira de Copenhaga, "Menos Carne, Menos Calor" remete para a ligação entre o consumo de carne e o aquecimento global, de que falei no post anterior.

Fonte: Público, 5/12/2009

Consumo de carne e o aquecimento global


Começa hoje a cimeira de Copenhaga sobre alterações climáticas. As emissões de gases com efeito de estufa são hoje consideradas as principais responsáveis pelo fenómeno do aquecimento global. Segundo um relatório publicado em 2006 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) a produção de carne é o segundo maior emissor de gases com efeito de estufa. Este sector contribui com 18 por cento daqueles gases, levando em conta todos os que são emitidos ao longo da cadeia de fabrico da carne. Nessa percentagem incluem-se os arrotos das vacas, porque o gás expelido está carregado de metano, cujo efeito de estufa é 25 vezes maior do que o do dióxido de carbono.

De todos os recursos alimentares, a produção de carne produz o maior impacto ambiental. Cortar alguma carne da sua dieta, pode fazer a diferença. Pense nisto!

Imagem:
http://media.independent.com/img/photos/2007/08/29/082_beef.jpg

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"A Cozinha é um Laboratório"

O Livro "A Cozinha é um Laboratório" de Margarida Guerreiro e Paulina Mata saiu há dias pela mão da editora Fonte da Palavra. Já o adquiri e fiquei encantada pela sua prosa leve e cheia de humor aliada ao rigor científico da informação. As autoras são ambas licenciadas em Engenharia Química, investigadoras e ambas se interessam pela "gastronomia molecular", a ciência que estuda os fenómenos químicos e físicos que ocorrem durante os processos culinários. Para saber mais sobre "gastronomia molecular" e sobre as autoras releia um post que escrevi há uns tempos aqui.

É um excelente presente de Natal para jovens e adultos. Transcrevo a nota das autoras, para abrir o apetite pela ciência, na hora de fazer o jantar:

«Com este livro gostaríamos de mostrar às pessoas que cozinham que a maior parte das directivas culinárias que têm recebido ao longo da vida têm uma razão – mas que também as há que não têm razão alguma. É importante questioná-las, tentar compreendê-las... As alterações que os alimentos sofrem durante os processos culinários têm justificações de base científica que a maior parte das pessoas desconhece. Daí que cada passo duma receita possa ser compreendido à luz de conhecimento científico. A cozinha é mesmo um laboratório! Compreender o que se passa quando preparamos um belo bife grelhado, com ovo a cavalo e acompanhado de batatas fritas pode não trazer grandes melhorias no resultado final, mas dá, por certo, algum prazer intelectual e faz-nos entender que as tais instruções são o resultado de um trabalho baseado no método da tentativa e erro levado cabo ao longo de anos e anos. Certamente já lhe disseram que a curiosidade matou o gato. Não vá nessa... Não tenha medo! Vamos decifrar conjuntamente alguns dos enigmas culinários que nos têm perseguido.»

Fonte: http://fontedapalavraeditores.blogspot.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Excelência Alimentar Portuguesa

Portugal ocupa o quarto lugar numa lista de países europeus com maior número de produtos alimentares regionais de excelência.

A Fundação Qualivita criada em Itália em 2002 com o objectivo de proteger e valorizar a qualidade dos produtos alimentares agrícolas regionais, publicou um atlas alimentar, o Qualigeo Atlas, com os melhores produtos tradicionais europeus. O presunto de Barrancos, o azeite de Moura, os queijos de Serpa e da ilha de São Jorge e o chouriço de carne de Vinhais são algumas das iguarias tradicionais portuguesas que constam no Qualigeo Atlas publicado em Outubro passado.

Para poderem integrar o Qualigeo Atlas os produtos deverão ser resultado de receitas artesanais que respeitem as especificidades tradicionais.


Fonte:
http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=1417

Imagens:

http://www.netartesao.com/gastronomia/7/

Emagrecer é...

Excluir a terapêutica medicamentosa para tratar a obesidade.

Alguns doentes com excesso de peso chegam à minha consulta de nutrição clínica e alimentação com esperança de que lhes dê não só uma dieta mas também mais "qualquer coisa" para ajudar. Perder peso fácil está geralmente associado à ideia de recurso a fármacos, embora a experiência das complicações resultantes da administração de vários medicamentos dietéticos, ao longo de décadas, coloque em dúvida a boa relação benefício/risco.

Actualmente, estão no mercado dois fármacos cujos princípios activos são a sibutramina e o orlistat, que podem ser receitados durante um certo período. Apesar de serem diferentes os respectivos mecanismos de acção, ambos têm efeitos adversos.

A sibutramina, um inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina, actua aumentando os níveis destas duas substâncias químicas do cérebro que ajudam a controlar o apetite. O aumento da pressão arterial é o seu principal efeito secundário, não devendo por isso ser tomada por pessoas com hipertensão não controlada.

Por seu lado, o orlistat é um inibidor da lipase, uma enzima produzida no pâncreas, que é bloqueada, impedindo que cerca de 30% da gordura alimentar seja digerida e absorvida no intestino. Os efeitos indesejáveis são a produção de fezes oleosas, o descontrolo das dejecções e a má absorção de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K). Aconselha-se, então, quem esteja a tomar orlistat que compense essa falta com suplementos destas vitaminas e ainda a ter em atenção a falta de vitamina B12 e de ferro.

A prescrição de qualquer um destes medicamentos para emagrecer implica sempre a recomendação de dieta baixa em calorias e aumento de exercício físico. O medicamento por si só, sem orientação alimentar, não permite mais do que uma baixíssima redução de peso. O peso perdido é recuperado facilmente logo que termine a medicação.

Sabendo tudo isto, pergunto: Valerá mesmo a pena tomar medicamentos para emagrecer?

Emagrecer sem esforço é utópico. Mudar hábitos exige determinação e força de vontade, o primeiro passo para iniciar um programa de perda de peso naturalmente saudável e consistente. O segundo passo será procurar um nutricionista, o profissional de saúde mais habilitado para lhe dar acompanhamento durante todo o processo de emagrecimento e , depois, durante a fase de manutenção do peso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Matemática da Longevidade

Saiba quantos anos pode somar à vida com cada um dos bons hábitos propostos pelos médicos americanos, autores dos livros "YOU", Michael Roizen e Mehmet Oz.(clique na imagem para a ampliar)