Mitos sobre alimentação e dietas


Alguns dos principais mitos sobre alimentação e dietas são esclarecidos, num artigo publicado na revista brasileira Veja, por médicos da Universidade de São Paulo. Transcrevo o mito, tão enraizado entre nós, da obrigatoriedade de beber um litro e meio, dois , três ou até (pasme-se!) quatro litros de água por dia, conforme me têm referido alguns doentes na minha consulta:

"Beber muita água afina o corpo.
Apesar das qualidades propaladas por modelos e atrizes, água não tem efeito algum. Primeiro, não queima caloria. "Não há comprovação científica de que ingeri-la em grandes quantidades ajuda a aumentar o metabolismo", diz Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo. Segundo, não desincha. "O inchaço, principalmente aquele que acontece na fase pré-menstrual, se dá devido a um processo hormonal que termina por reter água nos espaços existentes entre as células. A água que bebemos não vai parar nesses espaços. Ela toma um caminho diferente; parte é eliminada, parte cai na corrente sanguínea. São dois metabolismos diferentes", explica Dan Linetzky, professor de gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. Terceiro, não acelera a eliminação de toxinas. "Os rins, por meio da urina, de fato eliminam subprodutos dos alimentos, como gorduras e radicais livres. Mas essa eliminação já acontece normalmente, com a ingestão de uma quantidade adequada de água", informa Magnoni. Por quantidade adequada entenda-se 30 mililitros de água para cada quilo do corpo, ou seja, uma pessoa de 70 quilos deve tomar cerca de 2 litros de água por dia. Por fim, a única verdade sobre a questão: beber água atenua muito levemente a fome. "O estômago cheio de água dá certa sensação de saciedade", diz Magnoni."
Para ler o artigo completo, clique no link: http://veja.abril.com.br/270509/p_112.shtml

Ler ou reler o artigo sobre o mito da água, que escrevi há um ano, publicado neste blog aqui.

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