Quando me encontro numa fila a comprar bilhetes para uma sessão de cinema, reparo sempre que as pessoas à minha frente, ao mesmo tempo que adquirem os bilhetes de cinema, compram também uns "baldes" de pipocas acompanhados por “bidões” de refrigerantes. Chamo-lhes baldes e bidões porque o tamanho das embalagens impressiona. Decidi então observar em pormenor o painel dos produtos alimentares que se vendem junto com os bilhetes de cinema. No quadro dos refrigerantes podemos escolher entre o copo pequeno (que leva meio litro), médio e grande (um litro), no das pipocas as mesmas designações, medida pequena, média e grande. No final do cinema encontram-se, infelizmente, as embalagens e copos vazios pelo chão, pelo que foi fácil trazer para casa um exemplar, dos mais pequenos, do balde e do bidão.
Em casa fiz os cálculos, isto porque, em relação às pipocas, não há alusão a qualquer informação nutricional e o peso líquido do conteúdo do balde se encontra no fundo da embalagem no sistema americano, isto é, em onças (oz). O balde mais pequeno de pipocas enche com 200 g, o que equivale à ingestão aproximada de 1028 kcal (valor médio) e 79,6 g de açúcares (cerca 12 pacotes de açúcar). Por seu lado, o bidão mais pequeno transporta 0,5 l de refrigerante, o que corresponde, por exemplo, no caso de se tratar de coca-cola, a 211 kcal e 53 g de açúcares (equivalente a 8 pacotes individuais de açúcar).
Em duas horas ingere-se, portanto, o equivalente a 20 pacotes individuais de açúcar e 1239 kcal. Quando não é mais... Se o balde e o bidão pequenos dão estes valores, calcule-se o que será com com as opções grandes, que transportam o dobro das quantidades. Este total calórico equivale a um almoço e um jantar.
Em conclusão, nos cinemas vendem-se mais pipocas e refrigerantes do que se vê cinema. É necessário não cair neste tipo de armadilhas, bem colocadas, que apelam ao consumo desenfreado de produtos alimentares cuja base principal é o açúcar. O resultado? Muitas calorias no organismo. E obesidade, claro.
Margarida Vieira
Comentários
Esses valores são absolutamente assustadores! 1239 kcal em 2 horas apenas com as quantidades "pequenas"!
Se considerarmos que eu, com um peso aproximado de 75 kg, preciso de correr durante cerca de 1 hora e meia para "queimar" todas essas calorias (isto segundo as contas do meu relógio de treinos), chega-se à conclusão que ir ao cinema comer pipocas e beber refrigerante é quase o mesmo que ir correr, mas "ao contrário"!
Bom fim-de-semana e parabéns pelo blog!
Bem, eu não vou ao cinema e também não como pipocas nem bebo refrigerantes, logo não faço ideia do que se mastiga por lá, mas o total desses valores em açúcares já vai nos 133g, ou seja, cerca de 2/3 da enorme brutalidade que representa a ingestão de açúcar ou calorias "vazias"! Ou será que tais números se referem ao total de carboidratos e não apenas ao conteúdo em sacarose? É que isso já NÃO é a mesma coisa, claro!
De notar que, tal como no caso da longevidade, falamos sempre de valores médios para uma dada população, pelo que ingestões na ordem dos 250-300g e mais ainda, em adultos e adolescentes, são por certo comuns.
O papel destes alimentos refinados e de baixíssimo - já para não dizer nulo! - valor alimentar na génese dos mecanismos inflamatórios crónicos vai começando agora a ser desvendado, pelo que também são, indirectamente, um factor agravante das doenças degenerativas que cada vez mais afligem as pessoas, e em todas as idades.
E não se trata apenas da crescente epidemia da diabete, mas de praticamente todas as enfermidades crónicas, se bem que os mecanismos causais sejam ainda muito insuficientemente compreendidos.
Há contudo algo que não deve ser ignorado e, pelo contrário, é mesmo assunto a meditar por quem preza a sua saúde e a dos seus familiares e amigos. É que este consumo desenfreado de açúcar refinado vem aumentando extraordinariamente - de uns 5Kg/ano por pessoa em meados do séc. XIX para os actuais 70Kg! - e esta é mesmo a principal transformação na dieta humana, muitíssimo mais devastadora do que o exagero no consumo de gorduras ou sal, pois esse também já existia noutros tempos.
A moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas. O açúcar nada mais é do que um ácido cristalizado que está provocando a degeneração dos seres humanos e é hora de insistir num esclarecimento geral.
Dr. Robert Boisler (1912)
Obviamente, os adoçantes artificiais, ainda mal compreendidos e estudados, NÃO representam nenhuma solução, mas possivelmente são ainda um agravante adicional deste problema galopante de saúde pública.
Por fim, deixo aqui o link para "O livro negro do açúcar", do historiador brasileiro Fernando Carvalho.
Estar bem informado p'ra decidir...
Rui leprechaun
(...que o doce amarga a seguir! :))
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