segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dormir pouco aumenta o risco de diabetes e obesidade

De acordo com um artigo publicado na revista brasileira Veja, dormir pouco é um factor de risco isolado para doenças como a diabetes, obesidade, hipertensão arterial, infarte, derrame e depressão. Saiba quais os mecanismos implicados lendo o artigo completo na edição on-line da revista aqui.

(clique na imagem para a aumentar)

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aumenta o interesse pela fruta

As frutas são boas fontes de compostos fenólicos, potentes antioxidantes, que têm acção protectora contra os processos oxidativos responsáveis por inúmeras doenças, tais como cancro, aterosclerose, doenças cardíacas, diabetes, artrite, etc., e pelo envelhecimento. O conteúdo de polifenóis nos frutos relatados na literatura científica refere-se normalmente aos polifenóis extraíveis (extractable polyphenols - EPP), mas um estudo recente publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry revelou que a quantidade destes compostos não extraíveis, e por isso não considerados nas avaliações nutricionais, é muito superior. Os valores são 112 a 126 mg de polifenóis não extraíveis por 100 g de fruta fresca contra 18,8 a 28 mg de polifenóis extraíveis (os conhecidos até agora) por 100 g de fruta fresca. No resumo do trabalho pode ler-se:

"...quantidades significativas de compostos bioativos, que normalmente não são considerados em estudos nutricionais, permanecem no resíduo da extracção..."

Este trabalho vem reforçar muito a importância para a saúde do consumo de várias peças de fruta todos os dias. Quantas peças de fruta já comeu hoje?

Fonte: Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2009, 57 (16), pp 7298–7303

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Emagrecer é...

Consultar um nutricionista.

A comunicação social escrita "bombardeia-nos", de há alguns anos a esta parte, nos mais variados tipos de edições, mas principalmente nos semanários, com informações sobre emagrecimento rápido, dietas milagrosas, chás e comprimidos que prometem "devorar" gorduras em excesso, etc., mas fá-lo, em geral, sem apresentar qualquer base científica credível.

Quando se fala de emagrecimento, não há nem pode haver milagres! É pela boca que se engorda, é pela boca que se tem de emagrecer. Tenho procurado, nesta rubrica, dar algumas dicas que podem contribuir para que, cada um por si, vá mudando os seus hábitos alimentares de modo a fazer uma alimentação saudável e, ao mesmo tempo, perder alguns quilos que tenha a mais. Mas tenho consciência de que para muitas pessoas, quiçá a maior parte dos que precisam, não é fácil cumprir estas orientações sem a presença física de um orientador ou conselheiro. Ora o nutricionista é o profissional mais habilitado para prescrever dietas adequadas e para dar os melhores conselhos alimentares. Ele fará um plano alimentar personalizado e acompanhará a pessoa durante todo o processo de perda de peso de modo a assegurar que este corra com normalidade e da forma mais saudável.

Alguns Centros de Saúde e Hospitais já oferecem a consulta de Nutrição Clínica e Alimentação. Nestas instituições só trabalham nutricionistas credenciados. Em várias clínicas privadas também trabalham profissionais competentes. Certifique-se, para sua segurança, que o profissional que o atende está credenciado pela Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN). Se precisar, não hesite em consultar um nutricionista, pois ele estará pronto para o ajudar!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ovos não são vilões


Um estudo realizado no Canadá, por investigadores da Universidade de Edmonton e publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, mostrou que os ovos reduzem a pressão arterial. Esta acção antihipertensora é devida à presença de proteínas nos ovos com uma acção idêntica à de alguns fármacos usados para fazer baixar a tensão arterial, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (angiotensin converting enzyme - ACE). Segundo os autores do estudo, Jianping Wu e Kaustav Majumder, as proteínas presentes, quer nos ovos fritos, quer nos ovos cozidos, são convertidas, no estômago e no intestino delgado, em peptídeos com actividade inibitória da enzima conversora da angiotensina (ACE).

"Os nossos resultados mostraram que a digestão de ovos cozidos, que realizamos in vitro, foi capaz de gerar uma série de peptídeos, potentes inibidores da ACE, com implicações na prevenção de doenças cardiovasculares e hipertensão", afirmaram os autores do estudo.

Quanto ao colesterol, na mesma altura em que saiu este trabalho, o Nutrition Bullettin publicou um longo artigo no qual, investigadores da Universidade de Surrey, na Grã Bretanha, demonstraram quão infundado é o mito de que os ovos fazem aumentar o colesterol no sangue.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Emagrecer é...

Cozinhar "al dente".

Em culinária a expressão de origem italiana "al dente" significa cozer os alimentos de modo a que fiquem firmes sem ser demasiado duros. Este modo de cozer os alimentos é válido para massa, arroz, feijão, grão e legumes.

A vantagem de cozinhar deste modo, além da melhor preservação dos nutrientes, é baixar o indíce glicémico dos alimentos que contêm hidratos de carbono. Quanto mais cozida estiver a massa, por exemplo, maior será o seu índice glicémico e mais engordará. O mesmo se passa com o arroz, leguminosas, cenouras, courgetes, etc. Respeite os tempos de cozedura indicados no pacote de massas (por exemplo, para o esparguete cinco a sete minutos), reduza a quantidade de água para cozer o arroz (a proporção deve ser uma chávena de arroz para uma chávena de água) e os legumes. Só assim poderá ter a certeza que prepara "al dente" estes alimentos fornecedores de hidratos de carbono.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Emagrecer é...

Cozinhar com pouco sal.

O sal, cloreto de sódio (40% de sódio e 60% de cloro), é um ingrediente utilizado na alimentação humana desde tempos imemoriais. O sódio é essencial à vida e todos os alimentos o contêm em quantidades muito variadas.

As necessidades diárias de sódio variam com a idade, com o esforço físico e perdas através da transpiração, mas a quantidade mínima estimada para um adulto, segundo a National Academy of Sciences, é de cerca de 1,5mg a que correspondem aproximadamente 4g de sal por dia. A ingestão diária de sal que supere este valor pode ter como consequência a retenção hídrica que faz aumentar o peso.

Substitua o sal, nos seus cozinhados, por sumo de limão ou vinagre ou ervas aromáticas. Resista aos caldos de carne tipo "Knorr" ou "Maggi" porque têm sal em excesso. Existem muitas outras formas de fazer comida saborosa. Quando estiver na cozinha, dê asas à imaginação e experimente vários temperos.

Quando usar sal, use o melhor sal. Veja aqui qual é.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O exercício não é o caminho para perder peso?

A revista "Time" desta semana traz um artigo intitulado "O Mito do Exercício Físico", no qual se prova que controlar a alimentação é mais vantajoso para perder peso do que fazer exercício físico. Para o especialista em diabetes e metabolismo, Eric Ravussin, da Universidade de Louisiana, o exercício não é assim tão importante para perder peso, como se anuncia na televisão ou nas revistas. O problema está em que, se por um lado, o exercício queima calorias e é preciso queimar calorias para perder peso, por outro lado, o exercício estimula o apetite. Isto faz com que muitas pessoas comam mais (e às vezes pior) depois de irem ao ginásio. Daí que os investigadores que observaram estes fenómenos na população americana afirmem que o exercício físico pode conduzir ao aumento de alguns quilos.

Na minha opinião, e de acordo com a minha experiência clínica, o exercício físico é muito útil para perder peso. A alimentação regrada aliada à actividade física é a melhor forma de eliminar os quilos de gordura a mais. Obviamente que quem me procura leva uma orientação alimentar, e portanto sabe exactamente o que comer antes e depois de fazer uma caminhada ou de ir para o ginásio. Mas, enfim, de vez em quando aparecem artigos destes, com títulos algo sensacionalistas, que podem baralhar tudo e todos...

Leia o artigo completo aqui e tira as suas próprias conclusões.

sábado, 8 de agosto de 2009

O PESO FINANCEIRO DA OBESIDADE


Segundo notícia publicada recentemente pelo "The New York Times", os obesos norte-americanos gastam uma fatia substancial do orçamento de saúde. De acordo com um estudo publicado pelo jornal "Health Affairs", os "obesos americanos gastam cerca de 42 por cento a mais em cuidados de saúde do que os americanos com peso normal" (1429 US$ a mais do que os 3400 US$ gastos por pessoas dentro dos padrões de normalidade).

Segundo o Dr. Thomas Frieden, director do Center for Disease Control and Prevention, em Washington, "a obesidade, e com ela a diabetes, é o único grande problema de saúde que se está a agravar nos Estados Unidos, e está a agravar-se rapidamente". O americano consome, em média, mais 250 calorias por dia do que há duas décadas e a tendência de ingestão calórica é crescente.

Os sinos estão, portanto, a tocar a rebate. É altura de responder à chamada de alarme. O problema, infelizmente, não é só norte-americano...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Emagrecer é...

Comer em casa.

Quem quiser emagrecer deve ter o controlo da ingestão calórica totalmente nas suas mãos. Trocar a comida de restaurante ou de cafetaria ou ainda préconfeccionada por comida caseira é meio caminho andado para emagrecer uma vez que se controla melhor tudo aquilo que se come. De facto, a escolha adequada dos ingredientes e das quantidades adicionadas na confecção das refeições permite reduzir, de forma drástica, a ingestão calórica. Escolha modos de cozinhar simples com pequena adição de gordura. Evite os fritos, os pratos com natas ou outros muito gordurosos. A redução calórica feita deste modo, de forma contínua e continuada, permitirá eliminar alguns dos quilos que estiverem a mais.

Além do mais, comer em casa é bastante mais barato. Pesa também menos na carteira...