Congresso da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade

Começa amanhã em Vilamoura o 13º congresso da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) sobre o tema “Obesidade: várias faces, um objectivo”. Segundo o Dr Galvão-Teles (na imagem), Presidente do Congresso e da SPEO, "este será, sem dúvida, um dos eventos mais importantes que decorrerão na área da saúde em 2009".

Lembro que se trata do maior encontro médico-científico desta área clínica que se realiza anualmente em Portugal, pelo que as expectativas são grandes no que se refere ao encontro de soluções válidas para prevenir e tratar a obesidade e as doenças a ela associadas.

À semelhança das edições anteriores, haverá lugar a várias mesas redondas, das quais se destaca a que abordará a multiplicidade de doenças resultantes da obesidade, como a diabetes, que afecta 900 mil portugueses, 90 por cento dos quais são obesos. "O controlo do peso é a melhor forma de controlar a diabetes", afirmou o Dr. Galvão-Teles.

Entre as várias actividades que preencherão os três dias de congresso, o presidente da SPEO destacou o lançamento do primeiro fórum do Observatório Nacional da Obesidade e do Controlo do Peso (ONOCOP), subordinado ao tema "Obesidade infantil em Portugal: que prioridades de intervenção?”.

Será igualmente apresentado o sítio interactivo “O Peso Certo: Menos Peso, Mais Saúde”, um projecto do Núcleo de Endocrinologia, Diabetes e Obesidade (NEDO), apoiado pelo laboratório Abbott, que pretende dar resposta ao problema da obesidade indicando medidas de prevenção.

Galvão-Teles considera que Portugal “tem feito um trabalho de gabinete profundo relativamente à prevenção e terapêutica”. Contudo, “na prática tem-se feito muito pouco. Não há verdadeiramente uma linha condutora do que é necessário fazer para a prevenção da obesidade infantil”, concluiu.

O panorama português da obesidade não é nada animador. Cinquenta e um por cento da população tem excesso de peso (pré-obesidade) ou é obesa. A minha expectativa para este congresso é grande. Espero, como diz o presidente da SPEO, que saiam de lá estratégias concertadas e uma linha condutora que permita, pelo menos, pôr travão ao aumento da obesidade, doença considerada pela OMS como a epidemia do século XXI, no nosso país.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36956&op=all
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