Se for à "Feira do Livro" de Lisboa ou do Porto dê uma espreitadela no livro intitulado "O Fim da Comida" que acaba de sair, do prelo da editora Estrela Polar. O autor, Paul Roberts, que já tinha escrito "O Fim do Petróleo", faz uma abordagem inquietante das consequências da nossa cada vez maior dependência da indústria alimentar, que produz alimentos em grandes quantidades.Transcrevo alguns parágrafos do prólogo que reflectem a realidade (preocupante!) do mundo actual:
"Ano após ano, chegam às prateleiras dos supermercados ou aos bufetes dos restaurantes milhares de novos produtos alimentares, desde embalagens de saladas pré-lavadas, a bacon que pode ser aquecido no microondas - utilizando muitas vezes os mesmos canais de distribuição responsáveis pela reposição de DVD, lâminas de barbear descartáveis, desodorizantes, produtos de beleza, brinquedos e outros produtos de consumo. Em grande parte, o sucesso do moderno sector alimentar assentou na sua capacidade de fazer com que os produtos alimentares se comportassem como qualquer outro bem de consumo. "
"(...) Fisicamente, os alimentos são tão desadequados à produção em massa que foi necessário reformatar as explorações agrícolas e a produção de gado de
modo a permitir ceifas, colheitas e processamento mais rápidos (no entanto, mesmo recolhendo estes materiais em fresco, a sua perecibilidade pode exigir que sejam preservados através de conservantes, aromatizantes e outros aditivos)."
"Dito de uma forma mais chocante, apesar de toda a abundância global de alimentos, a moderna indústria alimentar não conseguiu aproximar-se sequer do
objectivo de acabar com a fome."
"(...) Cada vez mais, as companhias do sector alimentar que dependem da venda de alimentos embalados de preço alto estão a evitar países como a EtiópiaPara conhecer melhor o autor, leia a entrevista que concedeu à revista Época: aqui.
e o Bangladesh em favor dos mercados ricos da Europa e da América do Norte, ou a invadir regiões como a Ásia, onde os consumidores ricos manifestam uma enorme apetência por bifes, gelados, bebidas energéticas e outros produtos caros e calóricos, do tipo dieta ocidental. Assim, apesar do preço da comida ter diminuído para metade relativamente ao que custava cinquenta anos antes e, apesar de um suprimento alimentar global que excede actualmente em 20% as necessidades calóricas per capita, o mundo conta com um número idêntico de cidadãos subnutridos e de cidadãos sobrenutridos, uma simetria viciosa, emblemática dos maiores fracassos do sistema. "
Comentários
Só hoje descobri este blog.
sobre este post:
1) Não li o livro, mas as afirmações não são descabidas de todo.
2) O aumento da população, associado a uma diminuição de solo arável, de esgotamento e aridez do mesmo, etc. conduzirão a prazo a situações como as citadas.
3) Além disso, há que acrescentar que a "luta" dos próximos anos não será o "ouro negro" mas as reservas aquaríferas.
4) A China não consegue, hoje, produzir alimentos para os chineses: tem de importar uma grande quantidade para poder satisfazer as necessidades da população (não vou aprofundar + este ponto).
5) Gostei do blog e tenho de ler os artigos da coluna do lado, que me interessam.
João Moreira
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店經紀,
酒店打工經紀,
制服酒店工作,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
專業酒店經紀,
合法酒店經紀,
酒店暑假打工,
酒店寒假打工,
酒店經紀人,
菲梵酒店經紀,
酒店經紀,
禮服酒店上班,
酒店小姐兼職,
便服酒店工作,
酒店打工經紀,
制服酒店經紀,
酒店經紀,
菲
梵,酒店,