Pular para o conteúdo principal

Primeiros resultados do estudo PORMETS de avaliação da prevalência da Síndrome Metabólica em Portugal

O estudo PORMETS de avaliação da prevalência da síndrome metabólica em Portugal é um projecto que nasceu em Outubro de 2006 e que resultou da parceria entre o Grupo de Estudo da Insulino-Resistência (GEIR) e a equipa chefiada pelo Prof. Dr. Henrique Barros, do Serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto, com o patrocínio da empresa Bayer Healthcare. Este estudo foi para o terreno em Fevereiro de 2007 e, até ao momento, já envolveu cerca de 3000 pessoas, o que corresponde a cerca de três quartos da amostra, que deverá totalizar 4320 participantes. O estudo terminará no primeiro semestre de 2009, mas já estão disponíveis resultados preliminares relativos a 2694 participantes de 24 Centros de Saúde de todo o país.

Conclusões preliminares:

A prevalência da síndrome metabólica é muito elevada em Portugal e semelhante à de alguns países europeus e dos E.U.A, de acordo com os critérios ATP III.Porém, de acordo com os critérios IDF, a prevalência da síndrome metabólica nesta amostra é maior do que em outros estudos europeus.

A prevalência de obesidade central estimada de acordo com os critérios ATP III, AHA/NHLBI e IDF é maior no sexo feminino. Destaca-se a elevada prevalência de obesidade central na mulher portuguesa (superior a 50 por cento qualquer que seja a classificação utilizada), sugerindo que os critérios utilizados para a classificação de obesidade central, nomeadamente os critérios IDF, podem não ser adequados à população portuguesa.

Valores tensionais elevados (T.A. 130/85) na população portuguesa (52,8 por cento)
Hipertrigliceridemia muito prevalente no sexo masculino (cerca de 30 por cento)
HDL baixo de acordo com 3 definições muito prevalente nesta amostra (cerca de 50 por cento)
Hiperglicemia em jejum (100 mg/dL) com prevalência elevada em particular no sexo masculino
Medidas práticas de insulino-resistência: insulinemia (P5 - 2,4 U/mL e P95 - 20,8 U/mL) e HOMA (P5 0,44 e P95 6,55)
2 comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Leite sem lactose não é para diabéticos

Ontem de tarde, durante a consulta de atendimento a diabéticos, um dos utentes pôs-me a questão se o leite sem lactose seria o melhor para os diabéticos. A dúvida faz todo o sentido uma vez que a lactose é o açúcar natural do leite. No entanto, este leite foi criado para pessoas intolerantes à lactose, que não digerem bem o leite por deficiente produção de lactase, a enzima necessária ao desdobramento da lactose.

Então porque é que é que o leite com 0% lactose não é bom para diabéticos?

A lactose é um hidrato de carbono complexo (dissacárido) formada por duas moléculas de hidratos de carbono simples, a glicose e a galactose (monossacáridos). O leite com 0% lactose não tem, de facto lactose, mas tem os seus constituintes, a glicose e a galactose, que são açúcares simples que fazem subir a glicémia (glicose no sangue) mais facilmente. Quem prova este leite não tem dúvidas: ele é mais doce e foi por isso que o referido doente estranhou e me apareceu com o pacote de leite sem lactose na mão…

COUVE LOMBARDA SALTEADA

Ontem para o jantar fiz couve lombarda salteada com bifinhos de peru grelhados.  É um prato super fácil de fazer que se prepara em 15 minutos.

INGREDIENTES (para quatro pessoas)
Meia couve lombarda
1 cenoura
2 colheres de sopa de azeite
2 dentes de alho
sal marinho q.b.

Depois de lavar a couve, corte-a em juliana. Descasque e rale a cenoura. 
Numa frigideira coloque o azeite e os alhos picados até estes começarem a fritar. Junte a couve, a cenoura e um pouco de sal. Deixe cozinhar cerca de oito minutos mexendo com frequência (se gostar da couve mais cozida deixe cozinhar mais tempo). Está pronto! 

Acompanhei com bifinhos de peru grelhados, temperados com pimenta, pouquíssimo sal, mas com muito sumo de limão. 

Esta couve também fica bem a acompanhar qualquer tipo de peixe.
Experimentem!

O segredo de cozinhar bróculos verdes e nutritivos

Do livro "A cozinha é um laboratório" (Fonte da Palavra, 2009) transcrevo alguns conselhos para bem cozinhar os brócolos evitando, dentro do possível, perdas de nutrientes e o desenvolvimento de cores e aromas indesejáveis: "Corte-os apenas na altura de serem introduzidos na água quente. Além de os cortar em pedaços, dê um golpe longitudinal nos pedúnculos. Estes cortes têm como objectivo acelerar a cozedura, dado aumentarem a área de exposição à água quente. Adicione os brócolos à água a ferver, com o lume no máximo. Para minimizar a perda de nutrientes e ter a melhor cor final, não use muita água, nem pouca... no meio é que está a virtude! Deixe o recipiente destapado nos primeiros minutos. Cozinhe-os durante apenas cerca de 5 minutos (ficam mais estaladiços e com uma cor mais bonita). Se não os for consumir logo, passe-os por água muito fria mal sejam tirados do lume, para parar todo o processo. Como melhor alternativa, coza os brócolos em vapor. O resultado será ainda melh…